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Terapia online: os benefícios e os cuidados dessa nova tendência

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No período em que as novas regras de atendimento psicológico a distância entram em vigor, especialistas debatem prós e contras da terapia online

A nova resolução do Conselho Federal de Psicologia facilita o atendimento aos pacientes (Ilustração: Joana Resek/SAÚDE é Vital)

Se vivesse hoje no Brasil, o pai da psicanálise, Sigmund Freud (1856-1939), provavelmente estaria às voltas com um dilema: aderir à modalidade do atendimento online, por meio de mensagens, e-mails e videochamadas por computador e celular, ou continuar fazendo sessões presenciais, com o bom e velho divã? Difícil dizer. O que se sabe é que, desde o dia 14 de novembro, os 323,7 mil profissionais cadastrados no site do Conselho Federal de Psicologia (CFP) foram autorizados a usar plataformas virtuais — como Skype, WhatsApp e Hangouts — para atender seus pacientes. E sem restrição de assunto ou limite de tempo e sessões.

A resolução anterior, de 2012, liberava apenas “orientações”, e não “consultas ou atendimentos” pra valer. “Mais do que vantagens, vejo facilidades com essa medida: quando estiver doente, viajando ou morando em um lugar distante ou com carência de profissionais, o usuário poderá recorrer ao atendimento online”, explica a psicóloga Rosane Granzotto, do CFP.

Ainda que amplifique o acesso, a psicoterapia virtual provoca uma dúvida: será que ela é tão eficaz quanto a ao vivo e em cores? Maria Adélia Minghelli Pieta, doutora em psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, assegura que sim.

Autora de um estudo sobre o tema, ela coordenou uma equipe de oito psicólogas que, entre junho e novembro de 2012, atendeu 24 pacientes: 12 deles via Skype e 12 em sessões presenciais. Dois anos depois, comparou os resultados e constatou que a terapia online nada ficou a dever ao modelo convencional.

“Diante do grande número de evidências, sou a favor do atendimento psicológico a distância. Em certa medida, ele reproduz o que acontece nos encontros presenciais”, afirma Maria Adélia.

A terapia virtual chega ao Brasil depois de ser regulamentada em diversos países, como Canadá, Austrália e Reino Unido. Nos Estados Unidos, um trabalho da Universidade de Minnesota revela que, além de ser tão eficiente quanto, ainda sai mais barato, tanto para terapeutas quanto para pacientes.

Considerando os gastos com combustível e o valor das sessões, entre outras despesas, as portadoras de transtorno alimentar que aderiram ao tratamento remoto economizaram o equivalente a 8 mil reais quando comparadas às mulheres que participaram de 20 encontros cara a cara durante quatro meses.

No Brasil, os valores das consultas virtuais também tendem a ser mais baixos. A título de comparação: uma consulta presencial, segundo tabela de honorários do CFP, sai, em média, por 226,38 reais. O valor mais em conta cobrado por uma sessão online é de 70 reais.

A discussão, na verdade, é mais antiga do que aparenta. Teve início em 1994, quando o uso do telefone para fins de atendimento psicológico foi debatido. E ganhou força em 2005, ano em que o serviço por computador foi autorizado em caráter experimental. Sete anos depois, passou a ser permitido, desde que o psicólogo tivesse site próprio.

Um dos adeptos da terapia online é o psiquiatra Wagner Gattaz, diretor do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. Em 2014, ele desenvolveu um estudo envolvendo 107 pacientes com depressão. Desses, 52 foram tratados via Skype e 55 pelo método tradicional. Em relação à evolução clínica, não houve diferença: os dois modelos se mostraram similares.

Gattaz, no entanto, verificou maior adesão ao tratamento entre os usuários da internet. “Muitas vezes, o atendimento a distância é o preferido porque torna o tratamento mais acessível. Em um país de dimensões continentais, há inúmeros rincões sem um serviço de saúde mental por perto”, avalia o médico.

Os números do CFP confirmam essa disparidade: enquanto Roraima, na Região Norte, tem 677 psicólogos, São Paulo, no Sudeste, registra a maior concentração do país: 97 614, ou seja, 145 vezes mais. Não é por acaso que a quantidade de sites que oferecem atendimento psicológico vem crescendo no Brasil.

Robô que faz terapia?

A inteligência artificial é a mais recente aliada da medicina no combate à depressão. Batizado de Deprexis, o programa de computador criado na Alemanha com base na terapia cognitivo-comportamental (TCC) tira as dúvidas do usuário e avalia suas oscilações de humor. Além disso, ajuda a reconhecer os sintomas da doença, propõe soluções para problemas do dia a dia e ensina a lidar com pensamentos negativos.

Seu uso é recomendado de uma a duas vezes por semana, por pelo menos 30 minutos. Para ter acesso à ferramenta digital, que conta com aprovação no Brasil, o paciente precisa informar o registro de seu médico no Conselho Federal de Medicina (CFM) e pagar uma taxa única de 990 reais. Essa terapia coadjuvante dura três meses.

Veja alguns serviços brasileiros que oferecem atendimento psicoterápico virtual

Telavita: O valor da consulta varia de 80 a 250 reais. Caso o usuário não se identifique com o psicólogo que o atendeu, pode agendar com outros profissionais credenciados.

Oriente me: O usuário escolhe entre quatro planos: semanal (70 reais), quinzenal (120 reais), mensal (199 reais) e trimestral (540 reais). O terapeuta responde pelo menos uma vez ao dia de segunda a sexta.

99psico: Disponibiliza vídeos temáticos sobre ansiedade e depressão e atende crianças e adolescentes desde que haja autorização do responsável. O valor recomendado por consulta é 99 reais.

Fala Freud: Oferece avaliação grátis e planos a partir de 159,99 reais mensais. A exemplo de outros, todas as mensagens trocadas entre paciente e psicólogo são criptografadas por segurança.

Zenklub: O valor mínimo é de 80 reais por sessão. Fornece testes para depressão, sono, ansiedade e síndrome do pânico. E atendimento com coach, psicólogo, psicanalista e terapeuta.

O crescimento da terapia online e os cuidados a serem tomados

Veja só: em 2012, o total de plataformas cadastradas no site do CFP era de “apenas” 224. Em 2018 saltou para 854. Um aumento de 381%. Bruno Haidar é o CEO de uma dessas plataformas, a Oriente Me. Ele atribui o sucesso da terapia virtual à quebra simultânea de quatro barreiras: preço, acesso, compatibilidade e estigma.

“Por meio de um aplicativo, o paciente pode falar com um psicólogo escolhido com base no seu perfil, sempre que quiser, por até 6 reais por dia e podendo se identificar por um apelido de sua escolha”, conta Haidar. “Dos mais de 14 mil pacientes atendidos, 77% nunca tinham se consultado com um psicólogo antes. Estamos atingindo um público que não tinha acesso à terapia.”

Alguns passos são recomendáveis na hora de escolher o “webterapeuta”. O primeiro é certificar-se de que o psicólogo está inscrito no Cadastro Nacional de Psicólogos, do CFP.

Checada essa informação, vale apurar se existem queixas contra o aplicativo em sites de reclamações contra empresas, caso do Reclame Aqui e do Proteste. “Para muitos empresários, essa resolução pode significar apenas uma boa oportunidade para ganhar dinheiro”, alerta a psicóloga Milene Rosenthal, fundadora da TelaVita.

Outra precaução a ser tomada é escolher uma plataforma que zele pelo sigilo dos dados do paciente. “Todas as sessões devem ser criptografadas para garantir o máximo em segurança ao usuário”, ressalta o médico Rui Brandão, CEO da Zenklub.

As ponderações sobre o divã digital

Apesar das vantagens oferecidas, a resolução que amplia o atendimento a distância suscita críticas e pontos de atenção. A psicóloga Débora Piovezan Gayoso, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, cita, entre outras dificuldades, que, caso o atendimento seja por chats ou trocas de mensagens, “perde-se a entonação da voz com que o paciente se expressa”.

“Fora que erros de ortografia e ambiguidades podem motivar divergências de sentido.” Outro inconveniente, segundo Débora, é o paciente precisar cortar a comunicação repentinamente — porque alguém chegou em casa ou o telefone tocou —, o que pode atrapalhar o desenvolvimento da sessão.

A psicanalista Luciana Carvalho, da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro (SBPRJ), engrossa o coro. Para ela, a principal desvantagem é a perda da observação gestual do paciente. “Durante a sessão, o analista fica atento tanto às manifestações do inconsciente quanto à linguagem não verbal. Tudo isso fica prejudicado quando analista e paciente se comunicam pela tela de um computador”, observa.

Já o psicanalista Christian Dunker, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, adota um tom mais conciliador. Na opinião dele, o atendimento virtual não deve ser visto como um substituto, e sim como um complemento do presencial. “Nas situações mais graves, de risco para suicídio, de adicções ou de angústia extrema, não se recomenda tratamento a distância”, pondera Dunker.

Atento a esses e outros casos, o CFP alerta que o atendimento de pessoas e grupos em situação de urgência e emergência — surto psicótico, ataque de pânico ou depressão profunda, por exemplo — é considerado inadequado. Em situação de violação de direitos ou de violência (estupros e ataques racistas ou homofóbicos) ou de desastres (incêndio, enchente ou acidente de avião), permanece proibido.

“Se um profissional for procurado para atendimento online e avaliar que se trata de um caso de urgência e emergência, deverá fazer contato com a rede de assistência mais próxima ao usuário e encaminhá-lo para o serviço presencial”, orienta Rosane.

No fim das contas, é bem provável que, se vivo estivesse, Freud não precisasse aposentar o famoso divã que ganhou de presente de uma de suas pacientes. Daria para aliar seu uso com a tela do celular.

Cuidados e medidas que garantem uma boa consulta

O profissional: Certifique-se de que ele está registrado no Cadastro Nacional de Psicólogos. Pesquise pelo nome completo ou número no conselho.

O serviço: Investigue se há queixas contra o aplicativo em sites de reclamações como o Reclame Aqui e o Proteste.

O meio: Por segurança, evite locais públicos, como cafés, bibliotecas ou coworkings. Use, se possível, computador ou celular pessoal.

A internet: Para evitar que o sinal caia durante a sessão, invista em um provedor de qualidade. Também capriche no antivírus.

O local: No dia e horário marcados, procure um ambiente privado e tranquilo. Evite ser interrompido durante a sessão.

Médico a distância

Será que algum dia a consulta médica também será virtual? A julgar pelo Código de Ética Médica, a resposta é não. Ele postula que é vedado ao profissional “prescrever tratamento sem exame direto do paciente, salvo em casos de urgência ou emergência”.

O Conselho Federal de Medicina ressalva que “o médico pode, porém, orientar por telefone pacientes que já conheça, para esclarecer dúvidas”. Fora as experiências de telemedicina, em que o atendimento remoto é mediado por um profissional, a consulta a distância individual não é endossada por aqui.

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Covid-19: DF começa nova antecipação da segunda dose da Pfizer

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Expectativa é atender até 240 mil pessoas

© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil.

O governo do Distrito Federal (DF) realiza, a partir de hoje (23), uma nova antecipação de segunda dose da vacina contra a covid-19, voltada a pessoas que tomaram a primeira dose do imunizante da Pfizer/BioNTech.

Quem tomou a primeira dose da vacina e teve a previsão da segunda dose marcada para até o dia 27 de outubro poderá ter o complemento da imunização a partir desta quinta-feira.

A expectativa é atender até 240 mil pessoas nessa condição. Os locais de vacinação estão listados no site da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Não há necessidade de agendamento.

Ontem, o DF começou a aplicar a dose de reforço para pessoas com 85 anos ou mais, desde que tenham pelo menos seis meses da primeira dose ou da dose única (no caso da Janssen). Também ontem teve início o agendamento da dose de reforço para imunossuprimidos, cuja aplicação começará na segunda-feira (27). Agência Brasil

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Hran é referência em atendimento a pessoas com síndrome de Down

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Serviço contempla mais de 1,8 mil pacientes e familiares com acolhimento multidisciplinar, que deve ser agendado por telefone

Equipe do hospital atua com cerca de 30 profissionais

O Centro de Referência Interdisciplinar em Síndrome de Down (CrisDown) do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) é referência não apenas no Distrito Federal e região do entorno, mas para outros estados do país, no atendimento a pessoas com síndrome de Down. São cerca de dois mil pacientes cadastrados, contemplando desde gestantes que recebem o diagnóstico da trissomia do cromossomo 21 a outras faixas etárias de público.

Crianças de diferentes idades encontram acolhimento e serviço especializado no Hran | Foto: Davidyson Damasceno/Iges-DF

Assim, bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos encontram atendimento humanizado e interdisciplinar no local. Segundo a coordenadora do CrisDown, a terapeuta Carolina Vale, o serviço atende atualmente 1.878 pacientes. A equipe possui em torno de 30 profissionais, entre fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, psicólogo, nutricionista, assistente social, geneticista, pediatra, cardiopediatra, neuropediatra e clínico geral.

A coordenadora do serviço explica que o trabalho é interdisciplinar e foi pensado assim para proporcionar um olhar integral aos pacientes: “O intuito do CrisDown, quando construímos o serviço, foi facilitar essa interlocução entre as áreas e evitar que os pacientes ficassem andando na rede em busca de atendimento com diversos profissionais”.

Um dos pacientes atendidos é o pequeno José Pedro, de 3 anos e 8 meses. Acompanhado da mãe, a professora Eliane Dourado, ele foi acolhido no serviço assim que nasceu e passa por sessões semanais de fisioterapia e terapia ocupacional, além de ter acompanhamento com o ortopedista e a pediatra. “A equipe é muito acolhedora e o atendimento é sempre muito humanizado. Os profissionais são muito comprometidos e solícitos com as nossas necessidades”, avalia Eliane.

A também professora Ana Lúcia Silva de Souza, mãe de Rafael, de 2 anos e 4 meses, leva o filho ao CrisDown desde quando ele tinha dois meses de vida e diz estar satisfeita com o acolhimento recebido. “Viemos participar de uma palestra e, desde então, ele está aqui sendo atendido. O desenvolvimento dele tem sido surpreendente. Ele já está andando, já fala algumas palavras”, comemora.

Pandemia

“Empoderamos as famílias para acreditar que é possível que no futuro esses pacientes se tornem pessoas capazes de desenvolver habilidades essenciais para autonomia e independência”Carolina Vale, coordenadora do CrisDown

Carolina Vale lembra que, com a pandemia, foi necessário repensar a forma de atendimento. “A gente precisava fazer alguma coisa, pois os pacientes tinham perdido muito em termos de desenvolvimento global – motor, cognitivo e de fala – e isso nos angustiava”, relata.

“São seis pacientes pela manhã e seis à tarde”, detalha a terapeuta. “Geralmente, os pais entram junto para acompanhar as atividades e poder auxiliar em casa, mas cada família fica distante, dentro da sala, seguindo os protocolos recomendados”. Mesmo com as dificuldades impostas pelo momento, diz Carolina, o serviço acolheu quase 100 pacientes em 2020.

O serviço

O CrisDown nasceu em 2013 e funcionou primeiramente na Unidade Básica de Saúde (UBS) da 905 Norte. Atualmente, o serviço está disponível no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), onde era a creche. A entrada é separada do hospital, proporcionando mais tranquilidade aos pacientes.

É preciso entrar em contato por WhatsApp (99448-0691) e agendar. “Antes era acolhimento aberto, era possível receber muitas pessoas. Hoje, em função da pandemia, isso mudou. Passamos a trabalhar com agendamento e atendemos três famílias às sextas pela manhã”, esclarece a coordenadora. Quando chegam ao CrisDown, as famílias conversam com a equipe. Após esse acolhimento, é feita a estratificação de risco.

Após essa etapa, explica a gestora, o paciente é classificado de acordo com o risco. “Os vermelhos [marcados com identificação dessa cor] possuem prioridade, e então é feito o agendamento de acordo com a necessidade”, explica.

“Aqui, investimos no presente para modificar o futuro. É preciso oferecer oportunidade e possibilidade para que [os pacientes] possam se desenvolver. Empoderamos as famílias para acreditar que sim, é possível que no futuro [esses pacientes] se tornem pessoas capazes de desenvolver habilidades essenciais para autonomia e independência”, salienta.

*Com informações da Secretaria de Saúde

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Saúde disponibiliza 11.936 vagas para o reforço em pessoas imunossuprimidas

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Agendamento começa nesta quarta-feira, às 14h, e a vacinação a partir da próxima segunda-feira (27)

Começa nesta quarta-feira (22) o agendamento da dose de reforço contra covid-19 para pessoas com alto grau de imunossupressão. O agendamento deve ser feito no site vacina.saude.df.gov.br por aqueles que se enquadram nos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A vacinação começará na próxima segunda-feira (27) e vai até sexta-feira (1º/10) em 19 pontos específicos que poderão ser escolhidos no ato do agendamento. Ao todo, serão disponibilizadas 11.936 vagas, e haverá aplicação das doses em todos os dias da próxima semana.

Antes de agendar, é necessário se cadastrar no mesmo site. Veja o passo a passo e os critérios para agendamento na arte abaixo:

Arte: Secretaria de Saúde do DF

O sistema irá reconhecer se quem preencheu faz tratamento no SUS. Neste caso, no cabeçalho do comprovante de agendamento constará a informação se é preciso, ou não, apresentar laudo médico. Serão aceitos laudos com validade de até seis meses.

Reforço

“A imunização desse grupo será por agendamento, pois, neste momento, o Ministério encaminhou doses apenas para a metade desse público. É necessário comprovar a situação de saúde. Estão aptos a tomar a dose de reforço todos aqueles acima de 18 anos que tenham tomado a segunda dose ou dose única há mais de 28 dias e que se enquadrem na descrição proposta pelo Ministério da Saúde”, destaca o diretor da Vigilância Epidemiológica, Fabiano dos Anjos.

A vacina a ser utilizada para a dose adicional deverá ser, preferencialmente, do laboratório Pfizer-BioNTech ou, de modo alternativo, do laboratório Janssen ou AstraZeneca.

*Com informações da Secretaria de Saúde do DF

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Vacinação de adolescentes de 13 anos e dose de reforço de idosos em ILPIs começam terça-feira (21)

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GDF decide manter a vacinação para os mais jovens com base em análises técnicas

O Governo do Distrito Federal começa a vacinar adolescentes de 13 anos a partir da próxima terça-feira (21). A decisão de manter a vacinação dos adolescentes foi tomada após análise técnica e criteriosa da Secretaria de Saúde sobre todas as manifestações favoráveis à vacinação desse público. Além disso, nesse mesmo dia começa a ser aplicada a dose de reforço nos idosos que vivem em Instituições de Longa Permanência (ILPIs), que foram os primeiros a serem vacinados contra a covid-19 no DF.

Adolescentes continuarão sendo vacinados contra a covid-19 no DF – Fotos: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

As instituições que respaldaram tecnicamente essa decisão foram o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Sociedade Brasileira de Imunizações, Sociedade Brasileira de Infectologia, a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – órgão regulador que autorizou o uso da vacina contra a covid-19 do laboratório Pfizer-BioNTech para aplicação em adolescentes de 12 a 17 anos no país.

No DF, há 42.539 adolescentes com 13 anos. Quanto aos idosos que vivem em ILPIs, 1.090 já receberam duas doses de vacina e estão aptos a receber a dose de reforço.

Arte: Rômulo Campos

Até o momento, o DF já vacinou 2.124.079 pessoas com a primeira dose, 1.032.661 com a segunda dose e 56.964 com a dose única. Considerando o público adolescente, já foram vacinadas 116.174 pessoas.

Os pontos de vacinação para os adolescentes de 13 anos serão divulgados na segunda-feira (20).

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Renova-DF abre vagas para cursos de qualificação profissional; bolsa é de R$1,1 mil

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São 1,5 mil oportunidades para formação em auxiliar de manutenção. Inscrições devem ser feitas a partir desta terça-feira (21); veja como participar.

GDF abre 1,5 mil vagas para programa Renova-DF — Foto: Setrab/Divulgação

A Secretaria de Trabalho do Distrito Federal abriu 1,5 mil vagas para o curso de auxiliar de manutenção no Programa de Qualificação Profissional e Renovação de Equipamentos Públicos (Renova-DF). As inscrições devem ser feitas a partir desta terça-feira (21), pela internet. O prazo vai até sexta (24).

A publicação está no Diário Oficial (DODF) desta segunda-feira (20) e prevê outras 500 vagas para cadastro reserva. Os candidatos selecionados terão direito a um auxílio no valor de um salário mínimo (R$ 1,1 mil).

benefício é pago ao fim do curso, além do auxílio-transporte e seguro contra acidentes pessoais. Para a seleção, segundo o edital, serão avaliados critérios como a condição socioeconômica do inscrito.

Durante a formação, os estudantes vão aprender noções de diferentes profissões, como:

  • carpinteiro
  • jardineiro
  • eletricista
  • encanador
  • serralheiro
  • pedreiro

Os alunos também têm direito a um certificado, autenticado pela entidade qualificadora e pela Secretaria de Trabalho. O curso profissionalizante tem duração mínima de 80 horas, distribuídas em até 20 horas semanais, com início previsto para 5 de outubro.

Quem pode participar

Para participar do programa, o candidato deve atender aos seguintes requisitos:

  • Ser pessoa física, brasileiro nato ou naturalizado, ou estrangeiro em situação regular no país, que esteja desempregado em busca de nova qualificação e/ou requalificação na área da construção civil
  • Ser maior de 18 anos
  • Comprovar situação de desemprego (validação será realizada pela SETRAB)
  • Comprovar residência no Distrito Federal

Quanto às vagas, 90% serão destinadas para aqueles que realizarem o cadastro e cumprirem os requisitos de participação, obedecendo a ordem de classificação.

Do restante, 5% das vagas serão destinadas a detentos do Sistema Prisional do DF que cumprem regime semi-aberto e aberto, e os outros 5% para programas, acordos e projetos de outros entes junto à Secretaria de Trabalho.

As atividades, segundo o edital, serão desenvolvidas nas regiões administrativas, utilizando os equipamentos públicos, como quadras poliesportivas, praças, parquinhos infantis, parques e pontos de encontro comunitário, para as aulas práticas.

Resultados

resultado final da seleção e a convocação dos selecionados para o início das atividades serão divulgados no site da pasta, a partir do dia 28 de setembro.

Os candidatos selecionados deverão comparecer a uma das Agências do Trabalhador entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro, das 8h às 17h, para apresentar os documentos comprobatórios originais, a seguir, para análise e comprovação dos requisitos de participação.

 

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Com 10% de umidade do ar, DF entra em alerta vermelho

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Registro foi feito em uma estação do Inmet do Gama no domingo (19) acompanhado de termômetros marcando mais de 30º. Atenção às dicas da Defesa Civil

A situação crítica favorece também a ocorrência de incêndios. A queimada de lixo ou qualquer atividade com fogo merece atenção | Fotos Joel Rodrigues/ Agência Brasília

O Distrito Federal está em estado vermelho com relação à baixa umidade do ar. Isso significa que a região entrou no estado de emergência, depois de apresentar níveis críticos, como o índice de 10º registrado no Gama, neste domingo (19). O alerta é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O alerta somente é emitido quando a umidade do ar fica abaixo de 12%. Nessa situação, existe grande risco de ocorrências de incêndios florestais. Também é preciso redobrar os cuidados com a saúde porque aumentam os riscos de doenças respiratórias e das pessoas apresentarem dores de cabeça, sangramento do nariz e secura nos olhos, entre outros problemas.

Apesar de parecer pior do que nos anos anteriores, o chefe da Defesa Civil do DF em exercício, tenente coronel do Corpo de Bombeiros Rossano Bohnert, garante que a baixa umidade e o calor são semelhantes e comuns neste período de final da seca.

Valem as dicas de sempre: hidratação constante, evitando a prática de esportes e a exposição ao sol nos períodos mais críticos do dia – além de uma alimentação mais balanceada

Enquanto isso, valem as dicas de sempre: hidratação constante, evitando a prática de esportes e a exposição ao sol nos períodos mais críticos do dia – além de atenção a uma alimentação mais balanceada, sempre que possível. “Sabemos que o consumo de alimentos leves, como saladas, frutas e legumes, ajuda na digestão e dá mais disposição para suportar o calor e ar mais rarefeito”, explica Bohnert.

O Inmet prevê chuvas para a próxima semana, o que ainda não está confirmado.

Primavera

Nesta quarta-feira (22), começa oficialmente a primavera. As chuvas esperadas na estação trazem o clima mais ameno, que caracteriza o período. “Por enquanto, o clima deve continuar do mesmo jeito até quarta-feira (21). Vai predominar o calorzão e a secura. Só teremos possibilidade de chuvas lá para quinta-feira (23)”, explica a metereologista Naiane Araújo, do Inmet.

Com a temperatura máxima passando da casa dos 30º e a baixa umidade do ar, na capital federal, é importante que a população redobre os cuidados. A cartilha que o brasiliense não pode esquecer indica que é preciso beber bastante líquidos, evitar a exposição ao sol nas horas mais quentes do dia, usar hidratante na pele e procurar umidificar o ambiente.

A situação crítica favorece também a ocorrência de incêndios. A queimada de lixo ou qualquer atividade com fogo merece atenção. Os fumantes devem ter o cuidado de não jogar no chão as bitucas de cigarro. Esse hábito torna-se muito perigoso, principalmente nas margens de vias e rodovias. Qualquer pessoa que observar um foco de incêndio deve comunicar ao Corpo de Bombeiros, pelo número 193.

Mensagens de alerta

A Defesa Civil, da Secretaria de Segurança Pública do DF, faz o monitoramento dos alertas emitidos pelo Inmet. O órgão, então, envia mensagens advertindo sobre o tempo e a prevenção de riscos para os moradores cadastrados.

Para se cadastrar no serviços de alerta da Defesa Civil, o interessado deve enviar uma mensagem de texto para o número 40199, com o Código de Endereçamento Postal (CEP) da região.

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