Nossa rede

Economia

Setor público terá rombo fiscal de até R$ 500 bi em 2020, diz Mansueto

Publicado

dia

Segundo o secretário, o alto valor do déficit primário previsto para o final deste ano é reflexo dos impactos causados pelo coronavírus na economia

Secretário do Tesouro: Mansueto Almeida afirmou que o rombo nas contas públicas pode atingir os 500 bilhões (Adriano Machado/Reuters)

Comentário

Economia

Ata do BCE indica mais afrouxamento de política monetária em junho

Publicado

dia

BCE já divulgou uma longa lista de medidas para mitigar a recessão, incluindo compras de títulos e empréstimos a taxas profundamente negativas

Europa: ata provavelmente estimulará especulações de nova medida quando elas se reunirem em 4 de junho (omersukrugoksu/Getty Images)

Ver mais

Economia

A expansão das startups que ajudam no combate ao vírus

Publicado

dia

Com apoio e financiamento de grandes empresas, companhias da área da saúde começam a apresentar soluções para ajudar na pandemia

REFORÇO - Robô Hilab, da brasileira Hi Technologies: diagnóstico do novo coronavírus com o uso de inteligência artificial Hilab/Divulgação

Entre as doações mais comuns feitas pelo setor privado para a luta contra a Covid-19 estão toneladas de álcool em gel, milhares de kits com equipamentos de proteção pessoal e até testes para a detecção do novo coronavírus. É uma ajuda necessária, que tem aplacado as dificuldades de estados e municípios em situação mais precária no combate à pandemia. Nesse cenário, chamou atenção a iniciativa anunciada pela JBS, colosso do setor frigorífico que lamentavelmente ganhou visibilidade pela relação pouco transparente com os governos do PT e de Michel Temer. Agora num ato de incomum generosidade, a empresa controlada pela família Batista doou 700 milhões de reais — a segunda maior feita por uma corporação brasileira, atrás apenas do 1 bilhão de reais doados pelo Itaú — para, entre outras finalidades, o desenvolvimento de novas tecnologias que possam auxiliar no diagnóstico e no tratamento de pacientes com a síndrome respiratória. Com esse apoio, um grupo de especialistas seleciona projetos elaborados por empresas inovadoras e de pequeno porte, as chamadas startups, que oferecem produtos ou serviços tecnológicos. “Assim como as guerras, as pandemias impulsionam o pensamento inovador”, diz Sidney Klajner, presidente do Hospital Albert Einstein e um dos curadores dos projetos que serão financiados.

A louvável iniciativa da JBS lança luz sobre um setor pouco conhecido e que já apresenta resultados promissores na luta contra a Covid-19. Estima-se que existam cerca de 300 startups de saúde em atividade no Brasil — pequenos negócios conhecidos também como health­techs. Dessas, sessenta têm boas perspectivas de crescimento, de acordo com monitoramento feito por grupos interessados em investir nas inovações. Faz parte desse time a Hi Technologies, criadora do laboratório portátil chamado Hilab. O equipamento nasceu em 2016 para realizar testes sorológicos de diagnóstico e avaliação de doenças como diabetes e zika. O Hilab analisa as amostras coletadas dos pacientes em minutos por meio de inteligência artificial, com o apoio de uma central remota de biomédicos e bioquímicos. Em março, o aparelho começou a ser utilizado para a identificação de anticorpos contra a Covid-19 no sangue. Com a atualização para fazer frente à pandemia, a Hi Technologies mais do que duplicou sua abrangência de cidades atendidas no país. “O coronavírus tem nos levado a identificar rapidamente iniciativas prontas para atingir grandes mercados”, diz Raphael Augusto, diretor de inteligência da Liga Ventures, aceleradora de empresas desse tipo.

O próprio Hospital Albert Einstein tem funcionado como uma espécie de incubadora dessas startups. Atualmente, são 45 healthtechs inscritas nos programas de financiamento e mentoria da instituição. Um dos protótipos nascidos por ali leva o nome de Fevver e permite a aferição da febre a 2 metros de distância. Instalado em um totem, o equipamento reconhece pontos de calor no rosto do paciente e oferece mais precisão do que os termômetros comuns. Já em operação no Einstein, o aparelho será instalado em prédios comerciais de São Paulo nos próximos meses. Outro projeto, Breath4Life, utiliza impressoras 3D para a produção de respiradores. Essa estratégia faz com que as máquinas voltadas para doentes com manifestações leves e intermediárias da Covid-19 tenham custo inferior ao dos ventiladores mecânicos tradicionais.

Antes mesmo da eclosão da pandemia, as healthtechs chamavam atenção de universidades, bancos e gigantes da tecnologia, como o Google. Entre 2014 e 2018, os investimentos no setor mais do que dobraram em todo o mundo e chegaram a 14,6 bilhões de dólares. Com a Covid-19, esse movimento tem se acelerado. “Todos os fundos de investimento estão olhando e apostando na saúde”, diz Julia De Luca, especialista em tecnologia do Itaú BBA. Nesse sentido, doações como a da JBS não apenas ajudam no combate ao coronavírus como também dão impulso a um setor crucial para o país.

 

Ver mais

Economia

China injetará 2 trilhões de iuanes na economia para amenizar crise

Publicado

dia

Economia da China enfrenta dificuldades para recuperar a demanda por conta da paralisação dos principais parceiros comerciais

China: com crise do coronavírus, PIB chinês caiu 6,8% (xPACIFICA/Getty Images)

A China anunciou nesta sexta-feira (22) uma série de medidas para revitalizar sua economia no contexto da crise do coronavírus, embora pela primeira vez não tenha estabelecido uma meta de crescimento.

Primeiro no mundo a ser afetado pelo coronavírus, o país conseguiu controlar a pandemia em seu território, mas as consequências para sua economia serão duradouras e imprevisíveis.

Pela primeira vez, na abertura da sessão anual do Parlamento, o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, não estabeleceu uma meta de crescimento específica, quebrando assim uma tradição do regime comunista.

“Nosso país enfrentará certos fatores difíceis de prever” por causa da pandemia de covid-19 que paralisa o planeta e sobrecarrega a economia mundial, disse Li em discurso de cerca de uma hora no solene Palácio do Povo de Pequim.

O poder chinês é “cauteloso com o futuro”, porque “acredita que a recuperação será lenta e incerta”, estima Song Houze, do grupo de reflexão MacroPolo, especializado na economia chinesa.

O país “enfrenta desafios sem precedentes em seu desenvolvimento e que ainda vão durar algum tempo”, afirmou o primeiro-ministro.

Além da crise do novo coronavírus, pairam as ameaças do presidente dos Estados Unidos de impor novas tarifas para que Pequim “pague” por ter, Donald Trump, ocultado o início da pandemia.

Pela primeira vez em sua história moderna, o Produto Interno Bruto (PIB) da China afundou no primeiro trimestre (-6,8%), devido ao efeito do vírus. A pandemia paralisou quase completamente a atividade econômica no país.

O crescimento já havia caído no ano passado para 6,1%, seu pior resultado em quase 30 anos, coincidindo com a guerra comercial com os Estados Unidos.

Apesar da retomada gradual da atividade, as empresas não conseguem recuperar a demanda, em um contexto em que seus principais clientes, na Europa e na América do Norte, estão paralisados pelo vírus e em que o consumo doméstico está diminuindo.

Para apoiar a economia, o Estado deixou seu déficit crescer até 3,6% do PIB (comparado a 2,8% no ano passado). O déficit aumentará em 1 bilhão de iuanes (128 bilhões de euros), segundo Li.

“Se a situação [econômica] for realmente ruim, a China poderá aumentar ainda mais seu déficit orçamentário”, diz o analista Tommy Xie, do banco OCBC.

Nesta semana, o “Global Times”, um jornal em inglês considerado próximo ao poder, disse que o déficit poderia chegar a 8% do PIB.

O primeiro-ministro também anunciou um trilhão de iuanes de títulos de dívida específicos (“coronabonds”) para responder à pandemia.

Este total de dois trilhões de iuanes (256 bilhões de euros) apoiará o emprego e será destinado exclusivamente às administrações locais, para que priorizem o emprego.

A atual taxa de desemprego é de 6% e, em fevereiro, atingiu um recorde de 6,2%. Este número reflete apenas a situação na zona urbana, porém, e exclui milhões de trabalhadores migrantes, em situação de fragilidade pela pandemia.

As autoridades chinesas estão “extremamente preocupadas” com as consequências do vírus no emprego, diz Michael Pettis, professor de economia da prestigiada Universidade Tsinghua de Pequim.

Por isso, o governo está disposto a “financiar coisas inúteis”, como infraestruturas supérfluas, ou apartamentos que ficarão vazios, “para impedir o aumento do desemprego”, aponta Pettis.

O primeiro-ministro também anunciou um grande plano de investimento em infraestruturas do “futuro” no valor de 3,75 trilhões de iuanes (481 bilhões de euros), que inclui a implantação da Internet móvel 5G.

Ver mais

Economia

Dólar sobe com possível interferência chinesa em Hong Kong

Publicado

dia

Partido Comunista quer leis de segurança nacional em cidade semiautônoma e mercado vê piora de relação sino-americana

Dólar: moeda sobe com pessimismo global (Gary Cameron/Reuters)

O dólar sobe de forma generalizada, nesta sexta-feira, 22, tendo em vista que possibilidade de a China impor novas leis de segurança nacional em Hong Kong pode piorar sua já deteriorada relação com os Estados Unidos. Às 9h30, o dólar comercial subia 0,3% e era vendido por 5,601 reais. O dólar turismo avança 1,9%, cotado a 5,89 reais.

A tentativa chinesa de aumentar o controle sobre a cidade semiautônoma ocorre poucos meses após uma das maiores ondas de protesto em Hong Kong e em meio à escalada da guerra comercial. No mesmo dia em que defendeu a lei de segurança nacional, o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, também anunciou que o país deixará de ter uma meta para o PIB.

Na véspera, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que poderia reagir “fortemente” se a China seguir com seus planos de impor leis de segurança nacional em Hong Kong.

“O receio é que tal decisão volte a estimular protestos na região e, sobretudo, coloque em xeque a primeira fase do acordo entre as duas potências”, escreveu, em nota, Ricardo Filho, analista da Correparti.

No exterior, o dólar ganha força contra todas as principais divisas emergentes, como o rublo russo, peso mexicano, lira turca e a rúpia indiana. O índice Dxy, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas desenvolvidas, também sobe.

No cenário interno, os investidores estão atentos à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello sobre o sigilo do vídeo da reunião ministerial do presidente Jair Bolsonaro, que deve sair até às 17h. Ou seja, antes do fim do pregão.

Ver mais

Economia

Consumidores esperam inflação de 4,8% em 12 meses, diz FGV

Publicado

dia

Famílias com renda até R$ 2,1 mil mensais passaram de uma previsão de inflação de 6,2% em abril para 5,8% em maio

Supermercado: famílias mais ricas, com renda acima de R$ 9,6 mil mensais, reviram suas expectativas de uma inflação de 4,1% em abril para 4,0% em maio (Germano Lüders/Exame)

A mediana da inflação esperada pelos consumidores para os próximos 12 meses recuou 0,3 ponto porcentual em maio, para 4,8% ante um resultado de 5,1% obtido em abril, segundo o Indicador de Expectativa de Inflação dos Consumidores, divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve redução de 0,6 ponto porcentual no indicador.

“Após o susto com a aceleração dos preços dos alimentos no final de março e abril, a expectativa de inflação dos consumidores volta ao menor nível da série histórica. Esse resultado é reflexo tanto de um cenário atípico de deflação de alguns dos principais itens, quanto da expectativa do mercado de valores cada vez menores para a inflação oficial (IPCA). No entanto, como nesses tempos de crise as famílias têm concentrado seus gastos em itens de maior necessidade, por exemplo os alimentos, cuja inflação tem permanecido significativamente acima do IPCA fazendo com que as perspectivas para os próximos meses sejam de uma inflação muito acima da projetada pelo mercado”, avaliou Renata de Mello Franco, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Na distribuição por faixas de inflação, 10,8% dos consumidores projetaram em maio valores abaixo do piso de 2,5% da meta de inflação de 4,0% perseguida pelo Banco Central em 2020. Em abril essa fatia de consumidores prevendo inflação tão baixa era de 7 1%.

Já a proporção de consumidores projetando inflação acima do limite superior de 5,5% da meta de inflação para 2020 diminuiu de 35,9% em abril para 32,1% em maio.

Na análise por faixas de renda, todas as famílias diminuíram suas expectativas medianas para a inflação nos 12 meses seguintes.

As famílias com renda até R$ 2,1 mil mensais passaram de uma previsão de inflação de 6,2% em abril para 5,8% em maio. As famílias mais ricas, com renda acima de R$ 9,6 mil mensais, reviram suas expectativas de uma inflação de 4,1% em abril para 4,0% em maio, voltando ao piso histórico.

O Indicador de Expectativa de Inflação dos Consumidores é obtido com base em informações da Sondagem do Consumidor. Aproximadamente 75% dos entrevistados respondem aos quesitos relacionados às expectativas de inflação.

 

Ver mais

Economia

PIB da Rússia pode contrair mais de 8% no 2º tri de 2020, diz BC

Publicado

dia

Banco Central da Rússia informou que considera realizar um novo corte na taxa básica de juros em junho

Rússia: BC prevê inflação entre 3,8% e 4,8% no final do ano (Gavriil GrigorovTASS/Getty Images).

A economia da Rússia pode contrair mais de 8% no segundo trimestre de 2020, disse nesta sexta-feira a presidente do banco central Elvira Nabiullina, acrescentando que o banco revisará sua previsão mais recente para o Produto Interno Bruto (PIB).

Nabiullina afirmou que a diretoria da autarquia não vê necessidade de cortar a taxa de juros para níveis abaixo da inflação anual para sustentar a economia em meio à crise de coronavírus.

A expectativa é de que o banco central reduza sua taxa básica, agora em 5,5%, em até 100 pontos-base em junho, para amortecer o impacto econômico da pandemia.

Sobre a inflação, Nabiullina disse que a previsão do banco central para o final do ano é de 3,8% a 4,8%, com o pico da inflação anual projetado para o verão.

Ver mais

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade

Viu isso?