As companhias de seguro conseguiram arrecadar R$ 36,17 bilhões em janeiro, mostrando um aumento de 0,5% em comparação ao mesmo mês de 2025, conforme dados recentes da Superintendência de Seguros Privados (Susep), divulgados na quarta-feira, dia 18. Entretanto, quando ajustado pela inflação, houve uma redução de 3,68%.
Durante esse período, o setor pagou R$ 21,71 bilhões em indenizações, resgates, benefícios e prêmios, o que representa uma diminuição de 8,85% considerando os preços corrigidos pela inflação no comparativo anual.
Nos seguros que cobrem danos e pessoas, excluindo os planos VGBL, as receitas alcançaram R$ 18,28 bilhões em janeiro, registrando um aumento nominal de 1,9% em relação ao ano anterior.
O seguro de automóveis, que é o mais importante, cresceu 1,85%, totalizando R$ 4,98 bilhões. Por outro lado, o seguro rural teve uma queda de 12,24%, arrecadando R$ 1,09 bilhão.
No segmento de seguros pessoais, o seguro de vida arrecadou R$ 3,11 bilhões, com crescimento nominal de 9,38%, enquanto o seguro prestamista teve avanço de 20%, atingindo R$ 1,96 bilhão.
Os produtos de acumulação, que ajudam na reserva financeira para o futuro, registraram arrecadação de R$ 15,5 bilhões, com um leve aumento nominal de 0,3%.
As contribuições em planos VGBL tiveram uma queda de 1,3%, somando R$ 14,38 bilhões em janeiro. Esse segmento vem sendo impactado negativamente pelas mudanças nas regras do IOF, que afetam aportes acima de R$ 600 mil.
Na área de capitalização, as receitas foram de R$ 2,39 bilhões no primeiro mês de 2026, representando uma redução de 8% em termos nominais comparado a janeiro de 2025.
Esses dados destacam as variações e desafios do setor de seguros no Brasil neste início de ano.
Estadão Conteúdo.
