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SP: a uma semana da eleição, candidatos vão para o ataque

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Debate na Record foi o mais tenso dos quatro encontros entre postulantes à prefeitura até agora. Marta e Russomanno se enfrentaram diretamente

TV Record promove debate com candidatos à prefeitura de São Paulo - 25-09-2016 (Ricardo Matsukawa/VEJA.com)

TV Record promove debate com candidatos à prefeitura de São Paulo – 25-09-2016 (Ricardo Matsukawa/VEJA.com)

A uma semana da eleição municipal, os candidatos à prefeitura de São Paulo se enfrentaram na noite deste domingo em um debate promovido pela Rede Record. Ao contrário dos anteriores, o encontro foi marcado por ataques e pelo clima de tensão. Na briga por uma vaga no segundo turno contra João Doria (PSDB), Marta Suplicy (PMDB) e Celso Russomanno (PRB) protagonizaram alguns dos maiores embates: ambos se acusaram mutuamente de mentir. Logo na abertura, a senadora acusou o deputado de propaganda enganosa, e ele devolveu rememorando a infeliz declaração do “relaxa e goza”, dita pela então ministra do Turismo Marta em pleno caos áreo de 2007.

A candidata do PMDB também trocou farpas com o petista Fernando Haddad. Seguindo sua tática de colar à imagem da senadora figuras impopulares, como o ministro da Ciência e Tecnologia Gilberto Kassab, o atual prefeito perguntou a Marta o que estaria por trás da proposta dela de retomar a inspeção veicular na cidade. Ele sugeriu que Kassab tenha interesse escusos no retorno da Controlar. Marta afirmou que a acusação é “ridícula” – e que se tratam de ilações de alguém sem propostas para debater. “Você age de má-fé”, disse a senadora.

Ela ainda criticou Haddad por ter afirmado que deixou a gestão dela na prefeitura por não concordar com a administração da peemedebista. Pouco antes, ao responder a Russomanno, o petista disse que Marta foi bem na primeira metade de seu mandato – quando ele era secretário-adjunto de Finanças. Russomanno tentava fazer dobradinha com Haddad para bater em Marta, mas a deixa só foi seguida em parte pelo petista, que elogiou iniciativas como os CEUs. Segundo Marta, Haddad saiu de seu governo para ir para Brasília. “Se quiser um legado, crie o seu”, disse a candidata, segundo quem Haddad não conseguiu fazer nenhum dos CEUs que prometeu.

A plateia, composta pelas equipes de campanha e convidados dos candidatos, manifestou-se durante vários momentos – o que é proibido pelas regras do programa. Russomanno, por exemplo, foi muito aplaudido ao ressuscitar o “relaxa e goza” – e ao relembrar repetidas vezes as viagens de Marta a Paris. “Eu defendo o consumidor. E ela viaja a Paris com o marido no meio do caos aéreo. É assim que ela trata o consumidor”, afirmou. Antes mesmo do início do debate, o candidato havia dado indícios de que partiria para o combate: ele credita à equipe de Marta os ataques que diz estar sofrendo. A campanha da peemedebista passou a veicular uma propaganda em que afirma que o deputado deixou falir um bar que mantinha em Brasília – e deixou seus funcionários na mão. Ao responder sobre o tema, Russomanno garantiu que pagou aos funcionários, e culpou a crise financeira pela falência.

Outro momento que fez a festa da plateia foi uma resposta da candidata Luiza Erundina ao tucano João Doria. Ela afirmou que ele é um analfabeto político, uma vez que se apresenta como gestor, e não como liderança política. “Farei uma gestão empreendedora, vou atrair investimentos para a cidade. Serei um gerador de riquezas, ao invés de socializar a pobreza, como defende Erundina”, disse Doria. “Candidato, é incrível sua ignorância política”, devolveu ela. Doria pediu direito de resposta, negado pela direção da Record. Erundina ainda o provocou com uma pergunta sobre áreas invadidas, em referência a um terreno que o tucano ocupou em Campos do João.

Doria se estranhou também com Fernando Haddad. Ao questionar o petista sobre o fracasso do programa De Braços Abertos, instalado na região da Cracolândia, o tucano afirmou que extinguirá a medida – que classificou como “de braços abertos para a morte”. Irritado, Haddad devolveu com ataques ao padrinho político de Doria, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin. “Quem fracassou no combate às drogas foi o governo Alckmin. Você que gosta de bajular investidores, saiba que o programa foi elogiado por George Soros”, disse o prefeito. “O PSDB está há 22 anos no poder no Estado, período durante o qual o PCC nasceu e cresceu. Você só vai à periferia a turismo. Se fosse às ‘quebradas’ saberia que o PCC está ativo. Isso num governo que tem à disposição as polícias Civil e Militar, às quais paga muito mal”, completou Haddad.

Erundina, como de praxe, tentou nacionalizar os temas, questionando Marta e Major Olímpio (SD) sobre suas posições sobre a reforma da Previdência e a PEC que limita os gastos públicos. Ela também perguntou a Olímpio (a quem chamou de pastor, e não de major) sobre o voto do presidente do Solidariedade, Paulinho da Força, contra a cassação de Eduardo Cunha. Sempre o franco-atirador dos debates, Olímpio voltou sua artilharia contra Russomanno, Doria, Haddad e Marta.

O major perguntou a Doria sobre subprefeituras, dizendo que o PSDB loteou treze delas. “Segundo quais critérios o senhor colocará os subprefeitos?”, disse. “Major, o senhor gosta de ser franco-atirador em debate. Não teremos loteamento. Primeiro será ficha limpa, depois currículo. Terceiro, será preciso morar no bairro”, respondeu o tucano. Ao que Major rebateu: “Sou franco e sou atirador também. O senhor, se seguir o seu criador, o Alckmin, vai fazer loteamento de cargos, sim”. O candidato do Solidariedade também reclamou da pressão que seu partido, que compõe a base de Alckmin, estaria sofrendo do governador.

Em uma segunda tentativa fracassada de dobradinha com Haddad, Russomanno aproveitou uma pergunta ao petista para criticar a gestão de Marta. Ouviu em resposta que alguém que não consegue manter um bar não é capaz de governar São Paulo. “A cidade não é para amadores”, disse o prefeito. Haddad ainda criticou Russomanno pelo fato de que os garçons que trabalhavam para ele terem tido de entrar na Justiça para receber o valor relativo aos 10% de taxa de serviço. “O senhor não precisa disso”, afirmou. Desconcertado, Russomanno seguiu atacando a peemedebista. Disse que Marta deixou um rombo milionário nas contas da cidade, criou taxas e agravou o problema das enchentes. “Estamos hoje vivendo um problema que ela criou”, encerrou.

Haddad preferiu fazer dupla com Erundina nos ataques a Doria. Ao responder a uma pergunta do petista, a candidata do Psol afirmou que o tucano é um lobista que quer vender tudo o que for possível na cidade. “É a cabeça de quem rejeita a política, sem se dar conta de que é mais político do que qualquer outro político. Condenar a política é retrocesso, ignorância. Um governo não é uma empresa”. A frase rendeu a Doria um direito de resposta. “Quero dizer que sou trabalhador, e não lobista. Sou honesto e decente. Graças a Deus nunca fui do PT, e nunca fiz parte das bandalheiras que esse partido protagonizou no país”, afirmou o tucano.

Ao encerrar o programa dirigindo-se aos eleitores, os candidatos retomaram os ataques a seus alvos principais. Os postulantes à prefeitura voltam a se encontrar na quinta-feira, no debate promovido pela Rede Globo.

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Bolsonaro diz que governo não vai mais comprar vacina chinesa

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Coronavac vem sendo pesquisada pelo Instituto Butantan; nesta terça, Ministério da Saúde tinha firmado acordo com governo de SP para incluir vacina no SUS

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Bolsonaro visita centro militar que desenvolve reator do 1º submarino brasileiro com propulsão nuclear

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Centro Tecnológico da Marinha (CTMSP) em Iperó (SP) — Foto: Carlos Dias/G1

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) visita o Centro Tecnológico Experimental da Marinha (CTMSP), Aramar, em Iperó (SP), na manhã desta quarta-feira (21), para participar da celebração do início da montagem do reator desenvolvido para o primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear.

O reator é desenvolvido em Aramar, no interior de São Paulo e, futuramente, será replicado na construção do “Álvaro Alberto”, o primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear.

A cerimônia ocorrerá no complexo do Laboratório de Geração Nucleoelétrica (LABGENE), onde o protótipo em terra da planta de propulsão nuclear está sendo construído.

O início da montagem do reator corresponderá ao chamado “batimento de quilha”, tradição naval que representa o início da construção de um navio. No caso da planta nuclear, a tradição será seguida com a instalação de uma sela fixa sobre o inserto metálico do vaso de contenção, que também é chamado de “Bloco 40” no LABGENE.

O presidente também vai conhecer o Laboratório de Enriquecimento Isotópico (LEI), que fica no Centro Experimental de Aramar.

Segundo a Marinha, nas próximas etapas do programa, o reator, os turbogeradores, o motor elétrico e outros sistemas aos de um submarino com propulsão nuclear serão testados de forma controlada no LABGENE, com objetivo principal de se validar, de forma segura, a operação do reator e dos diversos sistemas eletromecânicos a ele integrados, antes de sua instalação a bordo do submarino.

Ao final dos testes, um reator similar ao que começa a ser montado em Iperó será instalado no submarino “Álvaro Alberto”, no Complexo Naval de Itaguaí, Sul do estado do Rio de Janeiro, onde já estão sendo construídos ou testados os quatro submarinos com propulsão dieselelétrica: o “Riachuelo” (S-40), o “Humaitá” (S-41), o “Tonelero” (S-42) e o “Angostura” (S-43).

Após a passagem por Iperó, o presidente faz uma pausa e segue para Campinas. Lá, Bolsonaro visita as instalações do acelerador de partículas de R$ 1,8 bilhão, Sirius, e participa da cerimônia de abertura da Manacá, linha de luz que já funciona em caráter emergencial desde julho na tentativa de ajudar no combate à Covid-19.

Militares se preparam para visita do presidente Bolsonaro ao Centro Experimental da Marinha (Aramar) em Iperó — Foto: Carlos Dias/G1

Militares se preparam para visita do presidente Bolsonaro ao Centro Experimental da Marinha (Aramar) em Iperó — Foto: Carlos Dias/G1

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Linha Amarela: STJ julga se prefeitura do RJ pode tirar concessão da Lamsa

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Insegurança quanto aos contratos pode afastar investidor do Rio de Janeiro e atrapalhar a retomada da economia

Linha Amarela: por ora, a prefeitura da capital fluminense suspendeu a cobrança de pedágio na via (Fernando Frazão/Agência Brasil)

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Obrigatoriedade da vacinação contra covid-19 pode parar na Justiça

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Mesmo sem saber sobre quando uma vacina contra a covid-19 estará disponível, governos federal e estaduais divergem sobre sua obrigatoriedade

Vacinação em massa pode seguir o mesmo caminho do debate sobre isolamento social e quarentena (Eduardo Frazão/Exame)

A obrigatoriedade da vacina contra a covid-19 no Brasil pode ser mais um caso da pandemia levado à Justiça se persistirem as divergências entre governos federal e estaduais. Especialistas ouvidas pelo Estadão avaliam que é provável que a discussão, ainda incerta, siga os mesmos caminhos do debate sobre isolamento social e quarentena, que envolveu até o Supremo Tribunal Federal (STF).

Mesmo sem a certeza sobre quando uma vacina estará disponível, a controvérsia foi antecipada por declarações do presidente Jair Bolsonaro e do Ministério da Saúde, contrários à imunização compulsória, e de outro lado, do governador João Doria (PSDB), que se diz favorável. Doria disse, ainda, que seu governo poderá adotar “medidas legais se houver alguma contrariedade nesse sentido”.

A advogada Mérces da Silva Nunes, especialista em direito médico analisa o cenário com base na Lei 13.979, de fevereiro deste ano, que dispõe sobre as medidas de enfrentamento à covid. No artigo 3º, ela define a possibilidade de as autoridades adotarem a realização compulsória de “vacinação e outras medidas profiláticas”. A lei foi sancionada pelo próprio Bolsonaro, mas ele afirma que isso não significa impor a vacinação.

“Não teria discussão (sobre vacinação), se o STF não tivesse decidido que Estados e municípios têm autonomia para lidar com a covid-19. Quando o Supremo dá essa decisão, confere a prefeitos e governadores a liberdade quase absoluta”, diz a especialista.

Professora da FGV Direito Rio, Flavia Bahia concorda que há uma tendência à judicialização do problema. “Acho que teremos, mais uma vez no País, essa judicialização. Mas diferentemente do que aconteceu em outros assuntos – comércio, abertura e fechamento – talvez a decisão do Supremo seja mais uniforme.”

Mérces lembra que os movimentos antivacina levantam ainda mais dúvidas nas pessoas. “Estamos diante de uma doença altamente contagiosa e a população fica exposta ao risco”, afirma. “Não temos uma condução única. A vacina (em geral) é programa nacional. Quando essa coordenação pode ser modificada, pode desestabilizar o programa.” Flávia menciona artigos da Constituição (196), o Estatuto da Criança e do Adolescente (art. 14), entre outros, conduzindo à ideia de vacinar. “Temos uma obrigação legal de vacinar, mas isso não quer dizer que a pessoa que escolher não vacinar será procurada em casa. Entendo que, como proposta de política pública, a vacinação precisa ser obrigatória para que a gente possa combater em larga escala esse vírus”, diz a professora Flávia.

Por ser uma questão de saúde pública, tanto ela quanto Mérces avaliam que o interesse coletivo deveria prevalecer sobre o individual.

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Inep: Universidades federais e cursos presenciais têm melhor desempenho

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Pesquisa do Inep avalia a qualidade dos cursos de educação superior no país

(Marcos Santos/USP Imagens)

Estudantes de universidades públicas federais e de cursos presenciais têm os melhores desempenhos em avaliações que medem a qualidade dos cursos de educação superior no país, de acordo com os resultados divulgados hoje (20) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Entre os cursos que entraram na avaliação, estão medicina, enfermagem e engenharias. 

Os resultados são do chamado Conceito Enade, calculado com base no desempenho dos estudantes no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2019. A cada ano, um conjunto diferente de cursos é avaliado. No ano passado, foram os cursos das áreas de ciências agrárias, ciências da saúde e áreas afins; engenharias e arquitetura e urbanismo; e os cursos superiores de tecnologia nas áreas de ambiente e saúde, produção alimentícia, recursos naturais, militar e de segurança.

Levando em consideração o desempenho dos estudantes nas provas, os cursos são classificados seguindo uma escala de 1 a 5. O conceito 3 é uma espécie de média. Aqueles que tiveram um desempenho menor que a maioria recebem conceitos 1 ou 2. Já os que obtiveram desempenho superior, recebem os conceitos 4 ou 5.

Conceitos
Entre as federais, 46% dos cursos ofertados conseguiram conceito 4 e 24,1%, conceito 5, que é o mais alto. Já entre as instituições privadas com fins lucrativos, aquelas que concentram o maior número de estudantes matriculados que fizeram a avaliação, 11% dos cursos obtiveram conceito 4 e 1,4%, conceito 5. A maior porcentagem dos cursos em instituições privadas com fins lucrativos obteve conceito 2, ou seja, “abaixo da média”, 40,9%.

Em números, de acordo com o Inep, considerando todas as instituições de ensino avaliadas, públicas e privadas, foram quase 144 mil estudantes se formando em cursos com desempenhos 1 ou 2 no país em 2019.

Os cursos presenciais também obtiveram melhores desempenhos que os cursos a distância. Entre os presenciais, no total, considerando todas as instituições de ensino, 20,7% obtiveram conceito 4 e 6,3%, conceito 5. No ensino a distância, 10,7% alcançaram conceito 4 e 6%, conceito 5. Cerca da metade desses cursos ficou “abaixo da média”, 46% com conceito 2 e 5,3%, com conceito 1.

Os cursos a distância são, no entanto, minoria entre os avaliados em 2019. De acordo com o Inep, a educação a distância representa apenas 2% dos cursos participantes.

Evolução

O Inep divulgou também os resultados do Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD). Esse indicador considera, além do Enade, o desempenho dos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A meta é avaliar o quanto os estudantes progrediram no curso de ensino superior, verificando como entraram e como deixaram a faculdade.

Por esse indicador, as universidades federais seguem com as maiores porcentagens entre os cursos com os maiores conceitos, concentrando, no conceito 4, 21% dos cursos que oferecem e no 5, 6,2%. Mas, a diferença cai em relação às privadas com fins lucrativos – 14,1% ficaram com conceito 4 e 4,5%, conceito 5.

Na educação presencial, 16,7% alcançaram conceito 4 e 4,8%, conceito 5. Já na modalidade a distância, 14,3%, conseguiram conceito 4 e 3,1%, conceito 5.

O Enade é um exame feito por estudantes – ao final dos cursos de graduação – para avaliar conhecimentos, competências e habilidades desenvolvidas ao longo do curso.

A prova é composta de 40 questões, divididas em formação geral, que avalia aspectos da formação profissional relativas a atuação ética, competente e comprometida com a sociedade em que vive, e componente específico, voltada para as competências, habilidades e objeto de conhecimento de cada uma das áreas de conhecimento avaliadas.

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Prefeitura do Rio libera reabertura de quadras de escola de samba

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Decisão foi publicada nesta terça-feira, 20, no Diário Oficial, por decreto do prefeito Marcelo Crivella

Viradouro, campeã do Carnaval do Rio em 2020: desfile sem data para acontecer no ano que vem (Fernando Grilli/Riotur/Divulgação)

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Hoje é

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

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