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Temporada de balanços do 1º trimestre começa nesta sexta. O que esperar?

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Empresas de commodities, especialmente mineração e siderurgia, devem ser mais uma vez as estrelas desta temporada; Usiminas dá largada, com divulgação de balanço na sexta-feira

(REUTERS)

A temporada de balanços do 1º trimestre no Brasil começa esta semana, com os resultados de Usiminas (USIM5) e Hypera (HYPE3) programados para serem reportados na sexta-feira, 23.

Mais uma vez, as empresas de commodities – especialmente dos setores de mineração e siderurgia – devem ser as estrelas da temporada, guiadas por cotações mais altas do minério de ferro e diversas revisões para cima nos preços do aço.“As siderúrgicas devem ter o melhor trimestre da história, por conta do aumento de preços de aço, expansão de receitas e alavancagem operacional”, comentaram os analistas do BTG Pactual.
Na mesma linha, o Credit Suisse aponta que as siderúrgicas estão preparadas para “mais um trimestre impressionante”.
Nas contas do banco, a receita líquida deve ter um aumento significativo entre 10% a 15% no período, na comparação com o trimestre anterior, depois de várias rodadas de aumentos de preços anunciadas e um ajuste de 35% a 40% para as montadoras.
No setor, CSN e Usiminas devem apresentar os melhores resultados, apontam.
Entre as mineradoras, os papéis da CSN Mineração (CMIN3) são os preferidos dos analistas do Credit.
Eles comentam que a sazonalidade mais fraca nos volumes de embarque não deve ser tão impactante na companhia quanto para Vale (VALE3), enquanto preços do minério mais elevados devem resultar em uma geração operacional de caixa significativamente maior.
A Vale reportou na noite de segunda-feira seu relatório de produção do primeiro trimestre. Embora os volumes tenham vindo mais baixos, os prêmios foram mais altos, destacaram os analistas do Itaú BBA, reforçando que continuam confortáveis com a estimativa de Ebitda de 8,3 bilhões de dólares para o período.
Outros destaques positivos: supermercados e frigoríficos
“O principal destaque positivo da temporada deve ficar novamente com commodities, mas o setor de supermercados também deve vir com números bons. Os dados operacionais do Carrefour (CRFB3) divulgados na segunda já mostram bem isso”, comentou Bruno Lima, head de renda variável da EXAME Invest Pro.
As ações do Carrefour subiram 3,29% na terça-feira, após a companhia mostrar vendas de 18 bilhões de reais no 1º trimestre. No mesmo dia, os papéis do Pão de Açúcar (PCAR3) dispararam 8,92%, a maior alta do Ibovespa, diante de expectativas otimistas para os dados do período.
Pedro Serra, gerente de research da Ativa Investimentos, também aponta que o setor de supermercados deve vir forte, uma vez que eles seguem funcionando mesmo com o agravamento da pandemia e das medidas restritivas.
“As pessoas estão consumindo mais em casa, então é um setor que enxergamos com boas perspectivas”, disse Serra.
O analista Henrique Esteter, da Guide Investimentos, destaca, além dos supermercados, o setor de frigoríficos, que, na sua visão, deve ter outro trimestre forte, principalmente, JBS (JBSS3) e Marfrig (MRFG3), que têm grande exposição ao mercado americano, aponta.
Nesta terça-feira, o Bank of America reiterou recomendação de compra para as duas ações e elevou os preços-alvos, mesmo com o forte rali desses papéis este ano. Para a revisão, o banco citou boas perspectivas para o resultado do primeiro trimestre, especialmente por conta das divisões das companhias nos Estados Unidos.
O BofA elevou o preço-alvo da JBS de R$ 40,00 para R$ 46,00 e da Marfrig, de R$ 22,00 para R$ 27,00.
Destaques negativos
Do outro lado, os setores mais impactados pela pandemia e medidas de isolamento devem continuar a sofrer nessa safra de resultados.
Lima aponta o setor de varejo físico e de vestuário como destaques negativos, diante das medidas de restrição no trimestre.
“Educação deve continuar com números muito fracos. Não temos motivos para acreditar no oposto”, disse Esteter.
Além disso, ele acredita que Ambev (ABEV3) também deve ter um trimestre fraco, impactada por pressão nos preços de alumínio e grãos.
Ainda sobre empresas de educação, Serra comenta que o setor, que não teve um bom resultado no quarto trimestre, não deve apresentar bons resultados no primeiro trimestre, impactado pela piora da pandemia no país.
Para Esteter, a grande dúvida será o setor de bancos, em meio a incertezas se apresentarão ou não novas provisões. “Não dá para por a mão no fogo no setor. Até por isso vemos a fraca performance no ano”.
No acumulado de 2021, o Índice Financeiro (IFNC) da B3, que engloba as ações de bancos e seguradoras, acumula queda de 8%, enquanto o Ibovespa tem alta de 0,88%.
Segundo Serra, com a piora da pandemia em relação ao quarto trimestre de 2020, a temporada do primeiro trimestre vai ser fundamental para ter uma ideia de como as empresas estão se comportando. Principalmente a teleconferência de resultados, que é onde as companhias comentam suas estratégias, disse

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Reforma administrativa: “Alguns têm 20 carros”, diz Guedes sobre servidores

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Em audiência na Câmara para discutir a proposta que muda regras na administração federal, chefe da equipe econômica provoca funcionários públicos. Afirma que muitos são “militantes” e que alguns “têm 20 carros”. Em resposta, é chamado de “ministro da morte”

(crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A esperada audiência do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a reforma administrativa na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara dos Deputados, frustrou parlamentares e servidores. Ele ficou mais de três horas e meia falando sobre o desempenho de governos anteriores, sobre pontos já conhecidos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 32/2020) e voltou a criticar o funcionalismo ao dizer que “servidores são militantes” e alguns têm “20 carros”. Mas não respondeu perguntas sobre assuntos como a denúncia, feita pelo jornal O Estado de S. Paulo, de um esquema secreto de liberação de verbas para atender interesses de parlamentares aliados.

Guedes ainda provocou o parlamento ao declarar que cabe ao Congresso acabar com os supersalários (se votar o Projeto de Lei nº 6.726/2016). A audiência terminou em bate-boca entre a oposição e a presidente da CCJ, deputada Bia Kicis (PSL-DF). Ela encerrou a sessão, impedindo que parlamentares inscritos fizessem mais perguntas ao ministro. O deputado Zeca Dirceu (PT-PR) afirmou que “não adianta oferecer trator, cargos, regalias”. “Não vamos permitir que uma PEC inconstitucional avance”, acrescentou. Ao mencionar a atuação do governo durante a pandemia do coronavírus, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), disse que Guedes é “o ministro da morte”. “Está com medo de ouvir os congressistas”, ironizou.

Na avaliação de Guedes, a proposta do governo é moderada, não vai afetar os atuais servidores e seus direitos e é fruto de amplo debate. “Calibramos e moderamos, conversando com parlamentares, trocando ideias, recebendo críticas. Temos um grande desafio de transformação do Estado brasileiro. A PEC 32 busca a meritocracia. O que queremos é um Brasil que não fabrique desigualdades”, disse ele. E defendeu a separação entre política e economia. “A política cria mentiras. Uma hora um político é bom, outra hora é um genocida. Nós precisamos de respeito. Quanto mais influência política o equipamento econômico tiver, maior o desafio da corrupção”, assinalou.

No último bloco de respostas, Guedes prometeu enviar ao Congresso os cálculos e premissas que amparam a PEC 32. Esse é um pedido que vem sendo feito pelos servidores desde o ano passado. Lideranças do funcionalismo afirmam que vários pontos do texto não se sustentam e devem ser derrubados. “Podemos mandar os cálculos do Instituto de Política Econômica Aplicada (Ipea). Estamos digitalizando e reduzindo o salário de entrada. Nenhum servidor público sofrerá perdas”, afirmou o ministro.

Segundo Guedes, sugestões do próprio parlamento para cortar 25% de salários (e jornadas) de servidores não foram aprovadas pelo presidente Jair Bolsonaro. “E não é preciso. O que é preciso é controlar a trajetória futura dos gastos. Dar meritocracia. Daqui para frente, os salários (dos servidores) serão compatíveis com a realidade. E boas avaliações podem dar salários melhores. “Os recursos do Estado têm que ser para a atividade. Como vamos investir, se a máquina engole tudo? O Estado tem que servir à população, e não a si mesmo”, concluiu.

 

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Trabalhadores nascidos em setembro podem sacar auxílio emergencial

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Os recursos também poderão ser transferidos para uma conta corrente, sem custos para o usuário

(crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil; /Agência Brasil)

Trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos em setembro podem sacar, a partir de hoje (12) a primeira parcela do auxílio emergencial 2021. O dinheiro havia sido depositado nas contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal em 25 de abril.

Os recursos também poderão ser transferidos para uma conta corrente, sem custos para o usuário. Até agora, o dinheiro podia ser movimentado apenas por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de contas domésticas (água, luz, telefone e gás), de boletos, compras em lojas virtuais ou compras com o código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de estabelecimentos parceiros.

Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o site auxilio.caixa.gov.br.

O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.

Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante quatro meses, prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150.

Regras

Pelas regras estabelecidas, o auxílio será pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo. É necessário que o beneficiário já tenha sido considerado elegível até o mês de dezembro de 2020, pois não há nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continua valendo a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa social, seja a do auxílio emergencial.

A Agência Brasil elaborou um guia de perguntas e respostas sobre o auxílio emergencial <https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2021-04/agencia-brasil-explica-nova-rodada-do-auxilio-emergencial>. Entre as dúvidas que o beneficiário pode tirar estão os critérios para receber o benefício, a regularização do CPF e os critérios de desempate dentro da mesma família para ter acesso ao auxílio.

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Economia britânica tem queda no 1º trimestre mas aponta a recuperação

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O PIB britânico continua longe do nível do fim de 2019 (8,7%), antes da pandemia. Em 2020 registrou contração de 9,8%, o pior resultado em 300 anos

(crédito: Wikimedia Commons)

O Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido retrocedeu 1,5% no primeiro trimestre pelo confinamento, mas um crescimento de 2,1% no mês de março aponta uma clara recuperação da atividade com o fim das restrições.

A economia registrou contração novamente em ritmo trimestral, depois do resultado positivo de 1,3% no quarto trimestre de 2020, anunciou o Escritório Nacional de Estatísticas.

A queda no primeiro trimestre é explicada principalmente por um mês de janeiro ruim, com a aplicação do terceiro confinamento na Inglaterra para frear a propagação do vírus e suas variantes.

Mas a alta de 2,1% em março representa o avanço mais forte do PIB desde agosto de 2020 e confirma as previsões dos economistas de uma forte recuperação em 2021.

O PIB britânico continua longe do nível do fim de 2019 (8,7%), antes da pandemia. Em 2020 registrou contração de 9,8%, o pior resultado em 300 anos.

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Inflação desacelera em abril, mas atinge 6,76% em 12 meses

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No último mês, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,31%, abaixo da alta de março, de 0,93%

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Produtividade na indústria cai 2,5% no primeiro trimestre

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Número de horas trabalhadas aumentou em 1,9%. Apesar disso, foi registrada uma queda de 0,5% em termos de produção

(FG Trade/Getty Images)

A produtividade do trabalho na indústria brasileira caiu 2,5% no primeiro trimestre de 2021, na comparação com o último trimestre de 2020, segundo levantamento divulgado hoje (11) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a entidade, o número de horas trabalhadas aumentou em 1,9%. Apesar deste aumento, foi registrada uma queda de 0,5% em termos de produção.

O índice de produtividade representa o volume produzido pela indústria da transformação dividido pela quantidade de horas trabalhadas. Segundo a CNI, a incerteza trazida pela pandemia está afetando a produtividade das empresas.

“Soma-se à elevada incerteza, o desarranjo das cadeias produtivas, associado a: estoques ainda baixos, alta dos custos e aumento da escassez de insumos e matérias-primas”, detalha a CNI ao informar que, desde o início da pandemia, os movimentos da produtividade do trabalho vêm sendo influenciados “principalmente pela conjuntura e não por mudanças duradouras, como maior qualificação do trabalho ou inovações tecnológicas”.

Ainda de acordo com a entidade, essas dificuldades afetam a capacidade de planejamento das empresas para estabelecer o ritmo de produção. Além disso, o descompasso no primeiro trimestre, entre as horas trabalhadas e a produção, foi influenciado pelo esgotamento dos prazos dos acordos celebrados em 2020, que permitiram adiantamento de férias, redução de salário e jornada e suspensão do contrato de trabalho.

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Ata do Copom volta a indicar outra alta de 0,75 da Selic em junho

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Estas avaliações já constaram no comunicado da semana passada, quando o Copom elevou a Selic em 0,75 ponto porcentual, para 3 50% ao ano

Copom: o Banco Central repetiu por meio da ata que seu cenário básico indica ser apropriada, neste momento, “uma normalização parcial da taxa de juros (Adriano Machado/Reuters)

O Banco Central (BC) voltou a indicar nesta terça-feira, 11, por meio da ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve promover novo aumento de 0,75 ponto porcentual da Selic (a taxa básica de juros) em junho. Atualmente, a Selic está em 3,50% ao ano.

“Para a próxima reunião, o Comitê antevê a continuação do processo de normalização parcial do estímulo monetário com outro ajuste da mesma magnitude (0,75 ponto)”, registrou a ata. “O Copom ressalta que essa visão continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação.”

Estas avaliações já constaram no comunicado da semana passada, quando o Copom elevou a Selic em 0,75 ponto porcentual, para 3 50% ao ano.

O Banco Central repetiu por meio da ata que seu cenário básico indica ser apropriada, neste momento, “uma normalização parcial da taxa de juros, com a manutenção de algum estímulo monetário ao longo do processo de recuperação econômica”.

Na semana passada, o colegiado elevou pela segunda vez consecutiva a Selic em 0,75 ponto porcentual. Ao mesmo tempo, indicou a intenção de promover novo aumento de 0,75 ponto no encontro de junho.

O BC vem tratando os aumentos recentes da taxa básica como uma “normalização parcial”, já que a Selic, nos patamares recentes, segue fornecendo algum estímulo monetário à recuperação da economia.

“O comitê enfatiza, entretanto, que não há compromisso com essa posição e que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar o cumprimento da meta de inflação”, salientou o BC, na ata de hoje. Estas avaliações já constaram no comunicado da semana passada.

Imunização e estímulos devem implicar em crescimento robusto no exterior, diz ata

O Banco Central (NV) projetou nesta terça-feira, 11, por meio da ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), um “crescimento robusto” da atividade global em 2021, devido ao andamento dos programas de imunização contra a covid-19 em economias avançadas, o lançamento de novos estímulos fiscais em alguns desses países e a longa duração dos estímulos monetários anunciados pelos principais bancos centrais.

“No cenário externo, novos estímulos fiscais em alguns países desenvolvidos, unidos ao avanço da implementação dos programas de imunização contra a Covid-19, devem promover uma recuperação mais robusta da atividade ao longo do ano”, destacou o documento.

A ata pondera, entretanto, que a discussão sobre reflação, sobretudo o risco de um aumento duradouro da inflação nos Estados Unidos, poderia tornar o ambiente externo mais desafiador para países emergentes, como o Brasil.

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sábado, 15 de maio de 2021

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