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Testemunhas de duplo homicídio em Águas Claras relatam manhã de terror

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Homem de 39 anos foi preso em flagrante na quarta-feira (24/2), depois de atacar a família no apartamento em que morava. De acordo com a polícia, casal veio de Goiânia para internar o filho, que teria transtornos psiquiátricos. Ele foi indiciado pelos crimes

(crédito: Ed Alves/CB/D.A Press )

No dia em que seria internado pela família para tratar do quadro de esquizofrenia, Marcelo Ribeiro Gonçalves Ferreira, de 39 anos atacou os pais, Leila Ribeiro, de 71 anos, e Rubem Luiz, de 73, e a irmã, de 53, com uma faca. O casal não resistiu aos ferimentos e morreu. Já a irmã, atingida na costela, conseguiu se desvencilhar e fugir. O crime ocorreu na quarta-feira (24/2), em um edifício em Águas Claras. De acordo com a polícia e com relatos de vizinhos, o autor do ataque estaria em surto.

A irmã de Marcelo está internada no Hospital de Águas Claras, onde deu entrada com taquicardia e sangramento no tórax. A equipe médica fez um curativo na área da perfuração e a paciente não precisou passar por cirurgia. Ela segue internada em observação.

O homem foi levado para o Hospital Regional de Taguatinga (HRT), onde trata da condição psicológica. Preso em flagrante, ele será encaminhado à Delegacia de Polícia Especializada (DPE) quando receber alta. Segundo a delegada Laryssa Neves, da 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul), Marcelo foi indiciado por duplo homicídio e tentativa de assassinato.

Gritos e medo

O caso chocou os moradores e funcionários do prédio, além de comerciantes da região. A Polícia Militar do DF foi chamada para atender a uma denúncia de violência doméstica. Mas, chegando ao local, o cenário era outro. “Parecia uma cena de filme mesmo. A casa toda revirada, o ambiente era pequeno. É bem chocante”, afirmou Laryssa Neves. “Ele estava em ataque, não dá para precisar se queria matar, estava em crise, provavelmente, até agora ele não deve ter entendido o que aconteceu.”

Testemunhas narram que o momento das mortes foi precedido por pedidos de socorro, desespero e pânico. “Eu estava no elevador quando ouvi os gritos. Não sabia o que estava havendo, mas corri para a portaria a fim de pedir ajuda”, contou uma moradora.

Os chamados também foram ouvidos por outra vizinha, a comerciante Creisiane Konrad, 44. Ela estava no elevador. Quando as portas se abriram no segundo andar, ela não viu nada, mas escutou o barulho. “Só ouvia ‘socorro’. Foi um desespero. Você imagina tudo, mas imaginar que o filho vai matar pai e mãe é meio complicado”, descreveu. Ela desceu até o térreo e alertou os funcionários de que algo errado estava acontecendo.

Enquanto Creisiane ligava para a polícia, a irmã de Marcelo chegou à portaria. Com a lateral do corpo sangrando, ela alertou que o irmão iria matar os pais e pediu ajuda. O porteiro subiu ao pavimento e encontrou a mãe no corredor e as paredes ensaguentadas. O pai estava desfalecido perto da janela, e o autor das facadas, deitado no sofá, aguardando a chegada da polícia.

Para os policiais, a mulher tentou escapar e não conseguiu. Enquanto isso, embaixo do prédio, o cunhado de Marcelo chegou para resgatar a esposa. Foi ele quem a levou para o hospital. Quinze minutos depois, a Polícia Militar chegou ao prédio. O pai ainda tinha a faca cravada no pescoço.

A irmã do autor foi vista correndo, ensanguentada, pelos corredores, por outros moradores. “Logo ela chegou coberta de sangue na portaria. Todos ficamos com medo, pois ainda não sabíamos que ele havia sido detido. Muita gente preferiu ficar dentro dos seus apartamentos, trancados”, lembrou uma testemunha.

Histórico

Marcelo morava no edifício há cerca de seis meses, e, até terça-feira (23/2), não havia registros de qualquer conflito. “Ele era bem reservado, mas nunca tinha tido problema nenhum”, disse o encarregado Felipe Silva.

Uma outra moradora contou ao Correio, sob a condição de anonimato, que o rapaz tinha perfil discreto. “Ele era muito quieto, nem cumprimentava dentro do elevador”, relatou. Vizinhos também dizem que o autor não era visto nas reuniões de condomínio e eventos coletivos do residencial.

Mas, na terça-feira (23/2), uma outra situação chamou a atenção dos servidores do edifício. Pela manhã, o rapaz subiu e desceu as escadas várias vezes e depois saiu correndo pela rua. Ele passou mal e caiu no chão em frente a um supermercado, se debatendo. A enfermeira Lana Figueiredo, que estacionava o carro no local, o socorreu.

Minha bolsa arrebentou, mas fiz um juramento e tenho que ajudar. Ele estava se debatendo, associei aquilo a uma crise convulsiva, o coloquei de lado, levantei a cabeça para poder oxigenar o cérebro. Quando vi a pulsação e que ele não respondia, fiz massagem cardíaca e ele começou a ficar sinótico, com a boca roxa, quadro de parada cardíaca”, detalhou. Várias transeuntes se aglomeraram em volta do rapaz para verificar como ele estava.

Diante disso, a família foi avisada, e os pais, que moravam em Goiânia, vieram prestar assistência ao filho, na intenção de interná-lo no dia seguinte. Lana chegou a conversar com o pai dele. “Falei por telefone com o pai, que disse que ele era esquizofrênico e tomava medicamento. Mas a dose era de 10 mg, muito baixa para quem tinha um quadro como o dele”, ponderou.

A delegada do caso informou que Marcelo não estava tomando a medicação quando teve a crise. Laryssa Neves acrescentou que ele tem um histórico de surtos, mas nenhum relacionado a episódios de violência. Aos 18 anos, chegou a ser internado no Rio de Janeiro — onde os pais moravam à época. Ele, aliás, decidiu ficar em Brasília quando os pais se mudaram para Goiânia. A irmã que estava no momento do crime também mora no DF. O casal tem mais dois filhos, residentes na capital goiana.

Memória

Relembre casos de homicídios cometidos por pessoas em crise

12 de março de 2010
O cartunista Glauco Villas Boas, 53 anos, e o filho Raoni, 25, foram mortos a tiros por Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, no sítio onde o cartunista e a família moravam, em Osasco (SP). Nunes chegou ao local a fim de sequestrar Glauco. Armado com uma pistola, o agressor afirmava que queria levar o artista e a família até sua residência para que o desenhista confirmasse à mãe dele que Nunes era Jesus Cristo. À época, o comerciante Carlos Grecchi Nunes, pai do autor dos assassinatos, disse que o filho sofria de esquizofrenia — doença que também acometia a mãe do rapaz. Nunes conhecia Glauco por conta de encontros religiosos na igreja Céu de Maria, fundada pelo cartunista. As cerimônias religiosas eram realizadas no sítio de Glauco aos fins de semana e incluíam o uso do chá de Santo Daime que, em si, não aparenta causar reação agressiva, podendo, contudo, resultar em efeitos distintos em pessoas que sofrem com distúrbios psicológicos.

2 de fevereiro de 2014
O cineasta Eduardo Coutinho (foto), de 81 anos, foi assassinado a facadas dentro de casa, no Rio de Janeiro, pelo filho, Daniel Coutinho, que sofre de esquizofrenia. O rapaz também foi o responsável por esfaquear a mãe. Em seguida, tentou se matar. Em abril de 2015, Daniel foi absolvido sumariamente e considerado réu inimputável, sendo submetido à medida de segurança de internação em estabelecimento para portadores de doença mental. Com mais de quatro décadas de carreira, Eduardo Coutinho foi um dos principais diretores brasileiros. Ele comandou filmes como As canções (2011), Santo forte (1999) e Cabra marcado para morrer (1985), projeto de ficção interrompido pela ditadura militar, retomado 20 anos depois.

30 de outubro de 2019
Uma menina de 5 anos foi assassinada a facadas em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Ela estava a caminho da escola, acompanhada de uma cuidadora e do irmão, de 7 anos, quando foi atacada por um homem em surto de esquizofrenia. O crime ocorreu na Rua Perdões, perto de uma instituição de ensino, por volta das 7h. O rapaz não tinha relação com a garota assassinada. Ao todo, a criança levou quatro golpes, sendo um nas costas e outros três no tórax. Segundo a família, o jovem fazia tratamento psiquiátrico para esquizofrenia e tomava medicação controlada.

Violência em surtos é rara, dizem médicos

Preso em flagrante, homem de 39 anos foi levado ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT) -  (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

crédito: Ed Alves/CB/D.A Press.

Fábio Aurélio Leite, médico psiquiatra do Hospital Santa Lúcia Norte e membro titular da Sociedade Brasileira de Psiquiatria, explica que pacientes esquizofrênicos não costumam ser agressivos. “Esse foi um caso de exceção. Há diversos esquizofrênicos com a vida absolutamente próxima à normalidade, desde que tratados de forma adequada. É importante destacar isso para que as pessoas não tenham preconceito e achem que, por ser esquizofrênica, a pessoa é homicida ou perigosa. Foi uma fatalidade”, lamentou o médico.

O psiquiatra chamou a atenção para a necessidade de acompanhamento adequado. “O tratamento, hoje, envolve um arsenal terapêutico bem rico, com medicamentos com baixos efeitos colaterais e alta tolerabilidade”, avaliou. “Infelizmente, via de regra, são medicamentos de custo elevado. Alguns são disponibilizados pelo governo e outros não”, contrapôs.

“Uma das questões mais importantes é a recaída. Ficar sem tomar o remédio é muito perigoso, porque pode levar a surtos, inclusive com desfechos trágicos, como esse caso de Águas Claras. Hoje, temos medicamentos injetáveis e com liberação controlada, tomados a cada mês ou com intervalos maiores, não havendo risco de interromper o uso, porque, com o comprimido, pode não haver a admissão correta, alguns pacientes, por exemplo, às vezes fingem que tomaram o remédio. Os injetáveis, então, fazem com que a pessoa mantenha boa adesão ao medicamento, sem risco de interrupção”, completou Fábio Aurélio Leite.

Anibal Okamoto Jr, médico psiquiatra pela Universidade de Brasília (UnB), afirma que, para uma pessoa que tem um surto psicótico chegar nesse ponto de violência, o comprometimento comportamental é grave. “É difícil saber os detalhes do episódio sem avaliar o paciente ou o histórico médico. Mas, geralmente, uma pessoa em surto psicótico tem delírio e/ou alucinações. Ela pode escutar vozes que falam pra ela matar, achar que os pais estão a ameaçando, concluir que os pais foram trocados por pessoas desconhecidas, etc. Esses delírios fazem com que o paciente se descole da realidade”, detalhou.

Segundo o especialista, provavelmente, o rapaz não estava tomando os remédios de forma correta, o que teria agravado o quadro. “Quando a pessoa não toma as medicações, o delírio pode voltar e o paciente pode achar que tem alguém o perseguindo, pensar que todas as pessoas ao redor estão contra ele e até mesmo achar que o remédio é veneno e acabar não ingerindo a medicação. Por isso, esses pacientes precisam sempre procurar ajuda especializada como psicólogos e psiquiatras para que possam realizar o tratamento de forma eficaz para evitar as recaídas e os novos surtos”, frisou.

O médico dá dicas sobre como proceder em casos como esse. De acordo com o psiquiatra, no caso das vítimas, é importante que elas não confrontem o paciente. Caso contrário, pode haver o agravamento da situação. “Outro ponto fundamental é garantir a própria segurança. Chame um vizinho, chame a polícia, chame alguém que possa te auxiliar e até mesmo saia do ambiente. Se o paciente estiver armado, por exemplo, priorize sua própria segurança. Caso a situação esteja um pouco controlada, tente conversar com a pessoa de forma calma e tranquila enquanto procura ajuda profissional”, orientou.

 

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Falsa enfermeira também ‘vacinou’ moradores de prédios de luxo em BH

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Falsa enfermeira que aplicou doses irregulares em empresários em garagem de ônibus teria ”vacinado” também moradores de residências em bairros nobres

(crédito: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)

A cuidadora de idosos investigada pela suspeita de se passar por enfermeira e aplicar uma suposta vacina contra a covid-19 em empresários e políticos no mês passado na garagem de uma empresa de ônibus teria feito o mesmo com moradores de um prédio de luxo na Região Oeste de Belo Horizonte. O novo caso foi divulgado pela rádio “Itatiaia” na manhã de ontem. Segundo a reportagem, o esquema clandestino teria começado em 5 de março em um condomínio que fica no Bairro Gutierrez. Membros de pelo menos três famílias que moram no local teriam recebido aplicações a R$ 600 cada.

A rádio afirma que há registros de Cláudia Mônica Pinheiro Torres – que se apresentava como enfermeira, segundo as investigações – entrando no prédio nos dias 5, 17 e 22 de março, antes do caso da garagem, que veio à tona em uma reportagem da revista “Piauí”. Um vídeo obtido pela reportagem mostra a suspeita entrando no prédio do Gutierrez. Entre os vacinados estaria o dono de um aras no interior de Minas que, de acordo com a reportagem da Itatiaia, pode ser o elo entre a mulher e os empresários da Saritur, onde teria ocorrido a vacinação clandestina.

Cláudia teria sido contratada pelos irmãos Robson Lessa e Rômulo Lessa, donos da Saritur, para aplicar a suposta vacina contra a COVID-19 em um grupo superior a 80 pessoas. O suposto imunizante teria sido fornecido pela mulher. Segundo a revista Piauí, em reportagem publicada em 24 de março, Cláudia cobrava R$ 600 por doses do que afirmava ser da vacina. O filho da falsa enfermeira prestou depoimento à PF na segunda-feira. A suspeita é de que ele seja o responsável pelo recebimento dos pagamentos, que ocorriam, muitas vezes, via Pix, o que pode facilitar as investigações.

Diligências feitas pela Polícia Federal encontraram na casa de Cláudia de Freitas ampolas de soro fisiológico. A suspeita é que era isso que vinha sendo aplicado nas pessoas que contratavam seus serviços. Na ocasião, as autoridades constataram que a mulher, que na verdade é uma cuidadora de idosos, atendia também em domicílio. De acordo com as investigações, um dos bairros em que ela mais fez ‘atendimentos’ – em casas e apartamentos – foi o Belvedere, de classe alta, no Centro-Sul de BH.

Depoimento

Uma das pessoas que teria recebido a aplicação é o ex-senador Clésio Andrade. A PF apreendeu uma lista com mais de 80 nomes de pessoas que teriam passado pelo procedimento, mas o nome de Clésio Andrade não consta nela. O ex-senador prestaria depoimento na manhã de ontem à PF, em Belo Horizonte, como parte das investigações da suspeita de vacinação irregular contra a COVID-19. Mas a oitiva foi suspensa por determinação judicial. Andrade seria ouvido na sede da PF, que fica no Bairro Gutierrez, Região Oeste da capital. A defesa dele compareceu ao local mais cedo e saiu da unidade explicando que ele não compareceria.

A defesa não teve acesso à investigação. Então, assim que tivermos conhecimento de toda a investigação, teremos condição de opinar alguma coisa a respeito”, explicou o advogado Robson Pinheiro aos jornalistas presentes. Ainda segundo ele, recentemente o ex-senador teve contato com uma pessoa infectada pelo coronavírus. Assim, ele está em isolamento. “Todo mundo que teve contato com alguém que teve COVID tem que manter quarentena. Eu fiz essa consideração com o delegado e ele disse que vai analisar”, comentou.

Questionado, Pinheiro disse que a defesa levantou a possibilidade de Andrade ser ouvido por videoconferência. “Acho que é uma questão de ética. No período que estamos vivendo, ninguém quer sair por aí contaminando ninguém”, pontuou. A Polícia Federal informo que havia outros dois depoimentos previstos para a tarde, mas que não divulgaria a identidade das pessoas que são ouvidas nas apurações. A cuidadora chegou a ser presa durante a Operação Camarote, desencadeada no mês passado, mas foi liberada.

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Rodoviários reivindicam mais vacinas para atender à categoria

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De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, o protesto é para cobrar do Governo Federal mais agilidade na entrega de vacinas para o DF para atender à categoria

O protesto ocorre na Esplanada dos Ministérios – (crédito: Ed Alves/CB/DA Press)

Rodoviários do Distrito Federal protestam na manhã desta quarta-feira (7/4), na Esplanada dos Ministérios, reivindicando a chegada de mais doses da vacina contra a covid-19 para que a categoria seja imunizada. De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, o ato é exclusivamente para cobrar agilidade do Governo Federal na distribuição das doses, já que o governo local se comprometeu a colocar os motoristas e cobradores como prioridade na vacinação.

A categoria soma 22 óbitos em decorrência da covid-19. O vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, João Jesus de Oliveira, destacou que, mesmo tomando todas os cuidados, os profissionais correm risco diariamente ao saírem de casa e ao enfrentarem os ônibus lotados. “O sindicato vem orientando os trabalhadores, com o uso de máscara, que não fiquem mais de 2 horas com a mesma e troquem, que usem álcool em gel, evitem passar a mão nos olhos.. Mesmo com precaução, a categoria é contaminada. Não vamos esperar que morra mais gente”, disse.

Cerca de 200 ônibus participam do protesto na manhã desta quarta-feira (7/4). João Jesus explica que os coletivos estariam parados nos estacionamentos e que a manifestação não causa nenhum prejuízo à população.

A concentração ocorreu em dois locais: no estacionamento do Estádio Mané Garrincha e na Estação de Metrô 114 Sul. Os grupos se encontraram na Rodoviária do Plano Piloto e seguirão até o Ministério da Saúde, com o apoio de dois carros de som e faixas. A Polícia Militar acompanha a manifestação.

João Jesus contou ao Correio que o GDF se comprometeu que os rodoviários entrarão como prioridade na próxima etapa de vacinação, junto com policiais militares e professores. “Esse ato é exclusivamente para cobrar o Governo Federal para entregar vacinas com mais agilidade para cada estado. Estamos aqui atendendo um clamor da categoria”, destacou.

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Motorista fica ferido após batida entre caminhão e caminhonete na PR-323, em Cruzeiro do Oeste

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Pará registra três mortes em rodovias federais durante feriado de Semana Santa

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Balanço dos quatro dias de operação da PRF foi divulgado nesta terça, 6.

Pará registra três mortes em rodovias federais durante feriado de Semana Santa — Foto: Ascom PRF

Três pessoas morreram em acidentes registrados nas rodovias federais no Pará durante o feriado da Semana Santa. O balanço da operação ‘Semana Santa’, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foi divulgado nesta terça-feira (6).

De acordo com a PRF, durante quatro dias de operação foram registrados sete acidentes, com duas pessoas ilesas, sete feridos e três mortes em rodovias federais do estado. A operação teve início na quinta-feira (1) e foi encerrada às 23h59 deste domingo (4).

Além disso, sete pessoas foram detidas, sendo três por dirigir sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), duas pelo crime de receptação, um por porte ilegal de drogas e um por uso de documento falso.

Ao todo, segundo o balanço da PRF, foram fiscalizados 4.721 pessoas e 5.016 veículos, sendo registradas 614 infrações. Cerca de 20 veículos foram recolhidos aos pátios da PRF por diversas irregularidades e três veículos com registro de roubo e furto foram recuperados.

Durante a operação, 84 motociclistas foram flagrados conduzindo sem o uso de capacete, 20 condutores dirigindo sem cinto de segurança e cinco veículos não possuíam dispositivo de retenção, como cadeirinha, para crianças.

Foram registradas ainda 157 ultrapassagens irregulares durante o feriado. Segundo a PRF, esse tipo de ultrapassagem é responsável pela maioria dos acidentes do tipo colisão frontal.

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Polícia indicia 5 pessoas por assassinato de homem que foi jogado no contêiner

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As investigações, conduzidas pela 19ª Delegacia de Polícia (P Norte), concluíram que Westemberg Marques da Silva foi agredido e enforcado até a morte na noite de 22 de fevereiro. A intenção dos criminosos, segundo a apuração policial, era subtrair o dinheiro da vítima. O homem foi encontrado com os pés e mãos amarrados dentro de um contêiner

(crédito: PCDF/Divulgação)

A 19ª Delegacia de Polícia (P Norte) concluiu as investigações acerca do assassinato de um homem encontrado morto com pés e mãos amarrados, dentro de um contêiner de obras, na QNN 27 de Ceilândia. Westemberg Marques da Silva foi vítima de latrocínio em 22 de fevereiro. Três homens e duas mulheres foram indiciados por envolvimento no crime.

As investigações, que duraram cerca de um mês, revelaram que, na noite do crime, Westemberg foi atraído por uma mulher para uma festa, na promessa de que o evento teria sexo e drogas à vontade. Atraído, a vítima chegou até o local de moto, uma residência situada na QNN 21. Na casa, a criminosa e os outros quatro envolvidos agrediram e enforcaram o homem até a morte com um fio.

“Os autores tinham o objetivo de subtrair um valor de R$ 1,2 mil da vítima, dinheiro que ele teria pegado em um empréstimo. Além do dinheiro, o grupo também pegou a motocicleta, que foi encontrada depois no Recanto das Emas”, detalhou o delegado-adjunto da 19ª DP, Thiago Peralva.

Ocultação de cadáver

Morto, três dos cinco criminosos retiraram o corpo de Westemberg da residência e o levaram, de forma fria e cruel, até o contêiner de lixo em um carrinho de supermercado. “A vítima foi encontrada embalada em sete lençóis, com pés e mãos amarrados”, completou Peralva.

O cadáver foi localizado por um vigilante que fazia ronda em frente a uma escola. A partir do serviço de inteligência, os investigadores chegaram aos cinco envolvidos. Três deles tiveram o mandado de prisão deferido pela Justiça e estão presos. No entanto, o Poder Judiciário indeferiu a prisão dos outros dois acusados. “Um desses autores está preso em virtude de outro crime praticado posteriormente. Os cinco indiciados foram denunciados pelo Ministério Público e já são réus na ação penal. Estão respondendo pelos crimes de latrocínio e ocultação de cadáver”, finalizou o delegado.

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Polícia Militar apreende quase 6kg de maconha e outras drogas no Gama

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Durante a ação, um homem de 24 anos foi autuado por tráfico de drogas na 20ª Delegacia de Polícia (Gama). Em outras operações pelo DF, 42,5kg de cocaína foram apreendidos e cerca de duas toneladas de maconha foram incineradas

Na operação, a PMDF apreendeu também uma arma de fogo e outras drogas – (crédito: PMDF/Divulgação)

Durante patrulhamento tático operacional no Gama, policiais militares do Grupo Tático Operacional 29 (9º Batalhão) apreenderam quase 6kg de maconha, uma arma de fogo e outras drogas, na noite de segunda-feira (5/4), por volta das 22h30. Na ação, um homem de 24 anos foi autuado por tráfico de drogas na 20ª Delegacia de Polícia (Gama).

O suspeito também é investigado em outro caso por usar moeda falsa. A ocorrência foi registrada em dezembro de 2020, quando ele foi autuado por porte de entorpecente. Durante o patrulhamento, militares avistaram seis pessoas em atitude suspeita na Quadra 20 do Setor Oeste do Gama. Os indivíduos notaram a presença dos PMs e fugiram pelas quadras da região.

Os policiais militares conseguiram abordar três deles, mas nada de irregular foi encontrado. Durante a fuga, os policiais notaram que um dos fugitivos entrou em uma casa localizada em um beco. Com autorização do casal que mora no local, entraram no imóvel.

Na residência, os policiais militares encontraram, dentro de uma máquina de lavar, aproximadamente 6kg de maconha, 500g de crack, 100g de cocaína, uma arma de fogo Beretta calibre 635 sem munições, vários itens para embalar drogas e R$50 em espécie.

Taguatinga Norte

Em Taguatinga Norte, a 17ª DP também fez outra apreensão na segunda-feira (5/4). A equipe da unidade encontrou 42,5kg de cocaína durante operação no Setor de Oficinas da cidade. A ação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) durou mais de 12 horas e, segundo a delegacia, o preso era um dos maiores traficantes da região. O suspeito tinha uma prensa industrial utilizada para compactar a droga, máquina essa que foi apreendida com vestígios de cocaína.

A Operação Big Theeth durou mais de 12 horas, segundo a 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte)

A Operação Big Theeth durou mais de 12 horas, segundo a 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte) (foto: PCDF/Divulgação)

 

A Operação Big Theeth (Dente grande, em inglês) se refere ao nome da loja na qual o laboratório do homem de 25 anos funcionava e ao apelido atribuído ao autor. A ação policial foi feita a partir de denúncias recebidas no feriado da Páscoa. O suspeito foi levado ao cárcere da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

PCDF incinera toneladas de cocaína

Nesta terça-feira (6/5), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Coordenação de Repressão às Drogas (Cord), faz operação para destruir cerca de duas toneladas de drogas de várias espécies, como cocaína, crack, skunk e maconha. Essa é a primeira incineração de 2021.

PCDF faz operação para destruir cerca de duas toneladas de drogas de várias espécies, como cocaína, crack, skunk e maconha.

PCDF faz operação para destruir cerca de duas toneladas de drogas de várias espécies, como cocaína, crack, skunk e maconha. (foto: PCDF/Divulgação)

Na ação, policiais civis lotados da Cord, da Divisão de Operações Especiais (DOE) e da Divisão de Operações Aéreas (DOA) farão o transporte da droga até uma empresa de incineração de lixo especial, situada em Santo Antônio do Descoberto (GO). Agentes do Departamento de Trânsito (Detran-DF) também apoiam o serviço na escolta do comboio.

 

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segunda-feira, 12 de abril de 2021

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