Dificuldade para adormecer, acordar várias vezes durante a noite ou acordar sentindo cansaço são sinais comuns de insônia, que prejudica o bem-estar e a qualidade de vida. Esse problema provoca irritação, dificuldade de concentração e afetar tanto a saúde física quanto mental.
No Distrito Federal, 31,1% dos adultos dizem sofrer com insônia, segundo dados divulgados pela Secretaria de Saúde (SES-DF). Além disso, 20% dormem menos de seis horas por noite, o que é considerado sono insuficiente.
A pneumologista e médica do sono Géssica Andrade, do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), explica que a insônia geralmente é causada por hábitos ruins, como usar o celular, televisão e tablets por muito tempo com a luz ligada. Essas luzes diminuem a produção de melatonina, que é o hormônio responsável por regular o sono. A falta de uma rotina adequada piora ainda mais a situação.
Os dados são do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas (Vigitel), do Ministério da Saúde, que monitora informações desde 2006 até 2024. Em 2024, o Vigitel passou a acompanhar índices relacionados ao sono.
A Semana do Sono 2026, realizada em postos de saúde por todo o Brasil, tem o objetivo de aumentar o conhecimento sobre o tema. No Distrito Federal, o evento começou na sexta-feira (13) e vai até quinta-feira (19), com atividades no Hran.
O propósito é ajudar as pessoas a reconhecer sinais de sono ruim, saber quando procurar ajuda médica e adotar hábitos que garantam noites de descanso. No começo, a falta de sono causa sonolência durante o dia, prejudica a memória e reduz a atenção. Com o tempo, pode desencadear problemas como pressão alta, diabetes e distúrbios emocionais, incluindo depressão e ansiedade, que estão ligados ao sono de má qualidade.
Informações fornecidas pela Secretaria de Saúde (SES-DF).
