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Samsung lança TV 8K com “tela infinita”

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Fabricante mostra visão de futuro com televisor vertical, Smart TVs com assistentes de voz e telas de MicroLED

QLED 950: TV da Samsung tem bordas finas como os smartphones (Lucas Agrela/Site Exame)

Las Vegas – A sul-coreana Samsung anuncia nesta semana a nova linha de TVs QLED, voltados ao segmento premium. Pela primeira vez, a fabricante criou TVs que combinam resolução 8K (que têm 32 vezes mais pixels do que o padrão Full HD) e bordas extremamente finas. Os televisores contam com telas que aproveitam 99% da área frontal — uma tendência de design que vem dos smartphones e ficou conhecida como tela infinita, assim como as piscinas de borda infinita.

A QLED 950 é o principal produto anunciado em uma conferência para imprensa antes da CES 2020, maior evento de tecnologia do mundo, realizado em Las Vegas. Ele tem tamanho de 75 polegadas e vem com novas tecnologias para imagem e som.

Como ainda há uma quantidade limitada de conteúdo em resolução 8K disponível para reprodução, a empresa usa a mesma abordagem que adotou com os televisores 4K no passado. Por meio de um processo de melhoria de imagens chamado upscalling, o processador de imagem das TVs aumenta artificialmente a qualidade de imagem de vídeos em Full HD ou 4K para deixá-los similares ao filmados em 8K. A novidade deste ano é que o processador de imagem agora usa inteligência artificial baseada em rede neural, que simula o funcionamento do cérebro humano, e fica melhor com o uso. O acervo de imagens de referência para a melhoria de cenas aumentou de 8 milhões para 10 milhões.

De acordo com Erico Traldi, diretor de áudio e vídeo da Samsung Brasil, o maior desafio para a oferta de conteúdos em resolução 8K não é a filmagem, mas, sim, a transmissão. “Trabalhamos junto a empresas como a Amazon para melhorar os codecs de compressão e descompressão de imagens em 8K”, afirma Traldi, . A sul-coreana também atua em parceria com o YouTube para levar vídeos em 8K para as TVs.

De acordo com previsão da consultoria Mordor Intelligence, as vendas de TVs 8K devem saltar de 2 milhões de unidades em 2017 para 18 milhões em 2023. A consultoria prevê ainda que, no mesmo período, o valor de mercado de 8K passará de 146.5 milhões de dólares para 2,11 bilhões de dólares, um crescimento de 33,5%. A próxima Olimpíada do Japão, que será realizada neste ano, contará com transmissão de conteúdos em 8k, pavimentando o caminho para mais imagens com a máxima qualidade disponível no mercado de consumo na atualidade.

YungKyung Park, pesquisadora de imagens de alta resolução na Universidade Ewha Womans, localizada na Coreia do Sul, a necessidade de resoluções mais altas se faz necessária com o aumento do tamanho das telas de TVs avançadas, que hoje tem 65 polegadas ou mais. “O 8K tem uma combinação de profundidade de imagens e temperatura de cores que causa um efeito de sinestesia no espectador. Isso leva à percepção de realidade nas imagens quando são reproduzidas em telas grandes. Não há um limite de resolução para aumentar a percepção de realidade passada pelas imagens”, afirma Park.

As novas TVs 8K da linha QLED da Samsung serão lançadas no Brasil em meados de 2020.

Fabricantes como LG e TCL também apresentaram Smart TVs com resolução 8K para a CES deste ano. O principal destaque da LG é a TV com tela que enrola, que será vendida nos Estados Unidos a partir deste ano. A empresa também aposta em inteligência artificial para a melhoria de imagens em Smart TVs, tanto para aparelhos com resolução 4K quanto 8K. A LG não revelou preços ou data de lançamento de suas novas TVs.

The Sero

A Samsung mostra, também, na CES a primeira TV vertical, feita para quem consome muitos vídeos de redes sociais, como o Instagram. Chamada The Sero, ela será lançada no Brasil em 2020.

Samsung-Sero-TV-Vertical

Sero: TV tem 43 polegadas (Samsung/Divulgação)

Quando pareada com um smartphone, ela pode mudar sua orientação de vertical para horizontal, conforme o usuário faz o movimento com o celular; Ainda não há preço definido para o aparelho.

MicroLED

Os painéis de MicroLED, que são pequenas lâmpadas que iluminam a tela, agora chegam em tamanhos menores. Agora, os tamanhos começam em 75 polegadas. No Brasil, ela estava disponível em 156 polegadas – apenas sob encomenda. Com proposta modular, ela pode ser ampliada com a aquisição de novos painéis. Durante a CES, a TCL apresentou uma tecnologia similar que é chamada de MiniLED.

The Frame

Na terceira geração da TV The Frame, que vem com um loja virtual de obras de arte que são exibidas na tela como se fossem quadros, a Samsung trouxe um modelo de 32 polegadas pela primeira vez. A resolução desse modelo é Full HD, e não 4K.

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FBI poderia desbloquear iPhones de terrorista sem ajuda da Apple

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Will Strafach, um hacker de aparelhos Apple e dono da empresa Guardian Farewell, diz que desbloquear iPhones 5 e 7 não é uma tarefa impossível

FBI: Will Strafach diz que não é impossível desbloquear iPhones 5 e 7, utilizados por autor de ataque terrorista na Flórida (Zhang Peng/LightRocket/Getty Images)

O FBI pressiona a Apple para ajudar a agência a desbloquear os iPhones de um terrorista, mas o governo pode conseguir esse acesso sem a gigante de tecnologia, de acordo com especialistas em segurança cibernética e forense digital. Os investigadores podem explorar uma série de vulnerabilidades de segurança – disponíveis diretamente ou por meio de provedores como Cellebrite e Grayshift – para desbloquear os celulares, disseram os especialistas em segurança.

Mohammed Saeed Alshamrani, autor de um ataque terrorista em 6 de dezembro em uma base naval na Flórida, tinha um iPhone 5 e um iPhone 7, modelos que foram lançados pela primeira vez em 2012 e 2016, respectivamente. Alshamrani foi morto e os aparelhos ficaram bloqueados, e o FBI teve que buscar maneiras de acessar os celulares.

“Um 5 e um 7? É absolutamente possível desbloqueá-los”, disse Will Strafach, um conhecido hacker de iPhone que agora comanda a empresa de segurança Guardian Firewall. “Eu não chamaria de brincadeira de criança, mas não é super difícil.” A avaliação não é compartilhada pelo governo dos EUA. Na segunda-feira, o procurador-geral dos EUA, William Barr, criticou a Apple, dizendo que a empresa não fez o suficiente para ajudar o FBI a desbloquear os iPhones.

“Estamos ajudando a Apple o tempo todo no comércio e em muitos outros problemas, e eles se recusam a desbloquear telefones usados por assassinos, traficantes de drogas e outros elementos criminosos violentos”, disse o presidente dos EUA, Donald Trump, em um tuíte na terça-feira. Os comentários aumentam a pressão sobre a Apple para criar maneiras especiais para as autoridades acessarem os iPhones. A Apple não quis criar essas portas, dizendo que também poderiam ser usadas por criminosos.

De fato, Strafach e outros especialistas em segurança disseram que a Apple não precisaria criar uma porta para o FBI acessar os iPhones que pertenciam a Alshamrani. Neil Broom, que trabalha com agências de polícia para desbloquear aparelhos, disse que a versão do software do iPhone 5 e iPhone 7 pode dificultar o desbloqueio dos aparelhos. Mas ainda seria possível.

“Se os telefones em particular estiverem em uma versão específica do iOS, pode ser tão fácil quanto uma hora e ‘boom’, estão dentro. Mas eles podem estar em uma versão iOS que não tem vulnerabilidade”, disse.

Na terça-feira, um porta-voz do Departamento de Justiça dos EUA disse que não tinha nenhuma atualização sobre os esforços do governo para desbloquear os dispositivos. Na segunda-feira, a Apple disse que forneceu “todas as informações” relacionadas aos celulares por meio de serviços baseados na Internet, como o iCloud.

No ataque em San Bernardino, em 2016, o governo usou a tecnologia da Cellebrite para debloquear o iPhone e, se os especialistas em segurança estiverem certos, provavelmente também será o caso desta vez. Mas isso não deve solucionar o impasse entre o FBI e a Apple. Está cada vez mais difícil para empresas como a Cellebrite desbloquearem iPhones, pois os aparelhos ficaram mais sofisticados, disse Yotam Gutman, diretor de marketing da empresa de segurança cibernética SentinelOne.

Desbloquear um iPhone 11, o modelo de smartphone mais novo da Apple, seria muito mais difícil, se não impossível, disse Strafach, da Guardian Firewall.

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Spotify lança playlists para cachorros que ficam sozinhos em casa

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Spotify descobriu que um em cada quatro donos de animais tocam música para que seus animais de estimação ouçam quando estão fora de casa

Cachorro: playlists oferecem faixas selecionadas por algoritmos para corresponder às características dos animais, como energéticas ou lentas (Jelena Matvejeva / EyeEm/Getty Images)

Londres — O Spotify criou playlists e um podcast para cachorros ouvirem na ausência de seus donos, depois de descobrir que quase 74% dos donos de animais do Reino Unido tocam música para eles.

A empresa sueca de streaming de áudio anunciou que lançou um podcast com música suave, “dog-directed praise”, histórias e mensagens de afirmação e segurança narradas por atores para aliviar o estresse de cães que ficam sozinhos em casa.

Enquanto isso, as playlists destinadas a animais de estimação oferecem faixas selecionadas por algoritmos para corresponder às características dos animais, como energéticas ou lentas.

O Spotify disse que descobriu em uma pesquisa que um em cada quatro donos de animais tocam música para que seus animais de estimação ouçam quando estão fora de casa, com 42% dos proprietários dizendo que seus animais de estimação têm um tipo de música favorito.

Um quarto dos donos de animais disse ter visto seus animais dançando ao som da música.

 

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Chrome e Firefox vão reduzir pedidos de notificações de sites

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Navegadores vão reduzir a frequência de pedidos de alertas enviados pelos sites para os usuários

Notificações: usuários de Chrome e Firefox receberão menos pedidos de envio de notificações (Getty Images/Getty Images)

São Paulo – A partir de agora, o Google Chrome e o Mozilla Firefox irão bloquear as tentativas dos navegadores de enviarem notificações para o usuário. Quando se visita algum site, como o Facebook, é comum que apareça na tela a opção de receber notificações da página, mesmo antes que ela carregue completamente.

Após reclamações de usuários de que isso atrapalhava a navegação, dois dos grandes navegadores decidiram achar uma maneira de diminuir a frequência destes pop-ups. Isso não significa que eles não existirão mais – receber alertas sobre novos e-mails, serviços úteis e mensagens ainda são importantes -, mas sua presença será reduzida no Chrome e no Firefox.

PJ McLachlan, gerente de projetos do Google Chrome, publicou uma nota no blog da equipe que diz que a companhia passará a reduzir as notificações e pop-ups já na semana que vem, no Chrome 80 – um dos navegadores da empresa: “O Chrome 80 mostrará, sob certas condições, uma nova interface de usuário de permissão de notificação mais silenciosa, que reduz a interrupção gerada pelos pedidos de permissão de alertas”, disse.

Ainda na postagem, McLachlan demonstrou que o Chrome colocará as solicitações de permissão enviadas pelos websites “escondidas” em um pequeno símbolo de alerta, localizado na extremidade direita da barra de pesquisa do navegador. No smartphone, existirá um pequeno alerta localizado na parte inferior da janela, e que irá desaparecer após alguns segundos. Confira uma representação da nova ferramenta na versão para computadores (esquerda) e para celular (direita):

Google Chrome nova interface

(Google/Reprodução)

 

McLachlan acrescentou que as notificações rejeitadas com mais rapidez se tornarão mais silenciosas no futuro, e os sites com pouca aceitação de alertas sofrerão com as baixas taxas de aceitação; isso deve auxiliar os sites a melhorarem sua experiência de usuário no futuro, para que possa enviar mais avisos.

Durante os três primeiros meses de 2020, o Google disse que enviará estatísticas para que os sites analisem a sua taxa de aceitação de alertas. Já no caso do Mozilla Firefox, sua versão mais recente já não aceita nenhuma janela de pedido de notificações – quando isso acontece, a solicitação aparece como um balão de fala na barra de endereços; em 2019, a Mozilla realizou uma pesquisa onde percebeu que 1,45 bilhão de avisos eram exibidos aos usuários em um mês, e apenas 23,66 milhões destes eram aceitos.

A intenção é fazer com que os sites sejam menos invasivos com os usuários dos navegadores, e que passem a solicitar envio de notificações apenas após o usuário passar algum tempo navegando pelo website.

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