Paulo Eduardo Dias
OlhaPress
O programa Smart Sampa, uma das principais iniciativas da Prefeitura de São Paulo para melhorar a segurança, tem enfrentado problemas com o vandalismo e furtos de suas câmeras. Em 2025, foram registrados 2.210 casos desses danos, o que equivale a uma média de seis câmeras atacadas por dia.
As regiões sul e leste, que são as mais populosas da cidade, lideram as ocorrências. A zona sul teve 669 câmeras danificadas e a zona leste, 589. No centro, onde o programa começou, foram 211 ações de vandalismo.
Os casos quase dobraram em relação ao ano anterior, quando foram notificadas 1.033 ocorrências, incluindo 307 na zona sul. Porém, o número total de câmeras também aumentou significativamente, o que pode explicar esse crescimento.
A Prefeitura informou que a porcentagem de equipamentos danificados foi menor em 2025, representando 4,8%, enquanto em 2024 esse índice era de 5,5%. Em dezembro de 2024, havia 21.310 câmeras em operação, e esse número subiu para 40 mil em dezembro de 2025.
Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação. A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) destaca que a responsabilidade pelo conserto e troca das câmeras é do consórcio que gerencia o programa, sem custo para o município.
O contrato com essa empresa começou no segundo semestre de 2023. O Smart Sampa tem sido a principal aposta para a segurança urbana, ajudando na prisão de 2.833 foragidos, 3.670 criminosos flagrados e na localização de 173 pessoas desaparecidas, conforme dados oficiais.
Atualmente, a zona oeste possui o maior número de câmeras, aproximadamente 11 mil, seguida do centro com 9 mil, e das zonas sul e leste, com cerca de 8.500 cada. A zona norte tem cerca de 3 mil equipamentos.
Para reduzir os ataques, a Prefeitura instalou proteções metálicas em algumas câmeras, chamadas de “chapéu chinês”. A Polícia Militar também acrescentou espinhos metálicos e arame farpado em alguns postes.
No final de 2025, um poste com câmera foi serrado perto da favela Paraisópolis, na zona sul. A câmera não foi roubada e foi removida pela Prefeitura como medida preventiva. Na mesma área, havia equipamentos do programa Muralha Paulista, do governo estadual, que ainda não estavam instalados.
