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SP aumenta horário do comércio e capacidade de ocupação para 80%

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Também foi retirado o toque de recolher. Essa nova flexibilização vai ter início no dia 1º de agosto e fica em vigor até 16 de agosto

(crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil)

O governo de São Paulo anunciou hoje (28) mais uma flexibilização no Plano São Paulo, plano que regula o funcionamento das atividades econômicas e de serviços durante o período da pandemia do novo coronavírus. Com isso, o estado de São Paulo vai permanecer na fase de transição, mas com ampliação do horário de funcionamento e também da taxa de ocupação no comércio. Também foi retirado o toque de recolher. Essa nova flexibilização vai ter início no dia 1º de agosto e fica em vigor até 16 de agosto.

Com a flexibilização, o horário de funcionamento do comércio e de serviços vai ser estendido das 23h para até a meia-noite e a capacidade de ocupação foi aumentada de 60% para 80%. O toque de recolher, que ocorria entre 23h e 5h, foi abolido. A partir de 1ª de agosto, o funcionamento dos parques estaduais também vai voltar ao horário normal, que ocorria antes da pandemia.

Eventos que gerem aglomeração como shows, casas noturnas e competições esportivas com público, por exemplo, continuam proibidos no estado.

A fase de transição está em vigor no estado desde o dia 18 de abril, após o governo ter decretado uma fase mais restritiva em março por causa do aumento dos casos de covid-19.

A partir de 17 de agosto, quando essa fase terminar, o governo prevê retirar todas as limitações para funcionamento das atividades do estado, ou seja, não haverá mais limite de ocupação ou de horário. O anúncio foi feito pelo governador de São Paulo, João Doria, que voltou hoje (28) a participar das entrevistas coletivas, após ter sido se recuperado de uma reinfecção pelo novo coronavírus.

Casos de covid-19

Na semana passada, o estado de São Paulo apresentou queda no número de novas internações, de novos casos e de mortes por covid-19. A redução foi de 20,6% no número de diagnósticos, com média móvel de 8.605 casos por dia, segunda média mais baixa do ano. Até agora, a menor média móvel de casos ocorreu na Semana Epidemiológica 7, com média móvel de 8.573 casos por dia.

Nas internações, a queda foi de 18,3% na semana passada em relação à semana anterior, com média diária de 1.262 internações, a mais baixa do ano. Já em relação às mortes, a queda foi de 9,6% no mesmo período de comparação, com média móvel de 349 mortes por dia, ainda muito acima da primeira semana deste ano, quando eram registradas 213 mortes por dia.

A queda nos indicadores, segundo o governo paulista, se deve ao avanço da vacinação contra a covid-19. No entanto, apesar da queda, os números ainda são altos, por isso, medidas como uso de máscara e evitar aglomerações serão mantidas. Há um temor entre especialistas de que a chegada da variante Delta [que surgiu na Índia] a São Paulo possa também provocar um novo aumento no número de casos.

Em relação ao pico da segunda onda da pandemia, que ocorreu entre os meses de março e abril deste ano, o estado de São Paulo apresentou queda de 51,3% no número de casos, de 62,7% em internações e de 57,1% no número de óbitos.

A taxa de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) está atualmente em 53% no estado, sendo a menor taxa observada este ano. Há 5.907 pessoas internadas em estado grave em todo o estado e 5.555 internadas em enfermarias.

População em situação de rua

Durante a coletiva à imprensa, o governo anunciou um programa de ajuda à população em situação de rua, principalmente por causa das temperaturas muito baixas que são previstas para os próximos dias – e que podem ser as mais baixas do ano. O programa, chamado de Noites Solidárias, pretende oferecer abrigo à população em situação de rua entre as 20h e 8h da manhã, na estação de metrô Pedro II, no centro da capital paulista. Nessa estação poderão ser acolhidas 400 pessoas do sexo masculino, informou o governo paulista.

A ação vai funcionar entre os dias 28 e 31 de julho, das 20h as 8h. O governo também prevê distribuir 83 mil cobertores térmicos; 2,3 mil agasalhos; e 23 mil pares de meias a municípios paulistas. Também serão abertas duas mil vagas de alojamento provisório à população em situação de rua em 134 cidades do estado, em um investimento de R$ 3,7 milhões, segundo o governo.

A prefeitura de São Paulo também vai ampliar a capacidade de acolhimento para esses dias mais frios. Em entrevista coletiva à imprensa hoje ao lado do governador, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse que a prefeitura instalou cinco tendas estratégicas (nas regiões da Sé, Mooca, Lapa, Santo Amaro e Luz) para atender essas pessoas. A prefeitura pretende ainda distribuir cinco mil pratos de sopa por noite, além de cobertores, agasalhos e chocolate quente.

Haverá ônibus com saídas da Praça Princesa Isabel, do Terminal Tietê, da Praça da Sé e do Patio do Collegio para levar essas pessoas para dois clubes na cidade, onde ficarão abrigadas. Também foi ampliado o número de vagas em abrigos.

“Também depende de cada um de nós. Cada um deve levar, ao sair de casa, um pequeno kit de sobrevivência, um par de meias, um agasalho ou uma bebida quente e, se encontrar uma pessoa em situação de rua no caminho, vá até ele, expresse seu carinho e sua atenção e entregue isso a ele”, disse o padre Julio Lancellotti, da Pastoral do Povo de Rua da Arquidiciose de São Paulo. Ele também alertou para que as pessoas, ao encontrar alguém na rua em dificuldades, ligue 156, serviço da prefeitura que ajuda no acolhimento.

Fonte: Correio Braziliense

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Quadro insuficiente prejudica atuação do Ibama, diz auditor do TCU

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Rafael Torres falou hoje na Comissão de Meio Ambiente do Senado.

Augusto/Ibama© Fernando Augusto/Ibama

A redução do quadro de servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a divulgação de mensagens inadequadas por autoridades foram apontados como fatores prejudiciais para o combate ao desmatamento na Amazônia Legal brasileira. A afirmação foi feita pelo auditor Federal de Controle Externo do Tribunal de Contas da União (TCU) Rafael Torres hoje (15) na Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado.

Coordenador da auditoria feita pelo TCU na região – que abrange a totalidade dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, de Rondônia, Roraima, Mato Grosso, do Tocantins e parte do Maranhão –, Torres apontou também como problema para a atuação dos agentes ambientais federais a ausência de definição das competências dos principais atores envolvidos na formulação e coordenação da política de prevenção e combate ao desmatamento ilegal.

“A gente identificou diversas mensagens proferidas em discursos por altas autoridades do governo federal desqualificando a atuação das entidades que participam do processo de combate ao desmatamento. [Essas mensagens] Têm deslegitimado o trabalho de fiscalização realizado pelo Ibama e reduzido seu poder dissuasório no controle do desmatamento”, disse o representante do TCU na audiência.

Segundo ele, essas mensagens têm prejudicado o desempenho do Ibama, além de “incentivar a prática de atos que geram aumento do desmatamento ilegal da Amazônia Legal”, uma vez que há “evidências de influência dessas lideranças no comportamento das pessoas em geral e na atuação de subordinados e de organizações a eles vinculados”.

Lembrando que o Ibama exerce poder de polícia ambiental, o auditor do TCU destacou que informações fornecidas pelo próprio instituto apontam o “aumento da violência contra os fiscais do órgão nos últimos anos”.

Outro ponto abordado no relatório produzido por Torres está ligado à “inadequação do emprego do expediente da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para o combate ao desmatamento”. Segundo ele, alguns desses problemas são, inclusive, de ordem jurídica.

“Nos últimos anos, o governo federal se valeu de operações de GLO para combater o desmatamento. Inicialmente, queimadas e, depois, desmatamento. O relatório, no entanto, aponta alguns problemas ligados à utilização desse mecanismo. Falta expertise aos militares, já que não é atribuição regular dos militares combater o desmatamento”, detalhou.

De acordo com o representante do TCU, as Forças Armadas podem e devem, em muitos casos, participar, dando apoio logístico e na questão de segurança das operações. No entanto, segundo ele, “evidenciamos diversos problemas de coordenação que mostram que possivelmente esse mecanismo não é o mais adequado para tratar do tema”.

Outro problema apontado pelo relatório do tribunal foi a redução do número de servidores do Ibama desempenhando atividades de fiscalização. “Isso é um problema geral do Ibama, não restrito à área de fiscalização”, disse.

Diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Samuel Vieira de Souza disse que a força de trabalho do órgão conta atualmente com 668 agentes ambientais. “Destes, apenas 281 estão aptos para realizar as fiscalizações; e 387 inaptos para trabalho de campo, por questão de idade, comorbidade ou doença”, disse.

Vieira acrescentou que a faixa etária média desses agentes ambientais federais é de 51 anos., “Ou seja, é uma força de trabalho que já tem certa idade, [avançada] para realizar trabalho duro, principalmente, para ações no interior da Amazônia, onde há poucas condições de traficabilidade, tanto via aérea como terrestre”.

“Quem acompanha de perto as ações de fiscalização sabe da dificuldade que temos às vezes para trafegar pequenas distâncias”, acrescentou. O diretor informou que o Ibama já obteve autorização para realizar um concurso para a seleção de 568 novos servidores, mas que nem todos trabalharão na área ambiental.

A expectativa do gestor é a de preparar, deste total, entre 400 e 450 novos agentes ambientais, de forma a capacitá-los para o trabalho em campo. “Costumo dizer que a cama é king size e o cobertor é de solteiro infantil, porque o país é imenso e são cinco biomas para atuarmos”, disse.

Com relação ao uso da GLO nas ações de combate ao desmatamento na Amazônia Legal, o diretor disse que “não se faz operação na Amazônia, sem logística”, e que, para isso, em muitos casos é necessário recorrer às Forças Armadas.

 

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Por falta de doses, Rio atrasará calendário da terceira dose em 4 dias

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Segundo o município, a quantidade de imunizantes foi inferior ao previsto para este mês

Vacina Clover: dos casos positivos, 38% foram provocados pela variante Delta, 25% pela MU, 9% pela Gama e 8% pela beta, entre outros (Morsa Images/Getty Images)

A Prefeitura do Rio comunicou, nesta sexta-feira, que o calendário da aplicação da terceira dose da vacina contra a Covid-19 será atrasado em quatro dias. A administração municipal informou que o Ministério da Saúde forneceu um número de doses de imunizantes menor que o prometido para outubro. Com isso, os idosos de 67 anos, que tomariam a dose de reforço neste sábado, vão recebê-la a partir da próxima quinta-feira.

O anúncio foi feito na entrevista coletiva de divulgação do 41° boletim epidemiológico do município. Na ocasião, o prefeito Eduardo Paes, que historicamente criticou o governo federal pela demora na entrega de vacinas, minimizou o episódio.

— Gostaria de dar mais uma vez meu agradecimento público ao Ministério da Saúde, que nos atendeu quando cobramos — disse. — (A demora) É perfeitamente aceitável. Existe algum atraso, algo que estava previsto. Reclamei no início para que pudéssemos tomar decisões, mas agora a coisa está fluindo. Há aqui uma pressão, mas não uma reclamação.

Deste sábado até a próxima quarta-feira, idosos com 68 anos ou mais podem tomar a dose de reforço. A prefeitura frisa que a segunda dose continuará sendo aplicada normalmente.

Segundo a Secretaria municipal de Saúde (SMS), há uma discrepância de 311 mil doses entre a quantidade de vacinas inicialmente prometidas pelo governo federal para outubro e o total que de fato será enviado até o fim do mês.

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Carregamento com 3,2 milhões de doses da Pfizer chega ao Brasil

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Até o domingo mais 10 milhões de doses devem chegar ao país

Fotos: Hélia Scheppa/Arquivo/SEI(Fotos Públicas)

Chegarou hoje (15) ao Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), um carregamento com 3,2 milhões de doses da vacina contra a covid-19 da Pfizer. Ontem (14), o laboratório norte-americano já havia feito a entrega de 912,6 mil doses. A previsão é de que até o próximo domingo (17), desembarquem no Brasil mais 10 milhões de doses do imunizante.

Os lotes fazem parte do contrato assinado com o Ministério da Saúde para fornecimento de 100 milhões de doses da vacina até dezembro. A farmacêutica já fez a entrega de 100 milhões de doses previstas no primeiro termo assinado com o governo brasileiro.

O Ministério da Saúde já distribuiu 310,5 milhões de doses de vacinas contra o novo coronavírus de quatro laboratórios para serem aplicadas em todo o país. Ontem, o Brasil atingiu a marca de 100 milhões de pessoas completamente imunizadas contra a covid-19 com duas doses ou dose única. Agência Brasil

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Mar vai ‘engolir’ Recife? Entenda por que cidade é a capital brasileira mais ameaçada pelas mudanças climáticas

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Relatório da ONU mostrou que a capital pernambucana é a 16ª cidade mais ameaçada do mundo. Geografia, densidade demográfica e desigualdade social agravam a situação, segundo especialistas.

Recife é uma cidade no nível do mar e cortada por rios; na foto, vista da região central da capital, com mar ao fundo e rio em primeiro plano — Foto: Reprodução/TV Globo

O Recife é a capital brasileira mais ameaçada pelo avanço do nível do mar, de acordo com o Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU).

O relatório também aponta a “Veneza brasileira” na 16ª posição entre as cidades do planeta que correm mais risco.

Entre as conclusões do relatório mais recente do IPCC, divulgadas em agosto, está a estimativa de que os seres humanos tenham sido responsáveis por um aumento de 1,07°C na temperatura do planeta.

aumento do nível do mar é apenas um dos efeitos das constantes mudanças climáticas apontadas pelos especialistas.

Diversos aspectos fazem com que o Recife seja a cidade mais afetada pelo avanço marítimo, como a geografia, a densidade demográfica e até mesmo a desigualdade social, segundo especialistas. Não quer dizer que a capital vai ser ‘engolida’ pelo oceano, mas sim que tem muitos desafios a enfrentar.

Em 2019, a prefeitura publicou um decreto reconhecendo a emergência climática na capital e anunciou que incluiria o tema no currículo das escolas.

Vista da Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, evidencia proximidade de prédios e mar — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press

Vista da Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, evidencia proximidade de prédios e mar — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press

Águas como patrimônio

Para discutir os efeitos e possíveis ações para minimizá-los, ocorre em Recife, até a sexta-feira (15), o Fórum Internacional Recife Exchange Netherlands (RXN), que tem como tema “águas como patrimônio: visões e estratégias sobre o aumento do nível do mar no Recife e Países Baixos”. A inscrição é gratuita.

De acordo com o professor Marcus Silva, do departamento de oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), durante o século 20, estima-se que o nível do mar tenha sido elevado entre 30 e 40 centímetros, a nível global. No entanto, cada região é afetada diferentemente pela mudança.

“As cidades apontadas no relatório são Recife, Rio de Janeiro e Santos (SP). Aqui, temos a questão do nível da cidade em relação ao mar, já que o Recife é a cidade mais baixa do Brasil, está no nível do mar. Além disso, a cidade tem uma zona urbana muito próxima da planície estuarina. São Luís, por exemplo, é mais alta, e não deve ter tanto problema”, explicou Marcus Silva.

Pedras foram colocadas para conter avanço do mar na Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Pedras foram colocadas para conter avanço do mar na Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Os especialistas apontam que a velocidade com que o mar avança tem aumentado exponencialmente, cada vez mais rapidamente. Isso não significa, no entanto, que as cidades devam ser tomadas pelas águas e deixar de existir, mas sim que vão surgir problemas problemas, específicos de cada localidade, aos poucos.

Temos um patrimônio histórico e cultural muito próximo do mar, e isso aliado a um adensamento populacional e uso do solo extremos, dentro de uma zona costeira. Há uma população em vulnerabilidade social, porque no Recife a desigualdade, a diferença social é grande. Há comunidades que subsistem do que vem do estuário, como no Bode, Ilha de Deus, Brasília Teimosa [Zona Sul] e Afogados [Zona Oeste]”, declarou.

No Fórum Recife Exchange Netherlands, os pesquisadores buscam pensar formas de se adaptar ao avanço do mar. “São soluções de adaptação e proteção. Precisamos, o máximo que pudermos, pensar num convívio compartilhado com a água”, diz.

Recife é uma cidade no nível do mar e cortada por rios; na foto, vista da região central da capital, com mar ao fundo e rio em primeiro plano — Foto: Reprodução/TV Globo

Recife é uma cidade no nível do mar e cortada por rios; na foto, vista da região central da capital, com mar ao fundo e rio em primeiro plano — Foto: Reprodução/TV Globo

Para Marcus Silva, uma das alternativas pensadas pelos especialistas incluem, por exemplo, a engorda da Praia de Boa Viagem, cuja orla é imediatamente repleta de prédios e edificações em frente ao mar. Processo semelhante foi concluído em 2013 em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife.

O que diz a prefeitura

Por meio de nota, a administração afirmou que busca caminhos e soluções que dialoguem com a agenda global de sustentabilidade e que a cidade “vem adotando uma série de medidas através de um planejamento público para mitigação dos futuros impactos de forma coordenada, integrada e em parcerias locais e internacionais”.

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Prefeitura de SP decide manter obrigatoriedade do uso de máscaras em locais públicos

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Na semana passada, gestão municipal chegou a anunciar que pretendia relaxar a regra a partir da segunda quinzena de outubro. Medida foi criticada por especialistas e pelo Conselho de Secretários da Saúde.

Fotos: Camila Batista / Semsa( Fotos Públicas)

A Prefeitura de São Paulo mudou de ideia e decidiu manter a obrigatoriedade da utilização de máscaras de proteção facial contra a Covid-19 em locais públicos. A decisão foi confirmada no início da tarde desta quinta (14), em coletiva de imprensa virtual.

Na semana passada, a gestão municipal afirmou que pretendia flexibilizar a regra em ambientes externos a partir da segunda quinzena de outubro. A proposta era avaliada pela área técnica da secretaria Municipal da Saúde.

Em nota, a gestão municipal nega que tenha recuado. Afirma que a medida estava apenas em estudo.

A prefeitura não deve estabelecer uma nova data exata para liberar a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais públicos ao ar livre.

A previsão é a de que a regra seja mantida até pelo menos meados de novembro.

Um dos tópicos do estudo realizado pela gestão municipal aponta a “importância da manutenção das medidas não farmacológicas de prevenção”.

Destaca, ainda, a “importância do isolamento do caso e quarentena  de contatos próximos para interromper a cadeia de transmissão”.

Nota do Conselho de Secretários da Saude

Na semana passada, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgou uma nota nesta sexta-feira (8) na qual defende a manutenção da obrigatoriedade do uso de máscaras no Brasil.

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Nove estados liberam retorno das aulas presenciais para todos os alunos; veja situação pelo país

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Governo de SP, que tem a maior rede do país, anunciou na quarta-feira (13) que, a partir de 18 de outubro, atividades serão 100% presenciais.

Escolas estaduais de Mato Grosso retomam aulas 100% presenciais na segunda-feira (18). — Foto: Tchélo Figueiredo/SECOM-MT

As aulas presenciais para todos os alunos, todos os dias, foram autorizadas na rede estadual em 9 estados do país,  Em outros 12, as aulas ainda seguem formato híbrido — ou seja, parte presenciais e parte à distância. Em 2 estados, o retorno obrigatório é só para parte dos estudantes.

  • Já autorizaram retorno das aulas presenciais: AM, AP, CE, ES, MA, MS, PA, PR e SC;
  • Definiram data de retorno: BA, MT, PI e SP;
  • Retomaram para alguns anos: AL e RR;
  • Seguem com aulas em formato híbrido: AC, DF, GO, MG, PB, PE, RJ, RN, RS, SE e TO.

As aulas presenciais já estão autorizadas em Amapá, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná e Santa Catarina.

Em Roraima, as aulas presenciais foram retomadas apenas para o último ano do Ensino Médio e para o Ensino de Jovens e Adultos (EJA). Em Alagoas, o estado autorizou a volta presencial para alunos do 5º e do 9ª anos do Ensino Fundamental e para estudantes do 3º ano do Ensino Médio.

Na quarta-feira (18), o governo de São Paulo anunciou que as aulas presenciais voltam a ser obrigatórias para 100% dos alunos no estado a partir da próxima segunda-feira (18), mesma data em que serão retomadas as aulas neste formato na Bahia e em Mato Grosso.

Especialistas pedem reformas e protocolos

Ethel Maciel, phD em Epidemiologia pela Universidade Johns Hopkins e professora titular da Universidade Federal do Espírito Santos (Ufes), só concorda com a volta do ensino 100% presencial e obrigatório nas escolas de São Paulo mediante a manutenção dos protocolos da OMS e ao menos a disponibilização de testes.

“Temos que pensar no retorno sob o ponto de vista pedagógico, mas epidemiológico, e sob este último o panorama ainda é ruim. Ainda não há vacinas para as crianças e os adolescentes acabaram de tomar a 1ª dose. A falta dessa proteção propicia a transmissão, de modo que é ruim retomar sem a que a gente tenha ao menos um programa de testagem. Isso já traria uma segurança porque poderíamos monitorar as crianças, os familiares e uma orientação sobre o que fazer em casos positivos”, argumentou.

O professor Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação, acompanha a doutora Ethel sobre o receio, e alerta sobre a estrutura das escolas para esta nova fase no ensino durante a pandemia.

“Eu acho um tanto preocupante este retorno. As crianças não estão todas vacinadas, ainda tem havido muitos relatos de professores com Covid-19 e soube de poucas obras para adequar as escolas para essa situação, com refeitórios e banheiros públicos ainda um tanto descuidados, sem ventilação, com necessidade de aumentar as equipes da limpeza. É mesmo gravíssimo o prejuízo que o ensino à distância causa, mas a perda da vida também é”, argumentou Janine.

Veja a situação por estado:

Alagoas

O estado autorizou, no final de setembro, a volta das aulas presenciais para alunos do 5º e do 9ª anos do Ensino Fundamental e para estudantes do 3º ano do Ensino Médio.

Amapá

No estado, as aulas presenciais estão autorizadas para todas as etapas de ensino desde 2 de agosto. Na prática, o retorno depende da adaptação de cada escola às regras de distanciamento e outras medidas de segurança e, por isso, algumas escolas ainda seguem com aulas remotas.

Amazonas

As aulas na rede estadual do Amazonas voltaram a ser 100% presenciais no final de agosto.

Bahia

Na próxima segunda-feira (18), as aulas presenciais serão retomadas para 100% dos alunos das escolas do estado.

Ceará

As aulas presenciais estão liberadas na rede pública estadual. De acordo com a Secretaria Estadual da Educação (Seduc), 86% de todas as unidades de ensino da rede cearense “já estão em transição para priorizar atividades presenciais”.

Espírito Santo

No estado, as aulas voltaram a ser totalmente presenciais na segunda (11).

Maranhão

Está autorizada a volta 100% presencial nas escolas públicas estaduais do Maranhão, mas apenas algumas delas retomaram as aulas nessa modalidade. Segundo o governo, o processo de retomada das aulas presenciais no estado será feito de forma gradual.

Mato Grosso

Na próxima segunda-feira (18), as aulas presenciais serão retomadas para 100% dos alunos das escolas do estado. Estudantes com comorbidades poderão optar pela modalidade remota.

Mato Grosso do Sul

Na rede estadual, as aulas presenciais foram retomadas no início de outubro.

Pará

De acordo com informações da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), as aulas 100% presenciais na rede estadual estão liberadas desde 1º de outubro. Alunos que estudam em unidades em reforma e aqueles que comprovem casos excepcionais podem seguir as aulas de forma remota.

Paraná

As aulas presenciais para estudantes da rede estadual foram retomadas no final de setembro. Apenas alunos com comorbidades puderam seguir na modalidade remota. Segundo a Secretaria da Educação e do Esporte (Seed), em algumas escolas há a necessidade de revezamento dos alunos para garantir o distanciamento dentro da sala de aula. Nesses casos, os alunos que estão em casa podem acompanhar as aulas de forma remota nos dias designados.

Piauí

O estado anunciou o retorno faseado das aulas na rede estadual, a partir de segunda-feira (18), seguindo o cronograma abaixo:

  • 18/10: 3º ano do Ensino Médio
  • 25/10: 5º e 9º anos do Ensino Fundamental
  • 1/11: 1º ao 8º ano do Ensino Fundamental e 1ª e 2ª anos do Ensino Médio

 

Roraima

Na rede estadual, as aulas presenciais foram retomado apenas para alunos do 3º ano do Ensino Médio e do Ensino para Jovens e Adultos (EJA).

Santa Catarina

Todos os alunos da rede estadual de Santa Catarina devem frequentar a escola presencialmente, com exceção dos estudantes que pertencem a grupos de risco para Covid-19 — alunos que pertençam a estes grupos podem frequentar a escola presencialmente, desde que apresentem laudo médico liberando o retorno. Nas escolas que não têm condições de garantir o distanciamento entre os estudantes em sala de aula, é permitida a adoção da modalidade híbrida.

São Paulo

O governo do estado anunciou a retomada obrigatória das aulas presenciais para 100% dos alunos a partir da próxima segunda-feira (18).

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