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Setor de serviços cresce 2,9% em agosto sobre julho, diz IBGE

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Na comparação com o mês de agosto do ano passado, o indicador sofreu a sexta queda consecutiva, de 10%

Em 12 meses, o setor de serviços registra queda de 5,3%, a mais elevada desde dezembro de 2012 (Amanda Perobelli/Reuters)

O volume do setor de serviços do Brasil cresceu 2,9% em agosto sobre o mês anterior, na terceira alta mensal do indicador, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o indicador sofreu a sexta queda consecutiva, de 10%.

O desempenho do setor que responde por cerca de 60% do PIB do país veio um pouco melhor do que as expectativas de analistas que apontavam para uma alta mensal de 2,3% e um recuo anual de 10,7%, segundo pesquisa Reuters.

Em 12 meses, no entanto, o setor de serviços ainda tem queda de 5,3%, a mais elevada da série, que teve início em dezembro de 2012. E a alta acumulada desde junho, de 11,2%, não foi suficiente para recuperar as perdas de 19,8% registradas de fevereiro a maio.

O crescimento do setor em agosto sobre julho teve o impulso de um aumento recorde de 33,3% nos serviços prestados às famílias, setor fortemente baqueado pelas medidas de contenção da disseminação do vírus da Covid-19 e que este mês teve seu desempenho puxado por restaurantes e hotéis, segundo o IBGE.

Na comparação com agosto, os serviços prestados às famílias (-43,8%), os serviços profissionais, administrativos e complementares (-14,0%) e os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-8,5%) foram as principais influências negativas.

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Economia

Inflação e redução do auxílio já derrubam vendas nos supermercados

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Com a redução do auxílio emergencial e sem uma contrapartida de aumento do emprego, a perspectiva é que o consumo perca fôlego e a alta de preços arrefeça

Supermercado: omida respondeu pela metade da inflação ao consumidor, com destaques para a carne bovina (4,83%) (Alexandre Severo/Exame)

A disparada da inflação dos alimentos e o corte pela metade do auxílio emergencial recebido por 65 milhões de brasileiros já reduziram em até 10% as vendas das redes de atacarejos nas últimas semanas. Nos supermercados, o movimento se repete. “Este mês todo mundo está chiando porque a venda caiu muito”, afirma o diretor de mercado da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Omar Assaf.

A freada era previsível por causa da redução do auxílio emergencial de R$ 600 para R$ 300 desde setembro. No entanto, esse movimento de queda nas vendas ganhou força com a escalada de preços da comida, que continua.

Em outubro, a prévia da inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor-15 (IPCA-15) atingiu 0,94%. O resultado é mais que o dobro da inflação registrada em setembro e a maior alta para o mês em 25 anos.

A comida respondeu pela metade da inflação ao consumidor, com destaques para a carne bovina (4,83%) – item de maior peso entre os alimentos -, óleo de soja (22,34%), arroz (18,48%) e leite longa vida (4,26%), por exemplo.

Desempregada e dependente do auxilio emergencial, Gabriela de Oliveira Santos, de 30 anos, que mora com o filho de 13 anos e a mãe no Capão Redondo, zona sul de São Paulo, sentiu o baque da inflação e começou a cortar as compras desde o mês passado.

Tirei carne, Danone, bolacha e fruta”, conta. Ela manteve na lista do supermercado só o básico do básico: arroz, feijão, farinha e algumas verduras. “Estamos comendo frango e ovo, que são mais baratos.” Com isso, o gasto no supermercado no mês, que era de R$ 350, não chega hoje a R$ 150.

O corte nas compras foi provocado pela inflação dos alimentos e também porque ela pretendia fazer uma reserva para enfrentar a redução no auxílio emergencial. Mas seu planejamento foi frustrado. É que as contas de água e de luz vieram com aumentos este mês e ela teve de gastar o que havia economizado. “Só Deus sabe como vai ser daqui para frente”, diz Gabriela, que vai receber em novembro o auxílio de R$ 300.

Supérfluo

“O consumidor deixou de comprar o supérfluo nas últimas semanas e só leva o básico quando os preços estão extremamente convidativos”, diz um supermercadista que prefere o anonimato. A sua rede, por exemplo, voltada para a classe média, registrou queda de 7% nas vendas em setembro e outubro ante meses anteriores

Com a pandemia, a população abasteceu a despensa, estocou alimento e comprou de tudo: salgadinho, chocolate, iogurte, vinho, diz um empresário do setor. Isso levou a um pico de vendas nos supermercados, que ocorreu em maio, segundo pesquisa da Apas.

Naquele mês, a alta real nas vendas, descontada a inflação, foi de 11,4% ante maio de 2019. Em agosto, último dado disponível e antes do corte do auxílio emergencial, o crescimento havia desacelerado para 1,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Hoje, a venda dos supérfluos caiu e a quantidade de básicos também recuou, segundo empresários.

Com a redução do auxílio emergencial e sem uma contrapartida de aumento do emprego, a perspectiva é que o consumo perca fôlego e a alta de preços arrefeça.

Assaf lembra, por exemplo, que o 13.º dos aposentados já foi pago este ano e que essa injeção extra de recursos no último bimestre não vai ocorrer. “É menos dinheiro rodando na praça e menos ânimo para o cidadão repassar custos.”

Na sua opinião, os aumentos de preços, que sustentaram a escalada inflacionária dos alimentos, chegaram no limite e não cabem mais no bolso do consumidor. “A indústria começou a sentir isso e a necessidade de vender vai fazer com que ela abra descontos.”

Um sinal dessa mudança já foi captado por outro empresário do setor com a queda nas vendas, nos últimos 15 dias, fabricantes de óleo de soja e beneficiadores de arroz pararam de reajustar diariamente os preços como faziam até então. O sinal pode ser positivo, mas a verdade só será conhecida no próximo resultado da inflação.

 

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Governo avalia criar benefício a quem foi demitido durante pandemia

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Benefício seria para quem foi demitido durante a pandemia, mas ficou sem acesso a seguro-desemprego ou ao auxílio emergencial

Carteira de trabalho: dados preliminares indicam cerca de 256 mil trabalhadores que perderam o emprego entre 20 de março e 30 de setembro (Amanda Perobelli/Reuters)

O governo estuda propor um benefício específico para contemplar trabalhadores que foram demitidos durante a pandemia da covid-19 mas ficaram sem acesso a seguro-desemprego ou ao auxílio emergencial, segundo apurou o Estadão/Broadcast.

O assunto está sendo discutido como uma contraproposta à demanda das centrais sindicais por uma prorrogação do seguro-desemprego em duas parcelas, que poderia ter um custo de até R$ 16,7 bilhões e não tem apoio do governo.

Os números ainda estão sendo fechados pelos técnicos da área econômica, mas dados preliminares indicam cerca de 256 mil trabalhadores que perderam o emprego entre 20 de março e 30 de setembro e não tiveram direito ao seguro-desemprego nem conseguiram acesso ao auxílio emergencial pago a informais e pessoas sem trabalhar.

Ainda está em discussão se essas pessoas serão incluídas no auxílio emergencial, ou se receberão uma espécie de seguro-desemprego emergencial. Por outro lado, há o temor dentro do governo de que qualquer abertura amplie a pressão para incluir outros grupos nas políticas emergenciais.

A concessão do seguro-desemprego é feita de acordo com regras de carência. É preciso ter trabalhado de 6 a 12 meses no mínimo, a depender da quantidade de pedidos já feitos para acessar o benefício, para ter direito às parcelas. Um trabalhador que tenha sido dispensado poucos meses após a contratação pode ter ficado sem o seguro.

Já o auxílio emergencial recebeu solicitações até 2 de julho, e seu recebimento é vedado a quem é empregado formal. Quem foi demitido depois disso e não tinha direito ao seguro-desemprego também pode ter sido excluído da ajuda criada para a situação de pandemia.

A proposta deve ser apresentada em reunião do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) na próxima quarta-feira. O colegiado é o responsável por gerir as políticas de seguro-desemprego e abono salarial e tem representantes dos trabalhadores, do governo e dos empregadores.

O plano do governo está sendo bem-visto pelos representantes dos trabalhadores, mas sem que isso seja entendido como uma substituição ao desejo da bancada de prorrogar o seguro-desemprego, como antecipou o Estadão/Broadcast em setembro.

A sugestão inicial, de prorrogar o auxílio por dois meses a 6 milhões de trabalhadores demitidos durante a pandemia, teria um custo elevado (R$ 16,7 bilhões) e foi rechaçada pelo governo. As centrais sindicais, porém, vão insistir e também levarão contraproposta própria: pagar mais duas parcelas do seguro a cerca de 2,7 milhões de trabalhadores dispensados sem justa causa entre 20 de março a 31 de julho. O custo é estimado em R$ 7,3 bilhões.

Cenário

Caso não haja apoio do governo a essa alternativa mais enxuta – o que é o cenário mais provável -, a bancada dos trabalhadores tentará partir para o voto. O Codefat tem 18 integrantes indicados por trabalhadores, empresas e governo, e cada categoria tem seis assentos no conselho. A bancada dos empregadores deve ser o fiel da balança na votação, mas as centrais carregam um trunfo: a presidência do colegiado, que tem o voto de desempate.

Uma fonte da área econômica afirma que mesmo a proposta mais enxuta, de R$ 7,3 bilhões, não cabe no Orçamento do FAT. O governo precisaria abrir um crédito extraordinário para injetar esses recursos e, embora haja parecer da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) afirmando que a medida é possível do ponto de vista jurídico, há resistências na área econômica devido ao rombo já expressivo nas contas públicas em 2020.

Na avaliação dessa fonte do governo, o déficit foi impulsionado por medidas adotadas justamente para preservar empregos, evitar demissões e conter uma disparada nos gastos com seguro-desemprego.

Por isso, segundo a fonte, ampliar o rombo numa despesa que se procurou evitar “não seria muito coerente” num momento em que a economia começa a dar sinais de recuperação.

Mesmo que os trabalhadores vençam a votação na próxima quarta-feira, a própria bancada reconhece que dependerá do governo para conseguir a edição da medida provisória com o crédito extraordinário. Por isso, há a tentativa de acordo, para evitar “ganhar e não levar”

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Economia

Receita paga R$ 30,56 milhões em restituição do IR nesta sexta

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O dinheiro é referente ao lote residual liberado na última semana

Receita: A restituição ficará disponível no banco durante um ano (Hillary Kladke/Getty Images/Getty Images)

A Receita paga nesta sexta-feira, 30, 560 milhões de reais em restituição de imposto de renda para 273.545 contribuintes. O pagamento é referente ao lote residual do imposto de renda 2020  liberado na última semana. Neste lote, estão as pessoas que caíram na malha fina, mas regularizaram suas pendências.

Do total que será creditado, R$ 211.773.065,86 referem-se ao quantitativo de contribuintes que têm prioridade legal, sendo 5.110 contribuintes idosos acima de 80 anos, 38.301 contribuintes entre 60 e 79 anos, 4.636 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave e 21.244 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerê-la por meio da internet, mediante o formulário eletrônico – pedido de pagamento de restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço extrato do processamento da DIRPF.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do BB ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Malha fina

A Receita Federal informou que começa a enviar na última quinta-feira cartas a 334 mil contribuintes de todo o país que estão na malha fina do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2020, ano-base 2019.

Essas declarações, de acordo com o órgão, apresentam inconsistências e, por isso, há indícios de irregularidades.

“Trata-se de ação destinada a estimular os contribuintes a verificarem o processamento de suas Declarações de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF) e, caso constatem erro nas informações declaradas ao Fisco, providenciarem correção”, informou o órgão.

De acordo com a Receita, serão enviadas cartas “somente para contribuintes que podem se autorregularizar, isto é, aqueles que não foram intimados nem notificados”.

Caso o contribuinte esteja na malha fina, ele pode retificar a declaração deste ano, pagando os valores devidos ao Fisco (processo chamado de “autorregularização).

Caso entenda que a declaração está correta, o cidadão pode aguardar a intimação da Receita Federal para apresentar a documentação que comprove as informações prestadas.

Entretanto, após receber a intimação, não será mais possível fazer qualquer correção na declaração e qualquer exigência de imposto será acrescida de multa de ofício de, no mínimo, 75% do imposto que não foi pago pelo contribuinte, ou que foi pago em valor menor do que o devido.

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Economia

Economias europeias crescem em ritmo recorde à beira de novos lockdowns

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Alerta com o ressurgimento de novas infecções e lockdowns, deixa a Europa ainda mais atrás dos EUA e da Ásia em sua recuperação econômica

Europa: PIB dos 19 membros da Zona do Euro cresceu 12,7% (Sean Gallup/Getty Images)

 

Números divulgados pela agência de estatísticas da União Europeia nesta sexta-feira (30) mostraram que a média do produto interno bruto (PIB) dos 19 membros da Zona do Euro foi 12,7% maior nos três meses até setembro do que no trimestre anterior, tendo caído 11,8% nos três meses até junho.

O crescimento durante o terceiro trimestre foi mais forte do que nos EUA. Isso refletiu amplamente o fato de que o lockdown do segundo trimestre foi mais rigoroso e duradouro na Europa, levando a uma recuperação especialmente grande depois que as restrições foram suspensas.

No entanto, essa recuperação já está paralisada, à medida que as infecções aumentaram novamente e os consumidores evitam comer fora, viajar e se divertir pessoalmente, enquanto as empresas estão mais cautelosas. Os líderes de toda a Europa têm controlado firmemente as atividades sociais e econômicas. O novo lockdown parcial, anunciado na França e na Alemanha para conter a segunda onda do vírus, gerou receio nos mercados nesta semana, temendo que as economias demorem mais para se recuperar.

A economia alemã cresceu 8,2% no terceiro trimestre, recuperando-se da pior recessão de todos os tempos causada pela pandemia de covid-19. O salto do PIB de julho a setembro foi o maior desde 1970, quando a agência começou a coletar dados, e foi mais forte do que o aumento de 7,3% previsto por economistas em uma pesquisa da Reuters. A recuperação foi impulsionada pelo maior consumo, retomando os investimentos em equipamentos e exportações.

A economia da Itália cresceu 16,1% na comparação com o trimestre anterior, mas ainda recua 4,7% em relação ao 3º trimestre de 2019. Na Espanha, o PIB cresceu 16,7%, também na comparação com o segundo trimestre, mas ainda está 8,7% abaixo do que há um ano. No segundo trimestre, a economia italiana encolheu 12,8% e a espanhola, 18,5%.

Na França, o PIB se recuperou no terceiro trimestre após sofrer sua maior contração histórica no trimestre anterior. Dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo instituto de estatísticas francês, mostram que o PIB do país cresceu 18,2% no terceiro trimestre ante os três meses anteriores.

Nesta semana, a França e a Alemanha decretaram lockdowns parciais em suas cidades. No novo “confinamento” na França, que inicialmente vai até 1º de dezembro, bares e restaurantes deverão ser fechados, assim como qualquer outro comércio não-essencial. Reuniões públicas estão proibidas, mas reuniões familiares privadas são permitidas. As creches, escolas e colégios também continuam funcionando, enquanto as universidades oferecerão aulas pela internet. Diferentemente do primeiro lockdown, os serviços públicos permanecem em funcionamento.

Já na Alemanha, o governo federal consolidou acordo com líderes locais que prevê o fechamento de restaurantes, bares, cinemas e teatros pelas próximas quatro semanas. Lojas e escolas, contudo, permanecerão abertas.

O Reino Unido ainda resiste à pressão para impor um segundo lockdown nacional depois que França e Alemanha adotaram restrições abrangentes que colocou os serviços de saúde no limite.

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Economia

13º salário injetará R$ 208 bilhões na economia em 2020, diz CNC

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O montante é 5,4% menor que o total pago em 2019. A queda é a mais acentuada da série histórica iniciada em 2012

O valor do 13º salário será afetado pela deterioração do mercado de trabalho (Mario Tama/Getty Images)

O pagamento do 13º salário aos trabalhadores brasileiros injetará 208 bilhões de reais na economia ao fim deste ano, calculou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O montante é 5,4% menor que o total pago em 2019, já descontada a inflação do período. A queda é a mais acentuada da série histórica do levantamento, iniciado em 2012.

Segundo o economista Fabio Bentes, responsável pelo levantamento da CNC, o valor da gratificação será afetado pela deterioração do mercado de trabalho, a suspensão temporária de contratos e a redução da jornada de trabalho. Em 2019, o pagamento do 13º salário tinha totalizado 216,2 bilhões de reais.

O valor médio pago em 2020 ficará em 2.192,71 reais, um recuo de 6 6% ante os 2.347,55 reais recebidos em 2019. Os estados de São Paulo (61,5 bilhões), Rio de Janeiro (22,3 bilhões), Minas Gerais (20,2 bilhões) e Rio Grande do Sul (14,9 bilhões de reais) concentrarão mais da metade do 13º salário a ser recebido pelos trabalhadores neste ano.

O levantamento se baseou em dados da massa salarial paga aos trabalhadores formais da iniciativa privada, do setor público, empregados domésticos com carteira de trabalho assinada, além dos beneficiários dos Regimes Geral e Próprio da Previdência Social.

“Além dos inevitáveis impactos sobre o mercado de trabalho, decorrentes da recessão, a queda no montante pago em 2020 também deriva das medidas previstas na Medida Provisória nº 936. Sancionada em abril e prorrogada até o final deste ano, a MP regulamentou a redução da jornada de trabalho proporcional ao salário e ainda a suspensão temporária do contrato de trabalho como forma de preservar os empregos”, ressaltou a CNC, em nota oficial.

O levantamento menciona informações do Ministério da Economia, mostrando que foram firmados 16,1 milhões de acordos entre patrões e empregados no âmbito da MP 936 entre abril e agosto: a suspensão do contrato de trabalho somou 7,2 milhões, enquanto a redução de 70% na jornada totalizou 3,5 milhões.

O estudo lembra que o desconto no 13º salário será proporcional ao período não trabalhado nos casos de suspensão do contrato de trabalho. Em caso de redução da carga horária, o valor do benefício só será reduzido para os cortes de 70% nas horas trabalhadas.

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Economia

Governo tem déficit de R$ 76 bi, pior resultado para setembro desde 1997

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Contas registraram déficit primário de R$ 76,154 bilhões em setembro, o pior desempenho para o mês da série histórica

Déficit: em setembro de 2019, o resultado havia sido negativo em R$ 20,471 bilhões (Bruno Domingos/Reuters)

As contas do Governo Central registraram déficit primário de 76,154 bilhões de reais em setembro, o pior desempenho para o mês da série histórica, que tem o início de 1997. O resultado, que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, sucede o déficit de 96,096 bilhões de reais de agosto. Em setembro de 2019, o resultado havia sido negativo em 20,471 bilhões de reais.

O rombo do mês passado foi menor do que as expectativas do mercado financeiro, cuja mediana apontava um déficit de 77,400 bilhões de reais, de acordo com levantamento do Projeções Broadcast junto com 23 instituições financeiras. O dado ficou dentro do intervalo das estimativas, que eram de déficit de 97,7 bilhões a 65,1 bilhões de reais.

Em setembro, as receitas tiveram queda real de 2% em relação a igual mês do ano passado. Já as despesas subiram 43,5% na mesma comparação, já descontada a inflação, devido ao aumento dos gastos para fazer frente à pandemia do coronavírus.

Acumulado

No acumulado dos primeiros nove meses, o resultado primário é negativo em 677,436 bilhões de reais, também o pior desempenho para o período da série histórica. Em relação a igual período de 2019, há queda de 13,7% nas receitas e avanço de 45% nas despesas em termos reais.

Em 12 meses, o Governo Central apresenta um déficit de 707 bilhões de reais — equivalente a 9,8% do produto interno bruto (PIB).

A meta fiscal para este ano admitia um déficit de até 124 bilhões de reais nas contas do Governo Central, mas a aprovação pelo Congresso do decreto de calamidade pública para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus autoriza o governo a descumprir essa meta em 2020.

Em 2019, o rombo do Governo Central ficou em 95,065 bilhões de reais.

Composição

As contas do Tesouro Nacional — incluindo o Banco Central — registraram um déficit primário de 58,928 bilhões de reais em setembro, de acordo com dados divulgados pelo Tesouro. No primeiro primeiros nove meses do ano, o órgão tem déficit de 434,696 bilhões de reais.

Já o resultado do INSS foi um déficit de 17,226 bilhões de reais no mês passado, chegando a um rombo de 242,740 bilhões de reais acumulado em 2020.

As contas apenas do Banco Central tiveram déficit de 42 milhões de reais em setembro, com desempenho negativo de 457 milhões de reais de janeiro a setembro.

Teto de gastos

As despesas sujeitas ao teto de gastos subiram 5,5% de janeiro a setembro na comparação com igual período de 2019, segundo o Tesouro Nacional. A conta não inclui os gastos extraordinários feitos para combater os efeitos da pandemia do novo coronavírus, que ficam de fora do teto por serem urgentes e imprevistos.

Pela regra do teto, o limite de crescimento das despesas do governo é a variação acumulada da inflação em 12 meses até agosto do ano passado. Porém, como o governo não ocupou todo o limite previsto em anos anteriores, na prática há uma margem para expansão de até 6,0%.

As despesas do Poder Executivo variaram 5,9% no período (a margem é de 6,2%). Já os gastos do Poder Legislativo caíram 1,5%, apesar do espaço de alta de 6,1%. No Judiciário, os gastos recuaram 2,3% — a margem é de -1,2%.

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sábado, 31 de outubro de 2020

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