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sexta-feira, 13/02/2026

Suspeito de agredir e atirar esposa do 10º andar reage à prisão

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Diante dos investigadores da Polícia Civil de São Paulo (PCSP), sentado frente a frente com as equipes responsáveis pelo caso, Alex Leandro Bispo dos Santos, 40 anos, manteve o olhar baixo e o semblante fechado. Quando o depoimento ia começar, o suspeito respirou fundo, escutou as orientações legais e afirmou que faria uso do direito constitucional de permanecer em silêncio, recusando colaborar naquele momento.

A atitude reservada marcou o início dos procedimentos formais após a captura de Alex Leandro, ocorrida na terça-feira (9/12). Ele é investigado pelo feminicídio consumado contra a esposa, Maria Katiane da Silva, 25 anos, que faleceu após cair do 10º andar de um prédio na cidade de São Paulo. A principal hipótese é que a vítima foi arremessada pela janela após sofrer agressões.

Durante a ação policial, as equipes apreenderam um iPhone 17 pertencente a Alex Leandro, que foi enviado para perícia com o intuito de analisar mensagens, registros e outras informações que possam ajudar a esclarecer os fatos ocorridos na madrugada do crime.

Resumo do caso

O crime aconteceu na madrugada do dia 29 de novembro e foi registrado por câmeras de segurança do condomínio. As imagens mostram Maria Katiane sendo puxada pelo estacionamento, tentando resistir aos ataques. A violência continuou dentro do elevador, onde o suspeito tenta agarrar o pescoço da vítima.

Mesmo se esforçando, Maria não conseguiu escapar. Menos de dois minutos depois, Alex Leandro a retirou bruscamente do elevador. Aproximadamente um minuto após sair com a vítima, ele voltou sozinho ao elevador, colocou as mãos na cabeça e sentou-se, em demonstração aparente de desespero.

Segundo a polícia, todo o episódio registrado pelas câmeras dura menos de cinco minutos, evidenciando a rapidez e gravidade do ato.

Histórico criminal

As investigações também revelaram que Alex Leandro, conhecido como Alex Bispo, não é réu primário. Ele esteve envolvido em um sequestro-relâmpago em 2003, cujo alvo foi o sobrinho do ex-senador Eduardo Suplicy, atual deputado estadual por São Paulo.

O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil, que aguarda o resultado da perícia do celular apreendido e a análise completa das imagens de segurança. Enquanto isso, o suspeito permanece detido e à disposição da Justiça.

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