SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
A Secretaria de Saúde de São Paulo confirmou nesta quarta-feira (4) o 12º falecimento causado por envenenamento com metanol no estado. A vítima é um jovem de 26 anos, residente em Mauá, na Grande São Paulo.
A Polícia Civil informou que o jovem faleceu na manhã do dia 29 de janeiro, após passar dez dias internado.
Antes de ser levado ao hospital, ele apresentou dores e náuseas. Foi atendido na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Barão de Mauá e depois transferido ao Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini, onde veio a falecer.
Além do jovem, os outros 11 óbitos envolvem quatro homens de 26, 45, 48 e 54 anos da capital São Paulo; uma mulher de 30 anos e um homem de 62 anos, ambos de São Bernardo do Campo; dois homens de 23 e 25 anos e uma mulher de 27, de Osasco; um homem de 37 anos, de Jundiaí; e um homem de 26 anos, de Sorocaba.
De acordo com a Secretaria de Saúde, foram confirmados 52 casos de envenenamento por metanol e 570 casos descartados. Quatro mortes ainda estão sob investigação: um homem de 39 anos em Guariba; um de 31 em São José dos Campos; e dois em Cajamar, de 29 e 38 anos.
O 11º óbito ocorreu em dezembro, envolvendo um homem de 62 anos de São Bernardo do Campo, que esteve internado por quase um mês no Hospital de Urgência do município.
Os primeiros casos de intoxicação por metanol começaram a ser registrados em outubro do ano anterior. A delegada da Polícia Civil de São Paulo, Isa Lea Abramavicus, afirmou que as bebidas adulteradas com metanol tinham preço semelhante ao das garrafas originais.
O comprovante de compra no Torres Bar, localizado na Mooca, zona leste da capital, onde duas pessoas consumiram essas bebidas e faleceram, mostra que cada garrafa de vodca Smirnoff adulterada custou entre R$ 35 e R$ 39. Segundo apurações realizadas por reportagens, o preço de uma garrafa original dessa marca varia entre R$ 28 e R$ 35.
