O Ministério da Saúde enviou, nesta quinta-feira (24/9), um pedido para que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) avalie a inclusão das chamadas canetas para emagrecer no SUS. A proposta envolve o uso dos medicamentos GLP-1 para ajudar pacientes com obesidade.
Na última quinta-feira (17/9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que essas canetas poderão ser fornecidas gratuitamente pelo SUS, mas essa medida ainda depende da realização de estudos e avaliações técnicas.
O Ministério da Saúde já está conduzindo um protocolo de teste com cerca de 250 pessoas que têm obesidade grave ou que sofrem de outras doenças associadas, e que podem ser indicadas para cirurgia bariátrica. Esse estudo está sendo feito no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre, e os resultados vão ajudar a definir como será a oferta do tratamento pela rede pública.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a prioridade será para pessoas com obesidade grave, doenças relacionadas ou que têm indicação para cirurgia bariátrica.
No pedido enviado à Conitec, o ministério destaca que essa iniciativa segue a primeira recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o uso em larga escala de terapias baseadas em GLP-1 para o tratamento da obesidade a longo prazo, publicada no final de 2025.
Além disso, o documento mostra que o preço das canetas para emagrecer caiu 70% no Brasil em menos de um ano devido ao aumento da concorrência. Por isso, o ministério pede que sejam avaliados os medicamentos com os princípios ativos semaglutida ou liraglutida, que não têm proteção de patente.
Atualmente, 25 tipos dessas canetas já foram registrados no Brasil, com 14 registros só em 2026, incluindo versões fabricadas no país e genéricos.
De acordo com o Ministério da Saúde, o número de pessoas com obesidade no Brasil aumentou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024.

