O Núcleo Permanente de Audiência de Custódia (NAC) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) decidiu mudar a prisão em flagrante de Anderson Gonçalves da Silva para prisão preventiva. Ele é suspeito de ter matado sua companheira em local público, na região do Paranoá, Distrito Federal.
O crime foi presenciado por crianças e adolescentes, incluindo a filha do casal, que tem quatro anos de idade. Policiais que testemunharam o caso confirmaram que Anderson foi o autor, e ele mesmo admitiu o crime ao ser ouvido pelas autoridades. Familiares da vítima disseram que eles tinham um relacionamento complicado.
A decisão do NAC levou em conta a gravidade do crime, o perigo que Anderson representa, a ausência da arma usada no crime e o risco de fuga, já que o caso ganhou grande repercussão pública. Por essas razões, os juízes entenderam que alternativas à prisão não seriam suficientes para garantir a segurança e o andamento do processo.
O Ministério Público opinou pela legalidade da prisão em flagrante e pediu que fosse convertida em prisão preventiva. Além disso, solicitou que fosse feita a identificação genética do suspeito, conforme previsto na lei. Já a Defensoria Pública pediu a liberdade provisória de Anderson e que o processo fosse mantido em sigilo.
A decisão também estabeleceu que informações relacionadas à criança que viu o crime fiquem em sigilo, para proteger o seu bem-estar.
