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Setor elétrico lança campanha contra o desperdício de energia

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Campanha terá peças publicitárias na televisão, rádio e internet

(Fernando Frazão/Agência Brasil)

Conscientizar a população sobre a importância de economizar energia elétrica, evitando desperdícios, é o objetivo de uma campanha nacional lançada esta semana pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Ministério de Minas e Energia (MME).

Realizada também em anos anteriores, a Campanha de Uso Consciente de Energia deste ano coincide com o que especialistas consideram a pior crise hídrica dos últimos 91 anos. Desde o fim do ano passado, o volume de chuvas registrado em algumas regiões do país tem ficado abaixo da média histórica para o período, afetando reservatórios de água e, consequentemente, a produção de energia hidrelétrica, exigindo o acionamento do parque termelétrico, o que encarece a produção.

Com o mote Energia Elétrica: se Desperdiçar, vai Faltar, a iniciativa prevê duas fases: na primeira, a ideia é conscientizar a população sobre a atual situação; na segunda fase, prevista para ser lançada em setembro, os organizados intensificarão a divulgação das formas de consumo mais consciente e sustentável.

“A divulgação da campanha foi estrategicamente pensada de forma a atingir o público em geral, de forma segmentada e com uma cobertura precisa. Para isso, a iniciativa procura acompanhar a rotina diária e comportamento da população, segmentando as divulgações conforme cada um destes diferentes targets [público]”, explica, em nota, a diretora de comunicação da Abradee, Sigrid Guimarães.

Além da veiculação de peças publicitárias na televisão, rádio e internet, a campanha também conta com um site que dá dicas sobre como economizar energia no dia a dia.

Considerada de utilidade pública, a campanha é realizada com recursos federais do Programa de Eficiência Energética da Aneel, cuja diretoria aprovou sua realização no início de julho, com o objetivo de reduzir os riscos que a crise hídrica representa ao fornecimento de energia elétrica. A iniciativa também foi aprovada pelo Comitê Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) Agência Brasil

Economia

Polícia prende suspeito de estrangular companheira dentro de casa, em Ceilândia, no DF

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A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, nesta segunda-feira (8),o homem suspeito de matar a companheira estrangulada, dentro de casa, em Ceilândia, no Distrito Federal. Leandro Nunes Manoel Caixêta se apresentou à Delegacia da Mulher e está preso temporariamente por ordem da Justiça.
O caso, investigado como feminicídio, ocorreu na última quarta-feira (3). Os policiais informaram apenas que a vítima tem 31 anos, mas não revelaram o nome dela, já que o caso está sob sigilo.
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Economia

Bitcoin pode se tornar um ativo de baixo risco na segunda metade de 2022, diz analista da Bloomberg

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A principal criptomoeda pode deixar um histórico de alta volatilidade para trás e se juntar ao ouro e títulos do tesouro à medida que a recessão domina os mercados globais, segundo estrategista sênior da Bloomberg

Bitcoin pode voltar a subir, após cair mais de 50% em 2022 (SEAN GLADWELL/Getty Images)

O bitcoin pode deixar de ser um ativo de risco no segundo semestre de 2022, de acordo com um estrategista sênior de commodities da Bloomberg. Mike McGlone acredita que à medida que a economia global entra em uma “recessão severa”, a maior criptomoeda do mundo pode subir ao lado do ouro e títulos do tesouro.

“Eu vejo a transição para [o bitcoin] ser mais um ativo de baixo risco, como títulos e ouro, e menos um ativo de alto risco, como o mercado de ações”, afirmou McGlone em entrevista ao Cointelegraph.

Segundo o estrategista, o mercado de criptomoedas eliminou a maioria dos excessos especulativos que marcaram 2021 e agora está maduro para um novo movimento de alta. McGlone também apontou que a alta agressiva das taxas de juros do Fed levará a economia global a uma recessão deflacionária, que acabará por favorecer o bitcoin.

“Talvez 2022 seja similar a 1929. Vemos os mercados globais e o mundo atingindo uma recessão bastante severa. A maioria dos bancos centrais, liderados pelo Fed, estão apertando suas políticas monetárias. Isso é bem ruim”, afirmou McGlone.

Ao contrário do que muitos especialistas esperam, o estrategista sênior da Bloomberg não prevê uma fuga dos investimentos em criptomoedas, gerada por uma aversão ao risco durante a recessão. McGlone acredita que a principal criptomoeda pode se favorecer em um cenário econômico negativo junto com o ouro e títulos do tesouro norte-americano.

“Espero que teremos uma recessão bastante severa globalmente, o que provavelmente fará o bitcoin brilhar […] junto com ouro e títulos do Tesouro dos EUA. O mercado todo caiu, e agora veremos quem vai sair na frente primeiro. Eu acho que vai ser o bitcoin”, afirmou. Em 2022, o bitcoin cai aproximadamente 51%, segundo dados do CoinMarketCap.

De acordo com McGlone, algumas características do bitcoin seriam as responsáveis pelo que seria “uma das maiores reversões dos ativos de risco”, em suas palavras ao Cointelegraph.

“As pessoas estão percebendo que o bitcoin é um dos indicadores mais significativos de todos”, afirmou. Funciona 24 horas por dia, não é um projeto ou responsabilidade de ninguém, não há um centralizador controlando isso. Funciona nos finais de semana e na segunda-feira de manhã, você consegue ter uma ideia do que está acontecendo nos mercados globais através do bitcoin. Isso nunca aconteceu antes”.

O especialista concluiu que, caso o mercado de ações continue caindo, o bitcoin pode se consolidar como um ativo de baixo risco e voltar a subir. McGlone se baseou no histórico do ativo para firmar suas previsões: “se o bitcoin continuar fazendo o que sempre faz, ele vai recuperar essas perdas, é só uma questão de tempo”.

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Economia

Ibovespa hoje: bolsa descola de exterior negativo com IPCA abaixo do esperado e balanços

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Inflação desacelera para próximo de 10% e reforça expectativa sobre fim do ciclo de alta de juros no Brasil

Painel de cotações da B3 (Germano Lüders/Exame)

O Ibovespa opera em leve alta nesta terça-feira, 9, com investidores digerindo resultados do segundo trimestre e dados da inflação brasileira.

  • Ibovespa: +0,10%, 108.506 pontos

O Índice de Preço ao Consumidor Ampla (IPCA), divulgado nesta manhã pelo IBGE, apresentou deflação de 0,68% no mês de julho, com a inflação acumulada em 12 meses caindo de 11,89% para 10,07%. A queda foi maior que a esperada para 10,10%.

O número ajudou a reforçar a tese de que a inflação brasileira passa por um declínio, tendo já alcançado o pico em abril, quando o IPCA foi de 12,13%.

“Apesar da redução de impostos ter um impacto pontual de queda da inflação, a expectativa é que o processo de desinflação possa se acelerar daqui para frente, refletindo o aperto monetário em curso e a menor demanda global que tende a tirar grande parte da pressão inflacionária que observamos no ultimo ano”, afirmou em nota Rafaela Vitória, economista-chefe do Inter.

A maior expectativa alimenta as esperanças de que o ciclo de alta de juros encerrou na última semana, com a elevação da taxa Selic para 13,75%. A ata do última reunião do Copom, divulgada nesta manhã, também foram nesta direção, segundo a economista-chefe do Inter. “Uma eventual nova alta da taxa Selic ocorrerá somente caso haja alguma mudança no cenário, mas que a taxa atual deve ficar elevada por um período ‘suficientemente prolongado’.”

A perspectiva de um Banco Central menos contracionista contribui para a que a bolsa brasileira descole da maior cautela no exterior. Bolsas internacionais chegam a cair mais de 1%, com os principais índices de Wall Street em queda. O movimento ocorre um dia antes da divulgação do Índice de Preço ao Consumidor dos Estados Unidos, para o qual o mercado projeta nova aceleração, de 8,7% para 9,1%.

Ações em destaque

Entre as principais contribuições positivas para o Ibovespa estão as ações do Itaú, que lideram as altas do índice, após balanço do segundo trimestre. O banco apresentou lucro líquido recorrente de R$ 7,679 bilhões, acima do consenso de mercado da Bloomberg para o trimestre, de R$ 7,43 bilhões. O retorno sobre patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) recorrente saltou para 20,8% frente os 18,9% do mesmo período do ano passado.

  • Itaú (ITUB4): + 1,82%

Analistas do BTG classificaram os resultados como “os melhores até agora entre os bancos brasileiros”. “Margem financeira com mercado, receitas com serviços e seguros foram melhores do que o esperado, enquanto a qualidade dos ativos teve um desempenho melhor do que vimos em seus pares privados”, afirmaram em relatório.

O resultado ajuda a puxar as ações do Banco do Brasil, o único entre os quatro grandes de varejo que ainda não apresentou balanço do segundo trimestre.

Expectativas sobre os balanços também movem as principais quedas do Ibovespa. Na lanterna, a CVC chega a cair mais 8% nesta sessão, antes da divulgação do resultado previsto para esta noite. Empresas que estiveram entre as maiores altas dos últimos pregões também figuram entre as maiores quedas, como as do setor de varejo e de crescimento.

  • CVC (CVCB3): – 8,08%
  • Méliuz (CASH3): – 6,72%
  • Americanas (AMER3): – 5,20%
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Economia

Entenda, na prática, como a Renda Fixa pode gerar rentabilidades acima de 30%

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Engana-se quem pensa que só é possível obter altos ganhos com investimentos através da renda variável. Conheça o mecanismo de marcação a mercado e entenda, na prática, como lucrar alto com a renda fixa.

(Shutterstock/Shutterstock)

Recentemente, a notícia de que muitas pessoas estavam alcançando rentabilidades de mais de 30% através da Renda Fixa chocou aqueles investidores que ainda não conheciam os mecanismos e oportunidades por trás deste tipo de investimento.

Considerado um dos investimentos mais seguros do país, títulos como o Tesouro Direto se tornaram uma opção ideal para obter ganhos comparados à Renda Variável diante do cenário econômico brasileiro e global.

Mas, afinal, como isso é possível?

Existe um momento ideal para cada tipo de investimento e, de forma alguma, os investidores deveriam abandonar a Bolsa de Valores. No entanto, segundo Frederico Khouri, especialista do banco BTG Pactual, com a alta da SELIC (que chegou a 13,75% neste mês) estamos diante de uma oportunidade única de investir na Renda Fixa. Não é à toa que, no segundo trimestre de 2022, essa modalidade já representava 61% dos investimentos dos brasileiros, segundo a Anbima.

Até o final deste artigo, você entenderá como aumentar a rentabilidade da renda fixa através da marcação a mercado, tornando-a uma verdadeira mina de ouro para os seus rendimentos. Confira:

O que é e como funciona a marcação a mercado?

Marcação a mercado, o mecanismo através do qual é possível obter maiores rendimentos na renda fixa, significa reconhecer o preço de um ativo de renda fixa pelo seu valor justo. Na prática, funciona assim:

Imagine que você comprou um celular por US$ 400, o equivalente a R$ 2.000 (supondo que o dólar estava valendo R$5 à época). Depois de alguns meses da compra, o Brasil passa por instabilidades políticas e, de repente, a cotação do dólar sobe para R$ 6. O seu celular passa a valer,a partir daí, R$2400 (US$ 400 X R$6).

Porém, alguns meses depois, o Brasil se estabiliza e o dólar, que antes era R$6, passa a valer R$4. Sendo assim, o seu celular passa a valer R$1600. Em momento algum você precisou vender o seu celular para reconhecer o ganho ou a perda de valor, bastou apenas analisar o valor de compra e comparar com o valor atual justo do produto.

Se você tivesse vendido o seu celular quando o valor justo se tornou superior ao valor de compra, você teria lucrado R$400 via marcação a mercado; já se tivesse vendido quando o valor justo se tornou inferior ao valor de compra, teria perdido R$400 via marcação a mercado.

Em quais títulos de Renda Fixa investir para obter rentabilidades expressivas?

Apesar de hipotético, esse exemplo representa exatamente o que acontece com alguns títulos de renda fixa.

Em outro artigo, nós explicamos quais são as opções de títulos de renda fixa disponíveis para compra (caso você ainda não os conheça ou não lembre de todos, clique aqui para entender melhor).

Enquanto os títulos Pós-fixados e Tesouro SELIC oscilam o seu valor de maneira mais linear, os títulos prefixados ou os indexados à inflação são aqueles que mais sofrem marcação a mercado – como é o caso do Tesouro Prefixado e do Tesouro IPCA+, por exemplo.

Marcação a mercado na prática:

Para o exemplo, imagine que você comprou hoje um Tesouro Prefixado 2025. Antes de mais nada, é importante lembrar que:

  1. A rentabilidade obtida será a diferença entre o preço no momento da compra e o valor bruto do título no seu vencimento;
  2. Toda unidade de título de Tesouro Prefixado valerá R$1000 no seu vencimento.

Se em 2025 o título deverá valer R$1000, o valor atual dele será ajustado conforme a taxa de remuneração.

Por exemplo, uma unidade de Tesouro Prefixado 2025 comprado hoje a uma taxa de 13,75% (atual SELIC), valerá:

R$ 1000 em 2025
R$ 879 em 2024
R$ 772 em 2023
R$ 678 em 2022
Ou seja, para receber em 2025 o valor final de R$1000 por unidade de título, você pagará R$678 na hora da compra, em 2022.

E o valor de compra depende diretamente do valor da taxa de remuneração. Se esse mesmo Tesouro Prefixado 2025 fosse adquirido a uma taxa menor, de 9,25%, ele valeria:

R$ 1000 em 2025
R$ 915 em 2024
R$ 837 em 2023
R$ 766 em 2022
Ou seja, quando a taxa de um título sobe, o seu preço cai; quando a taxa de um título cai, o seu preço sobe. Mas afinal, onde está a grande oportunidade da renda fixa?

Onde está a oportunidade da Renda Fixa ?
A grande oportunidade está no fato de que essa taxa de remuneração oscila ao longo dos anos! Afinal, ela representa a média da SELIC esperada pelo mercado até a data de vencimento do título.

Se a expectativa de SELIC média é 13,75%, como no exemplo, o preço do título é mais baixo. Mas se por algum motivo essa taxa diminuir (seja por uma queda na inflação ou pelo desaquecimento da economia), o valor do seu título aumentará em relação ao mercado.

Nos últimos 2 anos, o mundo passou por um período de atividade econômica desacelerada devido aos fechamentos parciais da economia global e aumento da oferta monetária pelos governos, a fim de oferecer auxílio àqueles que não podiam trabalhar.

A combinação da baixa oferta com muito dinheiro sendo injetado na economia levou os preços às alturas. Não é à toa que os índices inflacionários estão batendo recordes no mundo todo. Para conter a inflação, fica a cargo do Banco Central utilizar um instrumento de política monetária clássico, que é elevar a taxa básica de juros (SELIC). E foi justamente isso que aconteceu no Brasil.

A boa notícia é que, segundo economistas e especialistas de mercado, estamos nos aproximando do fim de um ciclo de alta das taxas de juros.

Ou seja, a tendência é de que, ao longo dos próximos meses e anos, as taxas de juros diminuam conforme a economia desacelera. Como consequência, os títulos comprados a maiores taxas terão a tendência de se valorizarem, abrindo portas para rendimentos expressivos.

 

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Economia

Open Banking pode injetar R$ 94 bi em linhas de crédito em 5 anos

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O crédito imobiliário, sobretudo para financiamento de imóveis, teria o maior impacto em cinco anos, com R$ 30,4 bilhões nos próximos anos

Open banking: sistema possibilita o compartilhamento de dados cadastrais e transacionais de clientes, exclusivamente mediante seu consentimento (IAM-photography/Getty Images)

O Open Banking, novo sistema do Banco Central que permite o compartilhamento de dados bancários entre as instituições financeiras, deve injetar cerca de 760 bilhões de reais no mercado nos próximos 10 anos. Desse total, 460 bilhões de reais serão destinados para pessoas físicas. É o que apontou um levantamento realizado pela Serasa Experian.

A Serasa analisou dados no Reino Unido, país pioneiro em compartilhar dados entre instituições financeiras, e destacou que em cinco anos de Open Banking no país, a adesão chegou a 20% da população. Considerando a mesma métrica, a expectativa é que os brasileiros teriam R$ 94 bilhões disponíveis no mercado no mesmo período.

Entre os segmentos, o crédito imobiliário, sobretudo para financiamento de imóveis, teria o maior impacto em cinco anos, com R$ 30,4 bilhões. Leonardo Enrique, head de Open Banking da Serasa Experian acrescenta que em 2021, foram disponibilizados pelas instituições financeiras R$ 815,2 bilhões em linhas de crédito para a compra de imóveis. Com o Open Banking, o aumento pode ser de 3,7% para o mercado imobiliário no período de cinco anos.

“Os dados de Open Banking, transformados em análises acuradas, ampliam a probabilidade dos consumidores terem acesso a um crédito imobiliário, além de beneficiá-lo com uma análise mais rápida e menos burocrática. Mais volume de crédito destinado à pessoa física eleva o poder de compra, impactando diretamente o crescimento econômico do país.”

Confira as informações completas sobre o impacto do open banking no mercado de crédito nos quadros abaixo, separados por setor:

Linhas de crédito Cheque especial Crédito 

Pessoal não Consignado

Aquisição de veículos Aquisição de outros bens Cartão de crédito Crédito Rural
Crédito em 2021 (em R$ bi) 22,81 210,67 241,22 21,69 392,9 370,08
Aumento relativo com Open Banking em 2026 4,80% 3% 3,70% 2,80% 

 

3% 3,30%

Impacto nos próximos anos

Linha de crédito Impacto Open Banking em 2026 (R$ bi)
Imobiliário R$ 30,40
Crédito Rural R$ 12,30
Cartão de crédito R$ 11,90
Aquisição de veículos R$ 9,00
Crédito Pessoal Não Consignado R$ 6,40
Outros créditos R$ 3,90
Cheque especial R$ 1,10
Aquisição de outros bens R$ 0,60
Microcrédito R$ 0,30

O que é o open banking

O Open Banking, ou sistema financeiro aberto, possibilita o compartilhamento de dados cadastrais e transacionais de clientes, exclusivamente mediante seu consentimento, entre os participantes desse ecossistema (instituições financeiras, instituições de pagamento e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central).

“A modalidade é capaz de ajudar muito as instituições participantes e o consumidor final pelo acesso ao crédito. Mas o sucesso da iniciativa no país depende de as instituições serem capazes de oferecer uma proposta de valor clara ao consumidor, a fim de fazê-lo entender os benefícios de sua adesão. E combinar os dados de Open Banking com os da Serasa Experian podem ajudar as empresas a cumprirem essa missão, pois a combinação dos dados permite uma visão mais ampla do consumidor, análises mais precisas e ofertas customizadas para cada perfil, aumentando as chances de conversão no processo de concessão de crédito e reduzindo a inadimplência”, finaliza Enrique.

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Economia

Brasil tem deflação em julho e IPCA cai 0,68%

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Foi a menor taxa registrada desde o início da série histórica, em 1980, em meio ao corte de impostos nos combustíveis

Inflação: combustíveis e energia elétrica tiveram queda de preço no mês, enquanto alimentos subiram (Leandro Fonseca/Exame)

A inflação no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal índice inflacionário brasileiro, fechou o mês de julho com queda de 0,68%. O resultado foi divulgado nesta terça-feira, 9, pelo IBGE.

No acumulado de 12 meses, a variação no IPCA segue em dois dígitos, ficando em 10,07%.

Nos sete meses do ano até julho, a alta acumulada é de 4,77%.

A deflação registrada em julho (quando há variação negativa no índice) representou a menor inflação desde o início da série histórica, iniciada em janeiro de 1980, segundo o IBGE.

A queda foi puxada sobretudo pela desoneração dos combustíveis e energia elétrica, aprovada em junho no Congresso e que levou estados a reduzirem o ICMS sobre esses insumos.

 (Arte via Flourish/Exame)

“Essa redução [em combustíveis e energia] afetou não só o grupo de transportes (-4,51%), mas também o de habitação (-1,05%), por conta da energia elétrica (-5,78%)”, disse em nota o gerente da pesquisa do IBGE, Pedro Kislanov.

“Foram esses dois grupos, os únicos com variação negativa do índice, que puxaram o resultado para baixo.”

Já o grupo de alimentos e bebidas foi destaque nas altas, tendo acelerado de 0,80% em junho para 1,30% no mês de julho, a maior variação positiva entre os grupos pesquisados pelo IBGE.

O resultado de maio ficou em linha com o consenso do mercado, que esperava redução da inflação acumulada para 10,10%.

 (Arte via Flourish/Exame)

A queda no IPCA de julho pode reforçar a expectativa de que o Banco Central já subiu os juros de forma suficiente para conter a inflação, sem a necessidade de um novo ajuste na reunião de setembro.

A tese foi fortalecida pelo boletim Focus desta semana, com a manutenção da projeção da Selic a 13,75% para o fim do ano.

(Com Guilherme Guilherme)

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