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quarta-feira, 04/03/2026

Suspeitos de estupro coletivo no Rio são investigados por novos casos de violência sexual

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro recebeu nesta terça-feira, 3, novas denúncias de vítimas que afirmam ter sofrido violência sexual por parte dos suspeitos ligados ao caso do estupro coletivo em Copacabana, ocorrido no final de janeiro. Os relatos se referem a casos ocorridos em 2023 e outubro do ano passado, e já estão em investigação.

Sobre o caso de janeiro de 2026, os suspeitos Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, ambos com 19 anos, se entregaram à polícia nesta terça e estão presos. Outros dois suspeitos, Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonim, continuam foragidos. A defesa dos acusados não foi localizada pela reportagem.

Um adolescente, também apontado como participante das agressões sexuais, é alvo de uma ação do Ministério Público. Sua identidade não foi revelada.

Ele teria sido o responsável por atrair uma vítima de 17 anos para um apartamento em Copacabana, onde ocorreu o crime. Outros agressores entraram no local e cometeram o estupro. O adolescente responderá por ato infracional análogo ao estupro, enquanto os quatro adultos respondem por estupro.

Novas denúncias

Segundo investigações, uma vítima de 14 anos sofreu violência sexual em um caso semelhante em outubro de 2023, ocorrido em um apartamento no bairro do Maracanã.

As circunstâncias lembram o caso recente, segundo o delegado Ângelo Lages, da 12ª DP (Copacabana), responsável pelas investigações.

“A vítima de 14 anos já tinha relação anterior com o mesmo adolescente, que a convenceu a ir a um apartamento onde estava Mattheus, que se entregou recentemente, e outra pessoa mencionada como ‘Gabriel’”, explicou Lages.

A vítima também relatou ter sofrido agressões físicas e psicológicas, similar ao caso de janeiro deste ano.

A polícia investiga se “Gabriel” seria João Gabriel Xavier Bertho, que se entregou à polícia nesta terça-feira. A investigação ainda está em estágio inicial.

Outra denúncia relata violência sexual em uma festa de estudantes, ocorrida em outubro do ano passado. A jovem vítima, menor de idade, afirmou ter sido violentada por Vitor Hugo Oliveira Simonim, que permanece foragido.

Simonim é filho de José Carlos Costa Simonim, ex-subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do Governo do Rio. Ele foi exonerado após o caso. A defesa do filho e o ex-subsecretário não foram localizados.

O Colégio Pedro II, onde os quatro suspeitos estudam, abriu procedimento administrativo e afastou os estudantes envolvidos. A instituição informou que, junto à reitoria e com orientação da procuradoria federal, tomará medidas para o desligamento dos alunos.

Estadão Conteúdo.

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