O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (27) a liberação de R$ 900 mil para ações emergenciais contra a chikungunya na região de Dourados, Mato Grosso do Sul. O dinheiro será transferido em uma única parcela para o fundo municipal, garantindo rapidez na aplicação dos recursos.
Os recursos vão ser usados para melhorar a vigilância da doença, controlar o mosquito Aedes aegypti, aprimorar o atendimento à população e apoiar as equipes de saúde locais. Essa ação se soma a medidas já em andamento, como a instalação de mil Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), que são armadilhas com tecido tratado para impedir a reprodução do mosquito.
Das 300 unidades enviadas de Campo Grande, 150 já foram instaladas nos bairros Jóquei Clube, Santa Felicidade e Santa Fé. As próximas áreas que receberão as EDLs são Novo Horizonte/Parque do Lago e Piratininga. Antes da instalação, agentes municipais receberam treinamento de técnicos da Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroses (CGARB).
A coordenadora-geral da CGARB, Lívia Vinhal, destacou que as estações fazem parte de uma estratégia maior para controlar o mosquito e que é fundamental a colaboração entre o governo e a população para eliminar os locais onde o mosquito se reproduz.
Nas comunidades indígenas, as ações incluem visitas nas aldeias Jaguapiru e Bororó, feitas pela Força Nacional do SUS (FN-SUS) e pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), com 106 atendimentos domiciliares realizados. O diretor da FN-SUS, Rodrigo Stabeli, ressaltou a importância da integração das equipes para proteger as populações mais vulneráveis e evitar casos graves da doença.
Desde março, agentes de saúde visitaram mais de 2,2 mil casas nas aldeias, realizando mutirões de limpeza, eliminando locais de reprodução do mosquito, aplicando larvicidas e inseticidas, além de oferecer atendimento por meio de unidade móvel da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
Para reforçar as equipes, o Ministério autorizou a contratação emergencial de 20 Agentes de Combate a Endemias (ACE) em parceria com a AgSUS, seguindo critérios de análise curricular e CLT. Desde 18 de março, a FN-SUS mobilizou 34 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos, nas regiões mais afetadas.
Uma Sala de Situação foi montada no Ministério da Saúde na quarta-feira (25) para coordenar as ações federais. Está previsto levar essa estrutura para o território, integrando técnicos, gestores estaduais e municipais, e órgãos como Sesai, SVSA, DSEI-MS e Defesa Civil para um trabalho conjunto.

