O mês de agosto é o período mais seco em Brasília, quando a umidade do ar fica bem baixa, afetando a saúde das pessoas. Nessa época, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) costuma emitir avisos por causa dos perigos do tempo seco, como queimadas e o agravamento de doenças respiratórias.
A baixa umidade dificulta a proteção natural das vias aéreas, aumentando o risco de infecções e piorando problemas como asma e rinite.
“Com a perda da umidade nas secreções que protegem as vias aéreas, a defesa contra germes diminui, causando mais infecções respiratórias. A poeira no ar piora ainda mais a situação, principalmente para quem tem asma e rinite”, explica a pneumologista Milena Zamian.
Crianças e idosos são os mais afetados pelo tempo seco. Idosos sentem menos sede e crianças pequenas precisam de ajuda para se hidratar, o que pode aumentar o risco de desidratação e outros problemas de saúde.
Sinais de alerta em crianças incluem irritação, mudança de humor e pouca urina, como troca de fraldas menos frequente em bebês. Em casos graves, a desidratação pode prejudicar os rins.
Trabalhadores expostos ao sol e vento, como frentistas, garis e vendedores ambulantes, também precisam de cuidados redobrados durante a seca, pois perdem mais líquidos do corpo e correm risco maior de desidratação.
Para diminuir os efeitos do tempo seco, os especialistas recomendam beber água com frequência, usar cremes para a pele, hidratar o nariz e os olhos com soro fisiológico e evitar exercícios fortes nas horas de maior calor, entre 10h e 16h. Também é importante usar proteção contra o sol, como chapéus, bonés e roupas adequadas.
