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Tecnologia blockchain: o pilar principal da descentralização dos negócios

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Em conjunto com as DAOs, a tecnologia blockchain atua diretamente na descentralização dos negócios, promovendo uma distribuição mais igualitária para empreendedores

O blockchain é uma tecnologia que funciona a partir da descentralização (Getty Images/Iaremenko)

Por André Akkari*

Um prazer imenso compartilhar com vocês parte dos conceitos que venho, de forma intensa, estudando muito nos últimos anos. Tudo é tão novo quando se fala de blockchain, web3 que chega até a dar um certo receio de compartilhar conhecimento, mas sempre gostei deste desafio. Em 16 anos jogando poker profissional o debate sempre foi uma das formas mais eficientes de evolução que encontrei e sigo nesta linha para tecnologia e esports.

Depois de alguns artigos que escrevi no meu blog (aakkari.com.br) sobre blockchain, web3 e outros conceitos modernos que irão impactar demais o mundo em que vivemos, eu já consegui perceber algumas tendências entre os leitores.

A primeira, vinda das redes sociais onde alcançamos mais massivamente uma galera é a resistência ao tema, o que eu acredito que seja completamente normal. Novidades impactantes têm uma forte tendência a serem contestadas mesmo sem uma pesquisa mais cirúrgica.

As pessoas preferem começar negacionistas para depois que verem algum impacto em suas vidas, buscarem ver por prismas diferentes.

Esta postura é bem compreensível, principalmente quando envolve tecnologia e economia. Os temas são difíceis mesmo. Eu venho estudando e debatendo muito mas parece que nunca é o suficiente.

São tantas pessoas fazendo tantas coisas geniais e dividindo os conhecimentos que eu as vezes vejo uma ideias que me parecem maravilhosas, mesmo sem que eu as entenda 100%, o que é meio esquisito. Pareço uma criança que vai a primeira vez em um parque, fico meio perdido, não sei para onde olhar, mas fico muito feliz querendo participar de tudo.

Outra tendência é aparecerem pessoas mega entusiasmadas, achando que tudo é uma maravilha sem problemas. Também não é verdade, são muitos os desafios, de acessibilidade, de segurança, de gastos de energia, mas vamos vencê-los, eu tenho certeza. Só precisamos continuar evoluindo e debatendo.

Portanto, onde eu creio que devemos focar?

Na minha opinião nas idéias macros, no que está por trás das tecnologias e nos conceitos criados após o nascimento das novas ferramentas tecnológicas. Se nos apegarmos aos detalhes técnicos em um primeiro momento, o papo fica tão pesado que você não consegue evoluir no entendimento macro e isso pode frear a sua curva de aprendizado.

Tendo isso em vista, acho mais proveitoso continuarmos o que comecei no meu blog, (aakkari.com.br) a exploração dos principais conceitos.

Vamos primeiro a busca dos macros, o que une as pessoas apaixonadas por este ambiente tecnológico de blockchain e web3?

Para mim, as expressões mais excitantes que unem as pessoas conectadas neste ambiente são; descentralização, desburocratização, transparência, segurança, liberdade, equilíbrio econômico e mais poder ao empreendedor e ao indivíduo(usuário).

Vamos começar nossa jornada por uma destas expressões, a descentralização.

Minha escolha vem de ser um dos pontos que mais me excita com o futuro tecnológico da humanidade e dos modelos de negócios que estão por vir.

Para promover o debate sobre descentralização, achei mais eficaz bolar um exemplo meio que na brincadeira. O exemplo pode sim vir carregado de diversos problemas, mas vamos apenas falar sobre o lado lúdico dele para ajudar no entendimento.

Eu sou um empreendedor, e eu resolvo montar um aplicativo de música, o AKAMUSIC!

O AKAMUSIC é um aplicativo que promete juntar músicas a ouvintes. Ajuda-los a achar seus cantores e cantoras favoritos, criar playlists, rádios, criar comunidade em volta de trabalhos musicais e por aí vai.

Crio um business plan parrudo diante da minha capacidade empreendedora, debato com alguns amigos que também são bos de negócios e vou para a rua.

Minha ideia cai nas graças dos fundos de investimentos e venture capitals. Começo então uma jornada de discursos com estas instituições apresentando meu poderoso business plan.

A primeira etapa do meu plano dá certo e eu acabo levantando o capital que programei para iniciar minha história de sucesso empreendedor.

No intuito de oferecer fonogramas (músicas) para o maior número de pessoas possível, eu crio um relacionamento com as maiores gravadoras do mercado, crio um aplicativo sinistro e começo a listar as músicas na minha plataforma. Parece um plano justo? Muito!

A AKAMUSIC, com o dinheiro que captou com fundos de investimento, possui agora um aplicativo insano. Gera playlist, ordena por audiência, calcula o montante de dinheiro a ser dividido entre as gravadoras, elenca as músicas mais ouvidas, cria rádios e por aí vai. Justo? Muito justo!

Eu, que criei o aplicativo, coletando dinheiro com investidores, preciso monetizar minha empresa.

Criei duas linhas de monetizações em um primeiro momento, uma plataforma conectada com o meu app que vende propagandas que serão transmitidas quando os usuários não forem assinantes e, um plano “premium”, que cobrará uma mensalidade para os usuários que querem viver sem interrupções e com novas funcionalidades. Eu criei a tecnologia! Justo eu moneitzar certo? Claro!

Todo dinheiro que eu coleto, eu somo dentro de um “balde”, e depois, divido proporcionalmente entre as gravadoras, que tem os contratos com os músicos. Centralizo meu relacionamento com as gravadoras porque é melhor para mim, e aí, elas organizam a parte do business com os músicos.

A forma com que eu divido o “balde” das minhas receitas com as gravadoras é meu assunto, certo? Faço o que eu quiser correto? Hummm, sim, mas aí coisa começa a ficar um pouco complicada.

Existe um personagem no meio deste complexo inteiro que é o artista, ele é o centro da questão, e provavelmente com a sua forma de monetização, possivelmente a menor parte do dinheiro fique com ele. Isto enquanto o artista não tem outra opção, talvez você sobreviva, mas tem que torcer para ninguém inventar algo mais bacana para ele do que o seu AKAMUSIC.

Voltando a forma com que eu monetizo, tenho que manter para a minha empresa um valor que faça o ecossistema girar, pagar as gravadoras e elas pagarem os artistas e, além disso, pagar os meus custos e fazer minha empresa lucrar.

Supondo que eu mantenha 40% de toda a receita comigo, e repasse 60%, isso é justo?

De verdade? Se tem mercado para isto, prefiro não entrar na discussão do que é ou não justo, e sim, na vertente de que se a necessidade é latente, eu criei uma solução, ela se sustenta. Você que manda, empreendedor! Você conversa na sua empreitada com seus erros e acertos.

Apenas vamos lembrar, que a grande força que faz a nossa plataforma vencer é o artista, a galera que faz harmonia, arranjo, letra, produção, etc. O criador de tecnologia é um meio, a gravadora é um meio, e o fim, o forte mesmo, é o artista!

Lembrar disto é importante demais.

Eis que nasce a blockchain!

A blockchain é tecnologia, uma baita tecnologia. Ele não tem coração nem cérebro, ele não acha nada justo ou injusto, ele só existe como ferramenta de organização, trackeabilidade, transparência, segurança e eficiência. E com ela nascendo, dá margem a outras narrativas. Então vamos lá…

Um grupo de desenvolvedores espalhados pelo mundo vê aquela minha criação, a AKAMUSIC, e pensa: “Galera, vambora criar uma plataforma descentralizada que tem a mesma missão da AKAMUSIC?”.

Este povo se encontra em lugares que você não esta acostumado a visitar. Reedits, discords, telegrams e por aí vai. Mas Akkari, o que eles querem dizer com descentralizado e o que eles ganham com isto? Como eles vão bater a AKAMUSIC que já tem dezenas de milhões de usuários? Vamos brainstormar!

Eu, que sou dono da AKAMUSIC, tenho 20 pessoas de tecnologia para desenvolver meu aplicativo, que descrevi sem muitos detalhes técnicos para vocês.

O grupo de desenvolvedores que se invocou e resolveu concorrer comigo tem 400. Aí, já começa um pepino da AKAMUSIC. As motivações são diferentes por se sentirem fundadores e donos de um novo negócio, alinhados em comunidade com quem mais inventa tecnologia e novas tendências.

Sim, sem o dinheiro que eu captei na AKAMUSIC, mas esta parte será resolvida nos próximos parágrafos.

Fora isto, os caras são apaixonados por música, e têm um pouco de bronca de ver as gravadoras e plataformas amassando os artistas com as divisões de lucros, o que é mais um motivador potente.

Eles se juntam em fóruns na internet, em canais do Discord, em grupos de discussão em diversos lugares digitais e isto começa a hypar de um jeito que todo mundo se anima com a possibilidade de não só montar o projeto, como também fazer o aplicativo mais sinistro do mundo. Outras pessoas que não são de tecnologia, mas são apaixonados por música começam a se juntar, gente de marketing, de finanças, de contabilidade, advogados, e por aí vai. Todo mundo curioso e querendo colaborar para lucrar com o novo app.

Sabe quem mais se anima? Investidores pessoas físicas, empresas de venture capital, fundos e etc, mas isso vem a seguir…

Os desenvolvedores documentam e validam cada passo de forma com que, quem pegar o desenvolvimento no meio do caminho consiga continuar. Nada passa sem que todos da comunidade votem e concordem que aquela nova função deva existir. Criam ambientes de teste onde somente se a maioria vencer, a funcionalidade entra no aplicativo. As propostas nascem todos os dias e os votos mais técnicos, mais qualitativos, começam a ganhar mais pesos nas decisões daquela empreitada, os votos mais fracos intelectualmente perdem poder.

Outros grupos são criados em volta desta atividade e começam seus debates, em grupos de marketing, contábeis, financeiros, as pessoas estão motivadas ao extremo com as possibilidades e criam propostas o dia inteiro.

Quem paga o salário desta galera? Aí a blockchain com as suas nuances dá o seu show!

Os fundadores deste novo aplicativo, o MUSIFY, tiveram uma sacada genial, se liga:

Criaram um token chamado MUS. Um token é um ativo digital, que tem identidade, propriedade e uso sobre alguma coisa, depois nos próximos artigos vamos falar mais detalhadamente sobre isso.

Os fundadores – e toda empresa como essa tem sim “os fundadores”, pois alguém precisa começar o trabalho todo – criaram dois documentos bem legais que eles vão espalhar pela internet, O primeiro é um whitepaper, que conta tudo sobre o novo aplicativo MUSIFY, e o segundo é um “tokenomics” que é o detalhamento de como vai funcionar a economia do token MUS e do projeto como um todo.

Depois do anúncio, eles começam a vender o token, tanto em corretoras centralizadas como em corretoras descentralizadas. As pessoas enxergam o token surgindo e começam a caçar as informações do whitepaper e do tokenomics no site do MUSIFY que já foi lançado com excelência pelos colaboradores.

Aqui voltamos aos investidores pessoas físicas, VCs e fundos. Eles analisam o movimentam e começam a acreditar que esta empresa vai ser lucrativa e, que quem tiver tokens dela vai recolher o lucro junto com os fundadores, os trabalhadores, os músicos e todos os envolvidos. Eles começam a perceber inclusive que seus retornos podem ser mais potentes e com menos riscos que no AKAMUSIC.

Com o lançamento do token, o grupo arrecada milhões que serão investidos na remuneração das pessoas que vão trabalhar para o nascimento do aplicativo, para marketing, para operações, para novos investimentos, etc.

Existe ainda uma grande reserva de token, que fica guardada em uma carteira na blockchain, chamada de “tesouro”, que não é solta nas corretoras, como explica bem o tokenomics. Esta carteira possui regras próprias, inquebráveis e transparentes.

Um problema do MUSIFY é que quando ele é anunciado, ele não tem músicos, não tem ainda nenhum fonograma inserido na sua base, mas aí o problema dura pouco tempo, começam o investimento em marketing digital e principalmente o boca a boca.

O que estão falando por aí é o seguinte: “Amiga, amigo, você viu que agora você pode instalar o aplicativo MUSIFY e quanto mais você sobe suas músicas por lá, mais MUS tokens você recebe?” aí o músico que não entende nada de blockchain, token e cripto pensa “MUS token? Tá doido, MUS token não paga gasolina não, nem o leite das crianças” aí um amigo que se debruçou pra entender o whitepaper e instalou o aplicativo diz: “Não cara, você clica no próprio aplicativo e já cai em Real na sua conta! E tem mais, o aplicativo cobra do cliente menos que o AKAMUSIC cobrava, 30% a menos, parte do dinheiro arrecadado vai para os músicos e parte vai para o tesouro”

O tesouro é usado para pagar novos músicos que precisam de investimentos, criação de conteúdo, produção de clipes, novas funcionalidades e por aí vai.

Coisa linda né? Se bobear, o MUSIFY paga em Real mesmo, ou em alguma stablecoin – criptomoeda estável – para o músico não sofrer com a variação do preço do MUS token e ter uma experiência financeira mais segura, olha que legal!

Quem é o CEO da MUSIFY? Ninguém! A MUSIFY é dirigida por uma comunidade que possui um token chamado MUSGOV. O token MUSGOV é um token de governança.

Se você tem ele, você pode votar nas decisões da MUSIFY , dar opiniões para serem votadas, gerar propostas e inclusive ajudar a decidir para onde vai o dinheiro do tesouro. Mas como você conquista o token MUSGOV?

Você precisa provar que trabalha, provar que está envolvido no projeto ou financeiramente, em mão de obra braçal ou intelectual. Ou você mantém o token MUS sem vender por um tempo e ganha MUSGOV, ou você rala mesmo e constrói o direito de ter MUSGOV para poder participar das decisões da empresa, são diversas as possibilidades.

Então continuam existindo os investidores? Sim, mais do que nunca, e eles continuam ganhando dinheiro apenas por colocarem dinheiro? Sim também, mas desta vez, os retornos são mais equilibrados em percentual mas se bobear maiores em valores absolutos, mais garantidos por um ecossistema que parece rodar perfeitamente, porque atrela benefícios aos investidores, trabalhadores e clientes de uma forma muito mais eficaz.

Todos são donos, todos colaboram e serão recompensados por méritos do quanto entregam e o quão impactantes são para o todo da MUSIFY. A blockchain e seus contratos inteligentes fazem o trabalho inteiro, dividindo tudo perfeitamente, sem margem de erro.

Parece maravilhoso, certo? E é! Só é possível pensar nisso com a existência da tecnologia blockchain. Se não, não existiriam tokens, distribuições centralizadas e descentralizadas, contratos inteligentes enviando à César o que é de César, nada disto seria possível.

Como chama isso tudo Akkari?

DAO, uma organização autônoma e descentralizada.

Claro que fiz uma brincadeira bem simples e quase infantil aqui porque meu objetivo é apenas popularizar conceitos macros. Tem muitos detalhes para uma DAO funcionar, mas com analogias assim acredito que consigo deixar a coisa mais tranquila de entender.

Akkari isto já esta acontencendo?

Sim, em muitos setores ainda não tão bem feito, e em poucos setores muito bem feito. O modelo já está em andamento para diversas áreas e é bonito de se ver.

Em diversos projetos as DAO’s ainda são falhas, quase que centralizadas nas mãos de poucos tokens de governança, sem movimentação muitas vezes, existem problemas de todos os tipos. Porém, em outros casos, principalmente os ligados a DEFI, são alguns casos já muito bem sucedidos.

Esta é uma das áreas que eu acho que a blockchain vai mudar o planeta de verdade. Tem muito mais coisa, muito mais por vir para o debate da descentralização que vai mudar a vida de muita gente.

Existem problemas de entendimento, conhecimento e ativações? Inúmeros, mas o ser humano é incrível, ele vai se adaptando, tendo ideias para facilitar o entendimento, sendo criativo.

Não estamos falando que no final de 2022 o mundo será outro por causa das DAOs, as mudanças são de longo prazo mas são excitantes apenas de se discutir. Você consegue fazer várias brincadeiras imaginando como conceitos como este podem criar disrupção em diversas categorias de negócios.

São muitas as áreas que isso pode impactar o planeta e o desequilíbrio social. Aplicativos de carona, aplicativos de venda de imóveis, plataformas de vídeo e streaming, aplicativo de freelancers, e por aí vai, são milhares de categorias. Assim como eu creio que existem outras áreas que nunca serão descentralizadas, mas isso fica para um artigo futuro.

Este exemplo que eu dei, é apenas de uma categoria. As categorias que mais serão impactadas na minha opinião são as que usam tecnologia como fim e não como meio. Tecnologia passa sim a ser o que sempre foi, um meio para gerar coisas positivas, interações, negócios, renda e por aí vai, e não um fim.

Não é porque eu tenho a tecnologia que eu fico com a maior parte do bolo. A maior parte do dinheiro da MUSIFY vai para quem trabalha no centro da questão, para o artista, para o desenvolvedor de código, para quem está fazendo marketing e social media. O fundador ganha? Claro! O investidor ganha? Claro! Mas menos que os outros percentualmente, o que não significa menos absolutamente.

A notícia boa tanto para o fundador quanto para o investidor é que o menos é mais, o menos de algo que tem um impacto deste, representa um valor absoluto gigantesco que vai deixá-lo feliz e todos estarão mais equilibrados.

As DAOs que se envolvem com as categorias mais populares, como esta de música ou de carona ainda não aconteceram, não chegou a vez delas ainda. Os desenvolvedores estão de olho em outras categorias por enquanto mais simples de se desenhar este processo, como as de finanças, as conectadas com projetos Web3, como metaversos e diversas outras categorias. Mas já já veremos coisas muito, mas muito bacanas acontecendo.

Inclusive, você pode usar a minha DAO MUSIFY, ok? A ideia está livre para vocês criarem! Muitos são os frameworks para se criar DAO’s hoje no mercado, busque no google que você vai encontrar dezenas de sites.

Novamente, meu texto aqui é apenas o compartilhamento das minhas pesquisas e estudos no dia a dia. Não sou o dono da verdade em nada disso, e vocês não fazem ideia do quanto eu ainda preciso aprender. Tem gente muito incrível mexendo com isso no mundo, mas estou tentando aprender porque é animador demais.

Talvez a tese de que isto vai mudar o mundo, e eu de verdade acho que vai, possa ser romântica demais. Mas e daí? Vamos sonhar, vamos mergulhar em conceitos que nos parecem super potentes. Os problemas aparecendo, vamos confiar que esta máquina maravilhosa chamada “ser humano” vai resolvê-los e que viver em um mundo ainda mais legal.

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Marca brasileira de notebooks Avell anuncia nova linha de computadores

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Intitulada HYB, a nova seleta de notebooks vai comportar os computadores da marca voltados para o uso híbrido

(Divulgação/Avell)

Competindo com as maiores fabricantes de computadores o mundo, a catarinense Avell, que faturou R$ 207 milhões em 2021, apresentou nesta quinta-feira, 26, sua nova seleta de notebooks especializados.

Intitulada HYB, a linha vai comportar os computadores da marca voltados para o uso híbrido, entre o trabalho e o lazer por meio de jogos.

A ideia do lançamento é suprir uma percepção de demanda da marca: na pandemia, Avell registrou incremento de 90% nos pedidos por notebooks especializados. Desse total, 60% era destinado a profissionais de áreas como arquitetura, odontologia, engenharia e programação e os outros 40% para o público gamer.

Junto dos HYB, a fabricante também anunciou o Storm Two, um upgrade do modelo Storm One, que agora leva processadores da 12ª geração, placas de vídeo Nvidia RTX 3080ti, e resfriamento líquido.

No apanhado, as novidades fazem parte do plano de crescimento da Avell, que ano passado realocou sua sede para o Ágora Tech Park, em Santa Catarina, e investiu R$ 10 milhões em uma fábrica na Zona Franca de Manaus, em 2019.

O número de contratações também aumentou: foram 20 novos colaboradores do ramo de tecnologia, fechando o ano com uma equipe de 100 funcionários, divididos entre Joinville, a sede administrativa, Manaus, onde se concentra a matriz operacional, Curitiba e Florianópolis, suas duas filiais voltadas para vendas e suporte ao cliente.

 

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Procon notifica Google sobre bloqueio de celulares Android

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Preocupado com os roubos e furtos de smartphones, órgão de defesa quer explicações da empresa sobre serviço de bloqueio do sistema operacional Android

(Getty Images/SOPA Images)

O Procon-SP notificou o Google Brasil Internet nesta quinta-feira, 26, pedindo explicações sobre o funcionamento do Android, sistema operacional usado na maioria dos smartphones. O órgão de defesa quer esclarecimentos sobre como funciona o bloqueio do sistema no caso de furtos ou roubos.

“Iniciamos uma conversa com representantes do Google sobre esse problema, no entanto a empresa deixou de comparecer a uma segunda reunião. Deste modo, encaminhamos a notificação para obter mais explicações”, explica Guilherme Farid, diretor executivo do Procon-SP. Os esclarecimentos deverão ser apresentados até o dia 27 de maio.

O diretor afirma que o Procon-SP está preocupado com os furtos e roubos de celulares em que os criminosos “acessam os dados das vítimas e realizam transações por meio de aplicativos bancários, como empréstimos, transferências etc”.

Os prejuízos são expressivos e os consumidores têm procurado nosso atendimento. Além das instituições financeiras, setor com o qual temos discutido o problema, entendemos ser fundamental conversar com as empresas que desenvolvem os sistemas operacionais, principalmente, o sistema Android, que representa hoje mais de 90% dos sistemas operacionais instalados nos smartphones do Brasil”, explica Farid.

De acordo com nota do Procon-SP, o Google deverá esclarecer:

  • Se oferece serviço de bloqueio no sistema Android;
  • Se o serviço está vinculado a um aparelho celular com IMEI identificado como produto de crime, caso seja informada pela autoridade policial;
  • Se continua a oferecer serviço, suporte ou atualização ao sistema operacional vinculado a aparelhos celulares com IMEI identificado como produto de crime pela autoridade policial;
  • Detalhar as iniciativas que adota para impedir o funcionamento do sistema Android nesses casos.

Referente ao IMEI, que é o número de identificação global e único para cada telefone celular, o Procon-SP quer que o Google explique se o registro de um IMEI gera a vinculação com algum banco de dados do Google e, se quando o consumidor faz o primeiro cadastro no aparelho celular, seus dados são vinculados ao sistema operacional e ao IMEI.

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Elon Musk eleva a US$ 33,5 bilhões aporte direto para compra do Twitter

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Após o anúncio, que foi bem recebido pelos investidores, a ação da empresa subiu nas negociações posteriores ao fechamento de Wall Street. Às 22h GMT, o papel tinha alta de mais de 5%

(Getty Images/LightRocket)

Elon Musk elevou a 33,5 bilhões de dólares a quantia aportada diretamente pelo empresário e por seus sócios para a compra do Twitter, reduzindo ainda mais o valor do crédito bancário.

Após o anúncio, que foi bem recebido pelos investidores, a ação da empresa subiu nas negociações posteriores ao fechamento de Wall Street. Às 22h GMT, o papel tinha alta de mais de 5%.

Musk, que, inicialmente, havia assinado empréstimos da ordem de 25,5 bilhões de dólares, reduziu esses créditos para 13 bilhões de dólares, segundo o documento registrado nesta quarta-feira, 25, pela Comissão de Valores Mobiliários americana (SEC), o que suaviza consideravelmente sua carga financeira.

No começo de maio, vários acionistas do Twitter haviam se comprometido a aportar seus títulos na operação e seguir sendo minoritários no capital uma vez que se retirasse a sociedade da bolsa. A valorização de seus títulos reduzia na mesma quantidade o dinheiro que Musk devia aportar.

Nesta quarta-feira, Musk anunciou que havia recebido novos compromissos diretos, que lhe permitiram reduzir em 6,25 bilhões adicionais o montante de seus empréstimos subscritos para a aquisição. Ele não especificou se o valor vinha, parcial ou totalmente, de seu patrimônio pessoal ou se outros investidores se uniram a ele.

Os 12,5 bilhões de dólares em empréstimos, que, no fim, não foram necessários, preocuparam parte dos analistas, uma vez que se tratavam de empréstimos respaldados por títulos da Tesla, o que criaria uma relação com a montadora que desagradava ao mercado.

Segundo a CNBC, Musk negocia com várias pessoas, entre elas o cofundador e ex-diretor geral do Twitter, Jack Dorsey, para que se unam ao projeto e contribuam, seja em dinheiro ou ações da empresa.

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Feed do Instagram não carrega? App apresenta instabilidade nesta quinta

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Página inicial do aplicativo Instagram apresenta instabilidade nesta quinta-feira, 26; fotos antigas estão aparecendo e filtros dos Stories não estão disponíveis

(Getty Images/Lorenzo Di Cola)

O Instagram aparenta não estar funcionando normalmente nesta quinta-feira, 26. Usuários estão reportando problemas na página inicial do aplicativo.

O site Down Detector indica turbulências desde 8 horas da manhã. As reclamações dos usuários crescem lentamente até as 11 horas e dão um salto às 13 horas, indo de cerca de 50 notificações para 586.

No Twitter, “o Instagram” já acumula 65 mil tuítes entre usuários brasileiros. Porém, o problema não é só aqui — usuários de vários países estão relatando os mesmos problemas.

As principais reclamações envolvem a página inicial não atualizando, fotos antigas aparecendo e problemas com as mensagens. Os filtros e efeitos dos Stories não estão disponíveis desde cedo.

 

 

 

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Ações do Twitter caem e Elon Musk perde mais de US$ 1,1 bi em ganhos

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Se o acordo para a compra da totalidade do Twitter por Musk fracassar, será necessário desembolsar uma taxa compensatória de US$ 1 bilhão

(Divulgação/Creative Commons)

O preço das ações do Twitter caiu abaixo do valor pelo qual o bilionário Elon Musk as comprou, eliminando ganhos de mais de US$ 1,1 bilhão em quatro semanas. O papel da empresa de mídia social sofreu um tombo de 5,6% na terça-feira, 24, a US$ 35,76, fechando no menor nível desde 16 de março.

A ação acumula perdas de 30,8% desde a máxima de US$ 51,70 que atingiu em 25 de abril, dia em que o Twitter aceitou ser comprado por Musk, a US$ 54,20 por ação.

Comunicado registrado na Securities and Exchange Commission (SEC a CVM dos EUA), de 5 de abril, mostra que o CEO da Tesla e fundador da SpaceX comprou 73,12 milhões de ações no Twitter, equivalentes a uma fatia de 9,1%, a um preço médio de US$ 36,157 segundo análise de dados feita pelo MarketWatch.

Isso significa que com a ação fechando na terça-feira 1,1% abaixo do preço de compra, Musk está perdendo agora US$ 29 milhões sobre seu investimento. Antes o ganho era de US$ 1,14 bilhão, considerando-se o preço de fechamento de US$ 51,70 de 25 de abril.

Se o acordo para a compra da totalidade do Twitter por Musk fracassar, será necessário desembolsar uma taxa compensatória de US$ 1 bilhão, que poderá ser paga tanto pela empresa quanto pelo bilionário, que recentemente pôs o acordo em suspenso após questionar o porcentual de contas falsas da rede social.

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No sul do país, TM3 Capital tem R$ 500 milhões e 50 startups investidas

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Fundada por ex-Bematech e ex-Icatu no sul do Brasil, firma planeja atingir R$ 1 bi sob gestão em cinco anos e estender atuação para a América Latina

TM3: foco em encontrar ‘tesouros’ nacionais (iStockphoto/time99lek)

No momento em que a aversão ao risco das companhias de tecnologia domina as bolsas globais, uma gestora de recursos brasileira mantém o foco em encontrar tesouros nacionais. A TM3, fundada em 2011 por Marcel Malczewski, co-fundador da Bematech, e por Jon Toscano, ex-diretor de private equity do Icatu Equity Partners, cresceu nos últimos dez anos com foco em ativos de tecnologia e alcançou o posto de maior empresa de investimentos em venture capital do sul do Brasil. A firma tem R$ 500 milhões sob gestão, já participou de mais de 50 operações e o portfólio de todas as empresas investidas está avaliado em R$ 1,1 bilhão.

Depois de consolidar a presença no sul do país, a TM3 avança para o sudeste e mira terras internacionais. O objetivo é chegar ao primeiro bilhão sob gestão nos próximos cinco anos, de olho em estabelecer operação em outros países da América Latina. A crise? O estouro da bolha? Apenas um solavanco, na visão da casa.

Hoje, a gestora tem escritórios em Curitiba, São Paulo e Florianópolis, além de 13 associados. Os fundos da casa, além de capital próprio, contam com recursos do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), e BNDES. Além disso, é claro, investem com a TM3 family offices e investidores pessoa física de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Além do investimento em tecnologia (responsável por R$ 400 milhões dos R$ 500 milhões sob gestão), a firma também tem no portfólio fundos líquidos (com R$ 50 milhões captados) e outros R$ 50 milhões aplicados em projetos de Real Estate. Especificamente no setor de construção civil, o foco são empresas com viés de tecnologia, mas também com propostas ESG. Para completar a oferta, a companhia também lançou recentemente a frente de consultoria para empresas, “o que conversa muito com a nossa estratégia de análises, valuation, atividades muito presentes no dia a dia”, diz Marcel.

Num momento tão delicado para as startups — com a fuga dos investidores dos ativos de risco — Malczewski, hoje CEO da TM3, acredita que as startups de capital fechado não devem enfrentar um ajuste de valor tão forte quanto as companhias de tecnologia abertas. “Essas empresas caminham quase num ‘mundo paralelo’ de investimentos”, diz o executivo.

No próximo ano e meio, o plano é levantar R$ 200 milhões para projetos de fundos imobiliários, multimercado e de ações. “Os R$ 300 milhões restantes [para a meta de R$ 1 bilhão em cinco anos] viriam de fundos de venture capital, que planejamos estruturar nos próximos três anos”, diz  Malczewski, CEO da TM3. Como primeiro passo para esse plano, a companhia vai estruturar o sexto fundo de venture capital, que tem como meta captar pelo menos US$ 6 milhões (aproximadamente R$ 30 milhões) no início de 2024. Na contramão do desânimo do mercado para os ativos de tecnologia, a firma acredita que empresas do setor devem continuar crescendo.

Como a TM3 chegou até aqui

“Desde o momento em que fiz o IPO [oferta pública incial] da Bematech, eu tinha interesse em, no futuro, atuar nesse ecossistema de inovação, usando alguns dos meus recursos para investir em empresas de tecnologia. Pelo fato de a empresa, na época, já ter uma estrutura organizada, capital aberto, eu não queria fazer investimento anjo, queria fazer através de fundos”, diz Marcel Malczewski, CEO da TM3.

Em busca de realizar esse sonho, o primeiro fundo foi estruturado em 2011, logo que o executivo saiu da posição de presidente para chairman da Bematech, em parceria com Toscano e com a Trivella Investimentos. Ao todo, eram R$ 10 milhões sob gestão, com foco em investir em companhias early-stage. Foram quatro contempladas e, entre elas, estava a Veltec, empresa de inteligência em gestão de frotas, adquirida pela norte-americana Trimble em 2018.

Em 2014, outro fundo, o VC2, foi estruturado em parceria com a Cypress, butique de M&A de São Paulo e captou R$ 20 milhões. Nessa seara, o destaque foi a M2M, empresa de monitoramento de frotas para o setor de transporte público, adquirida pela Sonda por R$ 43 milhões em 2019. Ambos já foram encerrados.

Em seguida, o VC3 foi formado por outros dois fundos (Seed 1 e Seed 2), que permanecem como “Evergreen” e miram aportes de até R$ 2 milhões por empresa. O fundo foi criado em parceria com a ACE, aceleradora de São Paulo e é responsável por observar e escanear o mercado de startups do Sul do país, captando investimentos que giram em torno de R$ 6 a R$ 8 milhões. Alguns exemplos de empresas empresas que já passaram pelo VC3 são a Mercafácil, de supermercado online, investida pela Z-Tech, hub de inovação da Ambev, além da Hiper, startup desenvolvedora de software de Brusque adquirida pela Linx por R$ 50 milhões e a VHSys, startup de sistemas de gestão para PMEs, que contou com investimento da Stone no último ano.

“Na última década o cenário mudou muito. A gente via o nível de maturidade de projetos de startups relativamente baixo até 2014, praticamente. De lá para cá, o perfil do empreendedor e dos projetos mudou e passou a ser muito animador. Fundos maiores passaram a ser estruturados, principalmente em São Paulo, até projetos de incubadoras, universidades, tudo isso ganhou força ao longo desse período e, de certa forma, nos impulsionou”, diz Marcel.

Como resultado desse cenário, o VC4 foi estruturado em 2018, captou R$ 100 milhões e ainda está investindo em companhias no chamado late-stage, com aportes de até R$ 30 milhões. Mas o grande destaque veio mesmo em 2021, quando a firma ganhou a licitação para um FIP de R$ 250 milhões cujos recursos serão investidos pelo Bandes.  Os recursos virão do Fundo Soberano do Espírito Santo, a partir de uma parcela dos royalties do petróleo recebido mensalmente pelo estado. O objetivo principal é investir em empresas de segmentos fora da cadeia de óleo e gás – aumentando as chances de gerar riqueza para o estado sem depender do petróleo.

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