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Brasil

Piloto morre em queda de helicóptero no Rio e deixa três filhos

Foto: Reprodução/Instagram

Alessandro Rocha, de 51 anos, piloto que faleceu no acidente de helicóptero ocorrido sábado (8), na Vista Chinesa, Zona Sul do Rio de Janeiro, será enterrado nesta segunda-feira (10) no Cemitério de São Gonçalo, na região metropolitana. O velório acontecerá às 13h.

O corpo foi liberado pelo Instituto Médico Legal no domingo (9), durante o Dia dos Pais, para o seu filho mais velho, Sven Rocha dos Santos, de 23 anos. Sven contou que sua última despedida com o pai foi um churrasco na quinta-feira anterior (6).

Alessandro deixa outros dois filhos: Maria Antônia, de 2 anos, e Benício José, que completou 5 meses no domingo.

Sven descreveu seu pai como uma pessoa cheia de energia e muito próxima das pessoas: “Meu pai tinha 51 anos, era muito vivo, comunicativo e amoroso. Era conhecido como Rochinha, também comandante Rocha, mas com muito carinho chamado de Rochinha”, contou.

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Sobre sua carreira, Sven disse que o pai tinha mais de 20 anos de experiência, sendo instrutor de ultraleve e helicóptero, e recentemente trouxe uma aeronave dos Estados Unidos para o Brasil, demonstrando sua habilidade e conhecimento no voo.

Com voz emocionada, Sven afirmou que tem buscado conforto na fé para lidar com a perda.

Ele guarda memórias especiais do pai e espera poder repetir com seus filhos alguns hábitos dele: “A maior lembrança que terei do meu pai é o assobio que ele fazia quando chegava em casa, e estou certo de que farei o mesmo com meus filhos.”

Também recorda a alegria matinal do pai: “Meu pai era uma pessoa alegre que começava o dia com um banho frio no chuveirão, sempre animado para trabalhar ou qualquer coisa. Nosso último momento foi assim, um churrasco adiantado do Dia dos Pais na quinta-feira”, acrescentou.

No acidente, além do piloto, morreram três membros de uma família colombiana: a influenciadora Sofía Murillo, de 17 anos, sua mãe Wendy Manrique, 37 anos, e a avó Rocío Cubillos, 59 anos.

Sofía era seguida por mais de 250 mil pessoas nas redes sociais e recebeu homenagens após a tragédia.

Todos os corpos foram levados ao Instituto Médico Legal para identificação, sendo que até o momento apenas o corpo do piloto foi liberado para a família.

A queda

O helicóptero, da empresa Voos Rio Panorâmico, partiu do Aeroporto de Jacarepaguá, zona oeste do Rio, com destino ao Cristo Redentor, mas caiu em uma área de difícil acesso dentro do Parque Nacional da Tijuca.

O voo panorâmico custava R$ 2.550 por grupo e durava cerca de 20 minutos. O corpo de bombeiros foi acionado às 11h11 e enfrentou dificuldades para acessar o local do acidente, que teve início de incêndio controlado por equipes especializadas.

O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, informou que a aeronave estava autorizada para voar. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) está colaborando com a prefeitura para garantir a fiscalização adequada dos voos panorâmicos, e confirmou que o helicóptero tinha certificação válida.

Até o momento, a Anac não suspendeu os voos panorâmicos na cidade, que continuam operando normalmente.

A investigação para esclarecer as causas do acidente está a cargo da 19ª Delegacia de Polícia (Tijuca), que realizou perícias e aguarda o laudo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Em nota, a Força Aérea Brasileira comunicou que os trabalhos iniciais de investigação continuam referentes ao acidente envolvendo a aeronave PP-MFS no Alto da Boa Vista.

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