FOLHAPRESS
O tenente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), da Polícia Militar, Ronickson Pimentel dos Santos, 39 anos, que foi baleado na cabeça em junho na cidade de São Caetano do Sul (Grande São Paulo), teve a sedação descontinuada pela equipe médica na segunda-feira (20), conforme informou a esposa dele.
Ele permanece internado no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, em condição grave.
A esposa, Cintia Pimentel, comentou nas redes sociais que todos os sedativos foram retirados e que o corpo do tenente está eliminando gradualmente os medicamentos usados por um longo período, o que faz com que o processo de recuperação seja lento e gradual.
O tenente tem respondido aos estímulos de forma progressiva, segundo ela.
A esposa relatou que ele não apresenta mais febre, continua em tratamento com antibióticos para combater e prevenir infecções, e está constantemente monitorado.
Cintia acrescentou que a família está vivendo um dia após o outro, confiando no trabalho dos profissionais de saúde e na proteção divina, reconhecendo cada pequeno progresso feito.
Ronickson foi baleado enquanto estava parado em um semáforo na avenida Goiás, principal via de São Caetano do Sul, no dia 27 de junho.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que as investigações continuam em andamento.
Até o momento, quatro homens foram presos por envolvimento no crime, o último deles com 42 anos, detido na sexta-feira (17), em cumprimento de mandado de prisão temporária.
Um dos suspeitos se apresentou à polícia acompanhado de um advogado e prestou depoimento. Ele deve passar por audiência de custódia em breve, porém sua identidade não foi divulgada.
O suspeito de ter efetuado o disparo, identificado como Hércules da Costa Siqueira, conhecido como Golias ou Peruca, ainda está foragido.
O governo de São Paulo não descarta a possibilidade de fuga para o exterior e colocou o suspeito na lista vermelha da Interpol. Foi oferecida uma recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à sua captura.
Um documento obtido pela Folha de S.Paulo revela que o ataque ao tenente foi planejado, com análise prévia de horários e locais.
Ronickson é irmão mais velho de Eloá Pimentel, assassinada em 2008 aos 15 anos pelo ex-namorado Lindemberg Alves, na casa onde morava em Santo André, na região do ABC paulista.
