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SP: hidrômetros registram ar em vez de água e geram gastos inexistentes

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Como se não bastasse a situação crítica nos reservatórios de São Paulo, os moradores convivem agora com outra dor de cabeça: a cobrança por ar, isso mesmo, ar. Não sai uma gota sequer das torneiras, mas o hidrômetro – aquele aparelho que registra o consumo de água, continua girando e marcando um gasto que não existe. Parece até que nos canos corre uma espécie de “água fantasma”.

Consumidores fizeram vídeos mostrando o hidrômetro das casas em funcionamento mesmo sem correr água nas torneiras. E todos chegaram à conclusão que estavam pagando pelo ar que passa por dentro do encanamento.

O Fantástico foi testar. Na Zona Leste de São Paulo, fomos a casa do Abdias, que gravou um dos vídeos. Ele está pagando muito mais na conta de água e vive passando apuro.

“Amanhece sem água. Por volta de 10h30, 11h, chega. E de 17h até 19h acaba novamente. A gente tinha uma média de R$ 62,80. Neste mês de janeiro, ela deu um salto para R$ 158”, conta Abdias Almeida Alcântara, comerciante.

Na conta de fevereiro, veio um aviso: Abdias foi multado porque excedeu a sua média de consumo.

O Abdias disse que antes da água voltar, começa a passar muito ar pela tubulação. O Fantástico colocou uma pequena bexiga no local para ver se passa muito ar mesmo. O engenheiro hidráulico Antônio Giansante acompanhou a experiência. A bexiga encheu e estourou.

“Isso indiscutivelmente está mostrando que não tem água, está passando ar e que o hidrômetro está marcando essa passagem de ar”, afirmou o engenheiro hidráulico.

Hidrômetro registra diferença de 3 mil litros antes da água chegar

E após o Fantástico fechar a torneira, o relógio continuou a girar.

“Quando a torneira está fechada, por onde que o ar vai sair? Pela boia da caixa d’água, em cima da casa”, explica Antônio.

Quando o Fantástico começou a gravar, o hidrômetro registrava 141816. E quando a água chegou, quase uma hora e meia depois, o relógio marcava 142112. A quanto isso equivale? Cerca de 3 mil litros – de uma água fantasma.

Segundo a Sabesp, a Companhia de Saneamento Básico de São Paulo, o Abdias não necessariamente vai pagar tudo isso. A empresa diz que o ar que passa pelo hidrômetro também pode voltar e fazer o aparelho girar ao contrário.

“Pode sim entrar ar e sair ar da rede”, diz Samanta Souza, gerente de relacionamento com clientes da Sabesp.

Para o engenheiro hidráulico, o retorno do ar pode contaminar a água: “Existe risco se a instalação predial estiver com algum problema”, ele explica.

“Nós não identificamos isso até o momento, nossos números de reclamações de qualidade de água continuam os mesmos”, afirma Samanta.

Na rua do Abdias, o Fantástico encontrou quatro moradores que também pagam mais na conta d’água.

“Em agosto, o meu consumo médio era de R$ 59,04. A conta de outubro foi R$ 1.199. E, daí por diante, todos os meses, esse valor exorbitante”, conta uma moradora.

“A minha subiu desde agosto, de R$ 33 a R$ 50 reais, para R$ 133, R$ 186”, conta a auxiliar de escritório Cintia Daniela dos Santos Ferreira.

O segundo teste foi na Zona Sul, na casa do Jurandir.  Às 5h45, a água já começava a voltar na casa dele. Ao fazermos o teste da bexiga, sai ar suficiente para enchê-la.

“Em síntese então, eu estou pagando pelo ar?”, questiona Jurandir.

“Sim. Uma parte você está pagando pelo ar”, explica o engenheiro hidráulico.

Consumidores utilizam luva para fechar a passagem de ar dos registros

O Clodomir, de São Bernardo do Campo, Região Metropolitana de São Paulo, que enviou um vídeo mostrando o funcionamento da torneira de casa para o Fantástico, também fez o teste da bexiga.

Outra moradora da Zona Oeste de São Paulo fez uma experiência parecida.

“Deixar fechado né, porque pagar vento não dá”, disse Vanessa.

É o que muita gente está fazendo: fechando o registro. Mas para o engenheiro hidráulico, não está certo.

“Não é o morador que precisa tomar uma providência. É a própria operadora do serviço de água, que tem meios, tem técnicas, colocando válvulas tipo ventosas na rede para evitar esse tipo de problema que efetivamente estamos vendo que está acontecendo”, destaca Antônio.

A Sabesp diz que tem cinco mil válvulas instaladas na Região Metropolitana de São Paulo.

O Ministério Público de São Paulo pediu esclarecimentos à Sabesp sobre a possível cobrança de ar nos hidrômetros. E abriu um inquérito.

Sabesp admite que o problema existe

O presidente de Defesa do Consumidor da OAB Marco Antônio Araújo diz que as pessoas prejudicadas devem filmar o problema, para ter provas e acionar a companhia de água.

“Além disso, nós aconselhamos que ele registre uma reclamação no Procon e também na Agência Nacional de Águas, que é a agência reguladora”, completa Marco Antônio Araújo.

A Sabesp admite que o problema existe, mas diz que são poucos os casos.

“Os hidrômetros são fabricados para trabalhar em uma pressão de estabilidade, em um momento de normalidade, momento pelo qual a Sabesp não está passando hoje. De 25 mil reclamações no mês de janeiro, 20 clientes tinham sido impactados, em um universo de 4,8 milhões de ligações da Região Metropolitana de São Paulo. É mais fácil você ganhar na Quina do que você ser impactado na conta – fazendo uma proporção estatística”, a gerente da Sabesp.

A companhia afirma que revisou as contas do Abdias e do Jurandir. E que está analisando os casos.

“Eu quero que a Sabesp resolva esse problema. Não vou pagar por uma água que eu não utilizei e não estou utilizando”, reclama Abdias.

Fonte: G1

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Calor bate recorde em São Paulo e ultrapassa 40ºC no Rio neste domingo

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Além do calor, a cidade de São Paulo registrou ontem o segundo dia mais seco do ano

Pessoas tomam sol em gramado da Praça Charles Miller, em frente ao estádio do Pacaembu, neste domingo de forte calor na cidade (TIAGO QUEIROZ/Estadão Conteúdo/Agência Estado)

A onda de calor que atinge a região sudeste levou os termômetros da capital paulista a baterem recorde para o ano de 2020, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da cidade. Neste domingo, ele registraram média máxima de 34,8°C.  A maior temperatura máxima absoluta foi em Itaquera, zona leste de São Paulo, com 36,2ºC.

Já no Rio de Janeiro, a temperatura máxima no bairro de Irajá, zona norte da cidade, foi de 41ºC. Esta foi a segunda temperatura mais alta do ano, de acordo com o sistema de monitoramento Alerta Rio. A mais alta havia sido em 30 de janeiro, também em Irajá, quando o calor bateu 41,8ºC.

Além do calor, a cidade de São Paulo registrou ontem o segundo dia mais seco do ano. Os menores índices médios de umidade relativa do ar no município atingiram 21,7%, o que fez com que a Defesa Civil decretasse estado de atenção por conta da baixa umidade do ar em toda a capital.

A previsão para os próximos dias é de calor, com termômetros a 35°C, e baixas taxas de umidade, que ficam próximas de 20%.

Nesta segunda-feira, é esperada a aproximação de uma frente fria e rajadas de ventos que podem atingir 50 Km/h. À noite, a cidade pode registrar chuviscos.

(Com Agência Brasil)

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Brasil tem 809 mortes por covid-19 em 24h; total passa de 138 mil

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De acordo com dados do consórcio de imprensa, o país tem 4.595.335 casos confirmados da doença, sendo mais de 35 mil registrados no período de um dia

(Mauricio Bazilio/Getty Images)

O Brasil tem 138.159 óbitos e 4.595.335 casos confirmados de covid-19, segundo levantamento dos veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de Saúde e divulgado nesta terça-feira, 22.

O balanço, atualizado às 20 horas, mostra que no período de um dia foram registradas 809 vítimas e 35.252 testes reagentes para o coronavírus.

Os dados são compilados pelo consórcio de imprensa que reúne UOL, Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo, G1 e Extra.

A média móvel, que contabiliza o número de óbitos da última semana, é de 707, um aumento de 4% em relação a 14 dias atrás.

Relaxamento da quarentena motiva aumento de mortes em SP

A flexibilização da quarentena teve efeito direto na interrupção do cenário de queda de mortes pelo novo coronavírus no estado de São Paulo, mas há outros fatores que influenciam no aumento das mortes, afirma Domingos Alves, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto.

“Essa queda se deu em um mês que teve cinco semanas seguidas de um feriado. Com esse excesso de fins de semana (em que geralmente o número de casos e óbitos é menor), o número diminui. É um retorno ao patamar em que se encontrava”, afirma.

De acordo com dados apurados pelo Estadão, a média diária de mortes na última semana epidemiológica no estado de São Paulo, encerrada no dia 19, foi de 194, alta de 8% em relação à semana anterior. No entanto, na comparação com os últimos 14 dias, ainda há ligeira queda, de 1%.

Nas últimas semanas, o governo do estado vinha divulgando os dados e o cenário mostrava uma redução ao longo do tempo na média diária de mortes nas semanas epidemiológicas: 252 óbitos na semana 33, depois 230 (semana 34), 222 (semana 35), 196 (semana 36) e 179 (semana 37).

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São Silvestre é adiada pela primeira vez em 95 anos de provas; corrida deve acontecer em julho de 2021

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Por conta da pandemia do coronavírus, organizadores decidiram realizar duas edições do evento apenas em 2021.

Participantes da corrida de São Silvestre, na Avenida Paulista, em foto de 2017 — Foto: Leonardo Benassatto/Reuters

Os organizadores da corrida internacional de São Silvestre decidiram nesta terça-feira (22) adiar o evento para 11 de julho de 2021 por conta da pandemia do coronavírus. Este é o primeiro ano em que a prova não acontecerá desde que o evento foi criado, em 1925. Tradicionalmente, a corrida acontece na cidade de São Paulo todo dia 31 de dezembro e reúne milhares de corredores profissionais e amadores.

“A decisão pela transferência leva em consideração a instabilidade do cenário atual, onde os decretos de quarentena estão sendo postergados, não havendo ainda uma definição de retorno das corridas de rua deste porte até o mês de dezembro”, disse a comissão em nota.

Com a decisão, a previsão é que o ano de 2021 conte com duas edições do evento: uma no dia 11 de julho e outra na tradicional data de 31 de dezembro.

Em julho, a Prefeitura de São Paulo já havia anunciado o cancelamento em 2020 de grandes eventos que reúnem multidões como a Parada LGBT e a Marcha para Jesus, além do adiamento da data do carnaval por conta da pandemia. A gestão municipal, no entanto, ainda não havia anunciado a definição sobre a São Silvestre, pois aguardava posicionamento dos organizadores.

De acordo com a comissão da corrida, a decisão desta terça-feira foi tomada com aprovação da Secretaria Municipal da Casa Civil.

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Chuva forte no RJ causa alagamentos e transtornos; sirenes são acionadas e ruas da capital são interditadas

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Só no Rio, choveu mais nas últimas 24 horas do que o previsto para setembro. Cidade está em estágio de atenção desde as 8h15 desta terça (22). Várias ruas estão alagadas e houve interrupção nos transportes. Tetos de unidades de saúde caíram.

Árvore cai na Rua Jardim Botânico — Foto: Reprodução

A chuva no Rio causa transtornos para moradores da Região Metropolitana.

Chove forte desde a madrugada desta terça-feira (22) em vários pontos da capital, Niterói, São Gonçalo e Baixada Fluminense. Desde 8h15, o município do Rio está em estágio de atenção devido ao temporal.

No início da tarde, o Centro de Operações da Prefeitura do Rio informou que só na capital, já choveu mais nas últimas 24 horas do que o esperado para todo o mês.

Alto da Boa Vista foi fechado por volta das 14h após atingir 265,0mm, o equivalente a 178% a mais de chuva em relação à média histórica para setembro (148,3 mm), de acordo com o Centro de Operações.

Na Zona Oeste, na Grota Funda, a média histórica é de 107,3mm e, nas últimas 24 horas, já choveu 188,4mm.

Um dos núcleos de chuva está estacionado na altura do Maciço da Tijuca,, região do Alto e da Zona Sul.

No final da tarde, por volta das 17h30, o sistema Alerta Rio da prefeitura informou que a chuva perdia força na região e a previsão era de chuva fraca a moderada nas próximas horas..

Seis ruas e avenidas tinham bloqueio total ao trânsito. Por volta das 16h, a queda de uma árvore interditou nos dois sentidos a Rua Jardim Botânico, uma das principais ruas da Zona Sul da cidade. Bombeiros trabalhavam no local para fazer a liberação do trânsito.

Confira quais são as outras interdições mais abaixo na reportagem.

As sirenes de alerta de 17 comunidades foram acionadas. O teto de três unidades de saúde caíram com a intensidade da chuva.

Desde as 10h30, os aeroportos Santos Dumont, no Centro, e o Internacional do Galeão, na Zona Norte, operam com a ajuda de instrumentos.

Por volta do mesmo horário, um trecho do corredor Transoeste do BRT foi fechado.

Também chove forte em outras regiões do estado do Rio. Na Região dos Lagos, foram registrados alagamentos e famílias estão desalojadas. Veja mais informações abaixo na reportagem.

Sirenes acionadas

A Defesa Civil municipal informou que, até as 15h50, foram acionadas as sirenes nas seguintes comunidades:

  • – Rocinha (7 sirenes) – 08:10;
  • – Formiga (3 sirenes) – 10:40;
  • – Sitio Pai João (1 sirene) – 10:53;
  • – Guararapes (1 sirene) – 11:48;
  • – Salgueiro (2 sirenes) – 12:49;
  • – Sumaré (2 sirenes) – 12:49;
  • – Borel (4 sirenes) – 13:56;
  • – Santa Marta (2 sirenes) – 13:57;
  • – Ladeira dos Tabajaras (1 sirene) – 14:10;
  • – Cabritos (2 sirenes) – 14:10;
  • – Escondidinho (1 sirene) – 14:10;
  • – Prazeres (1 sirene) – 14:10;
  • – Vila Elza (1 sirene) – 14:10;
  • – Babilônia (1 sirene) – 14:51.
  • – Chapéu Mangueira (2 sirenes) – 22/09/2020 – 14:51;
  • – Cantagalo (2 sirenes) – 22/09/2020 – 14:51;
  • – Pavão-Pavãozinho (3 sirenes) – 22/09/2020 – 14:51;

O Sistema de Alerta e Alarme Comunitário para Chuvas Fortes da Prefeitura do Rio monitora, ao todo, 103 comunidades de alto risco geológico, acionando as sirenes em caso de atingimento dos índices pluviométricos necessários para a desocupação preventiva.

Às 14h40, várias vias tinham grande acúmulo de água. Pelo menos 6 estavam interditadas.

  • Alto da Boa Vista (alagamento);
  • Rua Jardim Botânico (alagamento);
  • Rua do Catete (alagamento);
  • Av. Borges de Medeiros (alagamento);
  • Av. Mem de Sá; (queda de árvore);
  • Estrada da Gávea Pequena (deslizamento de terra).

Na Avenida Armando Lombardi, na Zona Oeste, a pista sentido Zona Sul ficou alagada. Motoristas encontravam dificuldade para passar pela Rua Paulo Mazzucchelli. A calçada foi completamente oculta pela água. Confira abaixo outras interdições.

Alagamentos e interdições

No Rio, várias alagamentos foram registrados e em alguns bairros, as ruas foram interditadas e isso torna o trânsito difícil. Às 13h, várias vias tinham grande acúmulo de água. Pelo menos 4 estavam interditadas. Confira abaixo os principais pontos:

Zona Oeste

  • Av. Ministro Ivan Lins, altura do Hotel IBIS, na Barra da Tijuca, sentido São Conrado
  • Av. Ministro Ivan Lins, altura da Praça Euvaldo Lodi, na Barra da Tijuca, sentido São Conrado
  • Av. Armando Lombardi, altura do Barra Point, na Barra da Tijuca, sentido Recreio
  • Av. Armando Lombardi, altura da R. Aldo Bonadei, na Barra da Tijuca, sentido São Conrado
  • Av. das Américas, altura do Downtown, na Barra da Tijuca, sentido S. Conrado (pista central)
  • Av. das Américas, altura do Barra Garden, na Barra da Tijuca, Sent. S. Conrado (pista lateral)
  • Estrada da Barra da Tijuca, nº1.020, no Itanhangá, sentido Alto
  • Estrada da Pedra, em Guaratiba, próximo do número 5.000
  • Estrada dos Bandeirantes, em Varges Grande
  • Estrada do Catonho, nº 17, sentido Sulacap
  • Av. Lúcio Costa, altura da Ponte Lúcio Costa

Zona Sul

  • Av. Epitácio Pessoa, sentido Rebouças, altura da R Fonte da Saudade
  • Av. Borges de Medeiros, altura da Praça Marcos Tamoyo
  • R. Humaitá – Alt. R. da Saudade – Humaitá – sentido Lagoa
  • Rua do Catete, altura da R Silveira Martins, no Catete – INTERDITADA
  • Rua do Catete, altura da R Pedro Américo, no Catete – INTERDITADA
  • Rua Prof. Saldanha, altura da R. Jardim Botânico – INTERDITADA
  • Rua Jardim Botânico, altura da R. Pacheco Leão, no Jardim Botânico – INTERDITADA
  • Lagoa-Barra, entrada do túnel Zuzu Angel, em São Conrado, sentido Lagoa
Localização dos principais pontos de alagamento no Rio do começo da tarde desta terça-feira (22) — Foto: Reprodução/ TV Globo

Localização dos principais pontos de alagamento no Rio do começo da tarde desta terça-feira (22) — Foto: Reprodução/ TV Globo..

Ruas do Catete viram um rio

No Catete, na Zona Sul, um rio se formou na esquina das ruas do Catete com Silveira Martins.

O ponto, próximo ao Museu da República, é conhecido pelos alagamentos. O trânsito não foi interrompido, mas poucos motoristas se arriscam a passar no meio da água. Alguns carros foram abandonados.

Poucos motoristas se arriscavam a passar pela esquina das ruas do Catete com Silveira Martins, na Zona Sul do Rio — Foto: Reprodução/ TV Globo

Poucos motoristas se arriscavam a passar pela esquina das ruas do Catete com Silveira Martins, na Zona Sul do Rio — Foto: Reprodução/ TV Globo

 

Rio das Pedras

Em Rio das Pedras, na Zona Oeste, um colchão foi arrastado para o meio da rua. Chove forte desde a noite de segunda (21) e os moradores fizeram um esforço para tentar desentupir os bueiros.

Comerciantes colocaram tapumes na tentativa de evitar que a água dos alagamentos entrasse nas lojas.

Poucos motoristas se arriscam a passar por alagamento no Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio — Foto: Reprodução/ TV Globo

Poucos motoristas se arriscam a passar por alagamento no Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio — Foto: Reprodução/ TV Globo

Centros de saúde

A chuva também causou estragos nos centros de saúde da cidade. No Centro Municipal de Saúde Dr. Alvimar Carvalho, em Pedra de Guaratiba, a água escorreu do teto no local onde os pacientes aguardam por atendimento.

Na Clínica da Família Manuel Fernandes de Araújo, na Pavuna, as calhas entupiram e parte do teto cedeu.

Na Clínica Vila do João, na Maré, parte do teto de gesso já tinha caído por causa de outra chuva, mas não houve reparo e o problema piorou. A Rio Saúde informou que acionou a empresa de manutenção para fazer o conserto.

Na Clínica da Família Manuel Fernandes de Araújo, na Pavuna, as calhas entupiram e parte do teto cedeu — Foto: Reprodução/ TV Globo

Na Clínica da Família Manuel Fernandes de Araújo, na Pavuna, as calhas entupiram e parte do teto cedeu — Foto: Reprodução/ TV Globo.

No Centro Municipal de Saúde Dr. Alvimar Carvalho, em Pedra de Guaratiba, a água escorreu do teto no local onde os pacientes aguardam por atendimento. — Foto: Reprodução/ TV Globo

No Centro Municipal de Saúde Dr. Alvimar Carvalho, em Pedra de Guaratiba, a água escorreu do teto no local onde os pacientes aguardam por atendimento. — Foto: Reprodução/ TV Globo

Chuva na manhã

Pela manhã, as vias com maior acúmulo de água eram as avenidas Ministro Ivan Lins e Armando Lombardi, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Porém, ao longo da manhã foram registrados bolsões d’água nas avenidas Niemeyer, das Américas e Ayrton Senna.

Equipes da prefeitura trabalhavam também para limpar a Rua Humaitá e as avenidas Borges de Medeiros e Francisco Bicalho, onde bolsões d’água se formaram.

Quedas de árvores, galhos e poste

Entre a noite de segunda e a madrugada desta terça-feira (21 e 22/09), foram registradas nove quedas de árvores no município do Rio, sendo cinco em andamento e quatro já finalizadas.

Em andamento:

  • Curva Anísio, sentido Av. Ayrton Senna/Linha Amarela
  • R. Capitão Salomão, no Humaitá
  • Lagoa-Barra, no acesso para o Túnel Zuzu Angel, sentido Lagoa
  • Rua José Higino, altura da Av. Maracanã (próximo ao Extra), na Tijuca
  • Av. Mem de Sá, altura da R. do Rezende

Há também uma queda de poste na Estrada Roberto Burle Marx, altura do nº 4181, em Barra de Guaratiba. A via está parcialmente ocupada.

Rio tem bolsões d'água e pontos com acúmulo de água no começo da manhã desta terça-feira (22) — Foto: Reprodução/ TV Globo

Rio tem bolsões d’água e pontos com acúmulo de água no começo da manhã desta terça-feira (22) — Foto: Reprodução/ TV Globo

Niterói e São Gonçalo

Devido a núcleos de chuva, de intensidade moderada a forte, que avançam no Rio de Janeiro para a cidade de Niterói, o município está em estágio de atenção desde as 10h25.

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Toda a população de SP será vacinada até fevereiro de 2021, diz Doria

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De acordo com o governo do estado, a previsão é de que a vacinação contra a covid-19 comece em dezembro deste ano

(Governo do Estado de São Paulo/Divulgação)

 

Os 46 milhões de habitantes do estado de São Paulo serão vacinados contra a covid-19 até fevereiro de 2021. A afirmação foi feita pelo governador João Doria em entrevista coletiva nesta segunda-feira, 21.

O estado, por meio do Instituto Butantan, desenvolve um imunizante junto com o laboratório chinês Sinovac. Os testes estão na fase 3, a última antes de comprovar a eficácia, e a expectativa é que este processo vá até outubro. Com a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a imunização poderia começar já em dezembro.

“Aos brasileiros de São Paulo garanto que teremos a vacina para atender a totalidade da população já no final deste ano e ao longo dos dois primeiros meses de 2021. Temos  que, evidentemente, terminar esta terceira fase de testagem e esperamos que tudo ocorra bem.”

disse Doria em entrevista no Palácio dos Bandeirantes

Nos próximos dias, o Butantan vai receber as primeiras 5 milhões de doses da vacina e a expectativa é de que até dezembro o total importado chegue a 46 milhões de doses. Em 2021, um total de 100 milhões.

Além da importação, o governo de São Paulo vai construir uma fábrica com capacidade de produzir 120 milhões de doses da vacina . De acordo com a previsão feita pelo governo de São Paulo, as obras serão iniciadas em novembro deste ano e o projeto executivo já foi contratado.

Parte do investimento — 160 milhões de reais — vem da iniciativa privada. Outra parte do dinheiro — perto de 2 bilhões de reais — ainda depende do Ministério da Saúde. O governo federal ainda não respondeu se vai investir na vacina desenvolvida pelo Butantan.

Para captar todo o recurso necessário para concluir a obra, o governo do estado está fazendo a interlocução com a iniciativa privada. Este processo é feito pelo vice-governador Rodrigo Garcia e por Wilson Mello, presidente da InvestSP, braço de investimentos do governo paulista.

 

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Mato Grosso pede Força Nacional contra queimadas no Pantanal

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Segundo o governo estadual, a União já sinalizou que vai enviar o reforço para conter as queimadas que já destruíram cerca de 15% do Pantanal

Defesa Civil informou que houve redução de 20% dos focos de incêndios de sábado para domingo (NurPhoto / Colaborador/Getty Images)

O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), formalizará nesta segunda-feira, 20, pedido ao Ministério da Justiça e Segurança Pública para envio da Força Nacional para atuar no combate às queimadas no Pantanal e em outras regiões do Estado. Segundo o governo estadual, a União já sinalizou que vai enviar o reforço. No fim de semana, as chuvas ajudaram a reduzir os focos de incêndio, que já destruíram cerca de 15% do bioma.

De acordo com o secretário-chefe da Casa Civil do Mato Grosso, Mauro Carvalho, a informação do envio da Força Nacional foi confirmada pelo secretário especial adjunto da Secretaria Especial de Assuntos Federativos da Secretaria de Governo da Presidência da República, Júlio Alexandre. Procurada, a pasta da Justiça não respondeu até 20h30 de ontem.

“O governador vai solicitar já de manhã todo o apoio de estrutura e de pessoas para contribuir com o combate aos incêndios em todo o Estado do Mato Grosso. Já temos o apoio do Exército, que está na região do Araguaia, temos o apoio da Marinha, que está no Pantanal, mas a Força Nacional vem somar mais esforços no combate aos focos de incêndios”, disse Carvalho ao Estadão.

Segundo ele, a Defesa Civil informou que houve redução de 20% dos focos de incêndios de sábado para domingo graças às chuvas na região. A precipitação, ainda fraca, foi registrada na região de Poconé, a 100 quilômetros de Cuiabá. Segundo o Corpo de Bombeiros, só em 72 horas será possível avaliação mais precisa sobre a evolução dos incêndios. O intervalo coincide com a previsão de mais chuvas no Pantanal, que devem atingir a região até amanhã.

Carvalho afirmou que ainda não há dados sobre a estrutura e o número de efetivo federal a ser deslocado para o Estado. “Vamos priorizar as áreas que têm mais necessidade hoje. Em função das chuvas, tem áreas que já não tem tanta necessidade como na semana passada. Uma reunião estratégica vai definir os locais onde a Força Nacional vai atuar”, disse.

Na semana passada, o governo mandou o ministro Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, a Mato Grosso, anunciar recursos. Ao todo, a pasta liberou R$ 13,9 milhões para o enfrentamento das queimadas. Segundo o Ministério da Defesa, as Forças Armadas coordenam operação de combate aos incêndios que emprega, neste momento, 542 profissionais.

Ontem, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes usou sua conta no Twitter para criticar os incêndios na região. “As queimadas no Pantanal representam um risco crítico ao bioma. Animais estão morrendo. Milhares de famílias que sobrevivem do Rio Paraguai, que já atingiu seu menor nível em 50 anos, estão em risco”, escreveu.

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Hoje é

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

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