A SpaceX, empresa espacial criada pelo bilionário Elon Musk, enviou documentos para começar o processo de entrada na Bolsa de Valores dos Estados Unidos, um passo importante e muito esperado.
O pedido foi feito de maneira confidencial, conforme confirmou uma fonte próxima ao assunto.
Essa ação pode levar a SpaceX a ser negociada em Wall Street, possivelmente a partir de julho, segundo o jornal The Wall Street Journal. Porém, ainda não há uma data certa para isso acontecer.
Até o momento, o pedido não foi divulgado na página da agência reguladora dos mercados americanos, a SEC, que não comentou o assunto. A SpaceX também não respondeu a pedidos de informações.
De acordo com a imprensa dos EUA, essa oferta inicial de ações pode valer cerca de 75 bilhões de dólares, o que representa aproximadamente 386 bilhões de reais.
Se isso acontecer, a SpaceX vai ultrapassar o recorde de 2019, quando a empresa petrolífera Saudi Aramco levantou cerca de 25,6 bilhões de dólares em sua estreia na Bolsa.
A companhia, que é líder no mercado de lançamentos espaciais com seus foguetes reutilizáveis, pertence ao bilionário Elon Musk juntamente com fundos de investimento e empresas de tecnologia, como a Alphabet, dona do Google.
Os foguetes Falcon 9 da SpaceX reduziram muito o custo para enviar satélites ao espaço e também levaram várias equipes para a Estação Espacial Internacional usando sua cápsula Crew Dragon.
A empresa também é dona dos satélites da rede Starlink. Em fevereiro, Elon Musk anunciou que a SpaceX iria incorporar a xAI, sua empresa de inteligência artificial, o que fez a avaliação da área espacial subir para cerca de 1,25 trilhão de dólares, segundo diversas fontes de mídia.
Atualmente, a SpaceX está desenvolvendo um grande foguete chamado Starship, que já realizou alguns testes de voo, embora ainda não exista uma data para seu primeiro voo comercial. A empresa também trabalha na criação de centros de dados no espaço, que serão alimentados por energia solar.
© Agence France-Presse

