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sexta-feira, 17/07/2026

Tarifas sobre produtos do Brasil podem mudar, dizem EUA

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Em Brasília

ISABELLA MENON
FOLHAPRESS

O Escritório do Representante do Comércio dos Estados Unidos (USTR) informou que as tarifas de 25% aplicadas sobre produtos brasileiros podem ser aumentadas ou reduzidas, dependendo da resposta do Brasil às práticas investigadas.

Segundo o USTR, se o Brasil adotar medidas que diminuam o impacto ou as restrições ao comércio dos EUA, isso pode indicar que as tarifas aplicadas atualmente não são necessárias para eliminar as práticas investigadas.

Por outro lado, se o Brasil aumentar o impacto ou as restrições comerciais contra os EUA, os Estados Unidos podem rever suas tarifas, possivelmente aumentando-as para resolver os problemas apontados na investigação.

O governo do presidente Lula declarou que irá usar os instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade, que permite ao Brasil responder com medidas equivalentes em casos de sanções econômicas aplicadas por outros países.

Os EUA anunciaram sobretaxas para uma série de produtos brasileiros, mas excluíram 2.100 itens considerados essenciais para o abastecimento americano, como café, carne bovina, peixes, suco de laranja e ferro-gusa, matéria-prima do aço.

A investigação do USTR abrange questões antigas, como as tarifas brasileiras sobre o etanol importado, e recentes, como denúncias de que o sistema de pagamento instantâneo brasileiro, Pix, receberia tratamento preferencial do Banco Central, o que o governo nega.

Além disso, o USTR está finalizando uma análise sobre práticas de 59 países, incluindo o Brasil, para combater o trabalho forçado. Um relatório preliminar sugeriu a aplicação de uma tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros.

O Brasil também segue na lista de observação dos relatórios Special 301 dos Estados Unidos, indicando que enfrenta desafios na proteção da propriedade intelectual e no acesso justo ao mercado para os detentores desses direitos.

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