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quarta-feira, 04/02/2026

SUS detecta 42% mais casos de hanseníase

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A atual gestão do Ministério da Saúde conseguiu identificar 42% mais casos novos de hanseníase através de exames em pessoas que tiveram contato com infectados, passando de 9,6% em 2022 para 13,3% em 2024. Esse progresso é resultado da ampliação dos testes e fortalecimento das ações de vigilância no Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre as principais medidas está a oferta de testes rápidos no SUS desde 2023, com a distribuição de mais de 307 mil unidades para avaliar contatos. Em 2024, foi introduzido o exame PCR nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACEN), habilitando todos os estados e entregando 2,8 mil kits para atender 1,4 mil pessoas inicialmente. Também foi adotado o teste LPA para identificar resistência antimicrobiana em 11 LACENs, com expansão prevista para Minas Gerais em 2025 e mais quatro estados ainda neste ano.

Os dados sobre hanseníase mostram uma recuperação após a pandemia de Covid-19. A taxa de detecção, que caiu de 13,23 em 2019 para 8,49 em 2020, chegou a 10,41 em 2024. Apesar disso, a porcentagem de casos com grau 2 de incapacidade física permaneceu em 11,5%, semelhante a 2022, devido ao atraso no diagnóstico causado pela pandemia.

O acesso a cuidados e tratamento também melhorou: os atendimentos cresceram 38%, de cerca de 140 mil em 2022 para mais de 194 mil em 2024. As ações para prevenir incapacidades físicas somaram mais de 16 mil atendimentos em 2024, ante 12,5 mil em 2022. O número de pacientes em tratamento subiu de 22,3 mil para 27,4 mil, refletindo a melhoria da Atenção Primária à Saúde.

Em 2025, o Ministério da Saúde distribuiu 3,4 milhões de medicamentos, incluindo mais de 390 mil esquemas de poliquimioterapia (PQT). O Brasil teve 20,6 mil casos novos em 2024, com uma queda de 3,86% nos casos em crianças menores de 15 anos, de 958 em 2023 para 921 em 2024. Dados parciais de 2025 indicam 676 casos nessa faixa etária.

A luta contra a hanseníase é conduzida pelo Ministério da Saúde junto a estados e municípios com vigilância epidemiológica, diagnóstico precoce, tratamento rápido e corte da transmissão. A Estratégia Nacional para Enfrentamento à Hanseníase 2024–2030, alinhada à estratégia global da OMS, pretende que 87,5% dos municípios fiquem cinco anos seguidos sem casos autóctones em crianças menores de 15 anos. Este índice subiu de 73,1% em 2019 para 80,6% em 2024.

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