Quase 4 mil funcionários de uma das principais unidades de processamento da JBS nos Estados Unidos iniciaram, na manhã desta segunda-feira (16/3), uma greve na planta da Swift Beef Co., localizada em Greeley, Colorado.
A decisão pela paralisação foi motivada por denúncias dos representantes sindicais de que a empresa, JBS USA, teria retaliado empregados e adotado práticas trabalhistas injustas durante as negociações contratuais.
De acordo com o sindicato United Food and Commercial Workers Local 7, que representa os trabalhadores, essa é a primeira greve registrada em um matadouro de carne bovina nos EUA desde os anos 1980.
Matt Schechter, conselheiro geral do sindicato, afirmou que a companhia tentou pressionar os funcionários para que abandonassem a entidade em reuniões individuais, e que não houve negociações formais no fim de semana após a recusa da empresa em negociar no sábado (14/3).
Segundo o sindicato, 99% dos trabalhadores votaram a favor da greve, que ocorre em meio a uma redução histórica na população de gado nos Estados Unidos. Em 1º de janeiro, o estoque de gado estava estimado em 86,2 milhões de animais, queda de 1% em relação ao ano anterior.
Além disso, a alta nos preços da carne bovina aumentou a preocupação econômica no país, enquanto o governo do presidente Donald Trump buscava acordos comerciais para tentar baixar os custos dos alimentos, incluindo a carne.
Em nota, a JBS USA informou que os funcionários que optarem por não participar da greve terão seus cargos mantidos e serão pagos. A empresa acrescentou que operaria dois turnos na fábrica nesta segunda-feira e que poderia realocar temporariamente a produção para outras unidades se necessário.
“Nosso objetivo é minimizar o impacto para nossos clientes, parceiros e para o mercado em geral, enquanto buscamos uma resolução justa em Greeley.” – declarou a empresa.
