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Robô aprende a identificar expressões faciais humanas e a responder

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Solução desenvolvida por cientistas estadunidenses poderá impulsionar a interação com as máquinas

(crédito: Creative Machines Lab/Columbia Engineering)

A interação entre robôs e humanos tem sido cada vez mais recorrente — autômatos “trabalhando” com equipes de asilos, bancos e montadoras de carros deixaram de ser obra da ficção, por exemplo. Faltam, porém, demonstrações de emoção nessa parceria. Isso porque a maioria dos robôs ainda exibe um rosto vazio e estático. Na tentativa de solucionar o problema, cientistas da Escola de Engenharia e Ciência Aplicada da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, usaram inteligência artificial para ensinar as máquinas a fazerem expressões faciais humanas reativas apropriadas. Dessa forma, elas conseguem, por exemplo, retribuir o sorriso de um colega de trabalho.

A façanha é fruto de um projeto, desenvolvido há 5 anos, que resultou no surgimento de EVA. O robô, cujos projetos são de código aberto, foi apresentado, neste fim de semana, na Conferência Internacional de Robótica e Automação. “A ideia de EVA tomou forma há alguns anos, quando meus alunos e eu começamos a notar que os robôs do nosso laboratório estavam olhando para nós com olhos arregalados de plástico”, conta, em comunicado, Hod Lipson, professor de inovação da universidade estadunidense e participante do estudo.

Observações em outras atividades cotidianas — como robôs, em lojas, usando crachás e roupas tricotadas à mão — também inspiraram a equipe. “As pessoas pareciam estar humanizando seus colegas robóticos, dando-lhes olhos, uma identidade ou um nome”, diz Lipson. “Isso nos fez pensar: ‘Se olhos e roupas funcionam, por que não fazer um robô com um rosto humano superexpressivo e responsivo?’”

A tarefa não é simples. Durante décadas, os autômatos foram feitos de metal ou plástico rígido. O hardware robótico tem sido igualmente de difícil de maleabilidade, com circuitos, sensores e motores pesados e volumosos. A primeira fase do projeto começou no laboratório de Lipson, quando o estudante de graduação Zanwar Faraj liderou uma equipe de alunos na construção do maquinário físico de EVA. Ele ganhou um busto sem corpo, mas com animação facial.

EVA pode expressar as seis emoções básicas — de raiva, nojo, medo, alegria, tristeza e surpresa —, bem como uma série de expressões mais matizadas. Para isso, usa músculos artificiais, ou seja, cabos e motores que puxam pontos específicos do rosto, imitando os movimentos de mais de 42 minúsculos músculos presos em vários pontos da pele e dos ossos da face humana.

Zanwar Faraj conta que o tamanho do maquinário era um dificultador. “O maior desafio na criação de EVA foi projetar um sistema que fosse compacto o suficiente para caber dentro dos limites de um crânio humano, embora ainda fosse funcional o suficiente para produzir uma ampla gama de expressões faciais”, detalha.

Impressão 3D
Para superar esse desafio, a equipe recorreu à impressão 3D. A partir dessa tecnologia, foram fabricadas peças com formas complexas e que se integraram, de maneira eficiente, ao crânio do robô. Depois de semanas puxando cabos para fazer EVA sorrir, franzir a testa ou parecer chateado, a equipe percebeu que o rosto azul e sem corpo do autômato poderia provocar respostas emocionais nos colegas de laboratório. “Certo dia, eu estava cuidando da vida quando EVA, de repente, me deu um grande e amigável sorriso. Eu sabia que era puramente mecânico, mas me vi sorrindo de volta por reflexo”, lembra Lipson.

Satisfeitos com a solução mecânica, os cientistas começaram a programação para que a inteligência artificial (IA) passasse a guiar os movimentos faciais de EVA. Nesse ponto, também avançaram. O robô usa IA de aprendizado profundo para ler e, em tempo real, espelhar expressões faciais humanas. A capacidade de imitar uma ampla gama de fisionomias foi aprendida por tentativa e erro enquanto a máquina assistia a vídeos de si mesma.

Boyuan Chen, aluno de PhD de Lipson, percebeu que os movimentos faciais de EVA eram um processo muito complexo para ser regido por conjuntos de regras predefinidas. A partir de então, liderou uma equipe para criar o cérebro do autômato usando várias redes neurais de aprendizado profundo que permitissem a realização de duas habilidades: primeiro, aprender a usar o próprio sistema complexo de músculos mecânicos para gerar qualquer expressão facial particular e, segundo, saber quais faces fazer ao “ler” rostos humanos.

Autoimagem
Para ensinar ao autômato como era o próprio rosto, a equipe o filmou durante horas fazendo uma série de expressões faciais aleatórias. Então, como um humano se observando em um vídeo, as redes neurais internas de EVA aprenderam a emparelhar o movimento muscular a partir de imagens do próprio rosto. Assim, o robô ganhou uma noção primitiva de como sua face se mexia, o equivalente a uma autoimagem.

Uma segunda rede o ajudou a combinar a própria imagem com a de um rosto humano capturada em sua câmera de vídeo. Após vários refinamentos e iterações, o autômato adquiriu a capacidade de ler as expressões faciais em uma câmera e a de responder, em tempo real, de forma espelhada.

Os pesquisadores observam que o projeto é um experimento de laboratório e “está muito longe” das formas complexas como os humanos se comunicam. Mas enfatizam que é grande a possibilidade de essas tecnologias terem aplicações benéficas no mundo real. “Há um limite para o quanto nós, humanos, podemos nos envolver emocionalmente com autômatos, chatbots baseados em nuvem ou alto-falantes domésticos inteligentes sem corpo”, admite Lipson. “Porém, nosso cérebro parece responder bem a robôs que têm algum tipo de presença física reconhecível.” Boyuan Chen acrescenta: “Os robôs estão interligados à nossa vida de várias maneiras. Então, construir confiança entre humanos e máquinas é cada vez mais importante.”

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Netflix frustra previsões, faz projeções fracas e ações caem

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O total de assinantes globais da empresa atingiu 221,8 milhões

(Getty Images/Reprodução)

 

A Netflix ficou aquém das previsões de Wall Street para novos assinantes no fim de 2021 e apresentou uma previsão mais fraca do que o esperado para o início de 2022, já que os rivais aumentaram a competição na batalha por clientes.

O maior serviço de streaming do mundo adicionou 8,3 milhões de clientes de outubro a dezembro, quando lançou uma nova programação, incluindo os filmes Red Notice e Don’t Look Up e uma nova temporada de The Witcher. O total de assinantes globais da empresa atingiu 221,8 milhões.

Analistas do setor projetaram que a Netflix adicionaria 8,4 milhões de clientes, de acordo com dados da Refinitiv. As ações da Netflix caíram nas negociações do after market.

A Netflix elevou os preços na semana passada em seu maior mercado, Estados Unidos e Canadá, onde analistas dizem que o crescimento está estagnado, e agora busca expansão no exterior.

A empresa enfrentou uma montanha-russa durante a pandemia, com crescimento acentuado no início de 2020, quando as pessoas ficaram em casa e os cinemas foram fechados, seguido por uma desaceleração em 2021. A Netflix conquistou mais de 36 milhões de clientes em 2020 e 18,2 milhões em 2021.

Em 2022, espera-se que o crescimento de assinantes da Netflix se estabilize e volte ao ritmo registrado antes da pandemia, dizem analistas. A próxima programação da empresa inclui novas temporadas de OzarkBridgerton e Stranger Things e um documentário de três partes sobre Kanye West.

Mas as concorrentes, incluindo Walt Disney e AT&T HBO Max, estão investindo bilhões na criação de nova programação para seus serviços de streaming.

A Netflix registrou receita de US$ 7,71 bilhões no quarto trimestre, em linha com estimativas de US$ 7,71 bilhões.

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Dona do TikTok viu receita desacelerar em 2021, mas faturou US$ 58 bi

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Fontes internas indicam que ByteDance e outras empresas de tecnologia chinesas estão sendo afetadas pelo endurecimento das regras do país

(SOPA Images/Getty Images)

A ByteDance, proprietária do aplicativo de vídeos TikTok, viu sua receita total crescer 70% ano a ano, para cerca de US$ 58 bilhões em 2021.

Mesmo assim, à medida que a China endurece sua regulamentação de grandes empresas de tecnologia, os números indicam um crescimento mais lento do que um ano antes. Em 2020, a receita total da empresa com sede em Pequim cresceu mais de 100%, para US$ 34,3 bilhões.

A mesma desaceleração vem sendo observada em outras companhias do setor, como a Tencent Holdings e o Alibaba Group. Os reguladores chineses lançaram novas regras que regem como as empresas devem operar e interagir com seus usuários.

As informações são da Reuters, que afirma que os números foram divulgados a um pequeno grupo de funcionários em uma reunião interna.

A ByteDance é uma das maiores empresas privadas de tecnologia do mundo, com negociações recentes no mercado secundário de private equity avaliando-a em cerca de US$ 300 bilhões.

Seguindo os esforços antitruste de Pequim, a companhia recentemente se reorganizou em seis unidades de negócios. Foi a maior mudança organizacional desde que o fundador da empresa, Zhang Yiming, disse em maio que deixaria o cargo de CEO.

Além do TikTok, os outros aplicativos da ByteDance incluem seu equivalente chinês Douyin, o agregador de notícias Jinri Toutiao e a plataforma de streaming de vídeo Xigua.

Informações do rastreador de aplicativos Sensor Tower indicam que os usuários gastaram aproximadamente US$ 2,3 bilhões no TikTok e na versão iOS do Douyin.

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Como blockchain e criptos podem ser a chave para a internet do futuro

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A nova fase da internet devolve a posse de dados aos usuários, que podem criar de identidades a moedas

(Iryna Veklich/Getty Images)

Nas últimas décadas, a internet se tornou uma ferramenta tão importante para as interações humanas quanto a energia elétrica, a pólvora ou os meios de transporte. Ao revolucionar a forma como a comunicação é realizada no mundo, ela trouxe uma série de mudanças no estilo de vida das pessoas. E, como toda tecnologia, ela está em processo de constante evolução.

Nos primórdios da internet, a fase que ficou conhecida como Web 1.0, a rede era um ambiente muito diferente. A internet apresentava baixa velocidade de conexão, e as interações com os sites eram bastante rudimentares. Até o envio de e-mails era limitado a mensageria, não sendo possível enviar fotos ou anexos. Com o avanço da tecnologia, alguns websites começaram a trazer ordem à bagunça que era a rede. É o caso do Google e do Yahoo!, por exemplo.

Com o tempo, os sites se tornaram mais interativos, e os usuários passaram a se relacionar com maior intensidade uns com os outros por meio das plataformas de mídia social, como YouTube, Facebook, Twitter e LinkedIn. Depois, com a chegada dos smartphones, vieram também os aplicativos e as soluções que passamos a utilizar nos dispositivos móveis, que se tornaram muito rapidamente parte do cotidiano das pessoas.

Com esses avanços e com a melhoria da infraestrutura da rede, foi possível não apenas a navegação em velocidade muito maior como também a produção de um número significativamente maior de dados digitais, resultantes desse aumento na interação com a rede e com os serviços da web.

Os que foram rápidos o suficiente para perceber esse movimento, capturar e tratar os dados construíram impérios com base em coleta de dados e venda de anúncios direcionados a usuários específicos, de forma que eles, e não a sociedade, fossem os mais beneficiados. É o caso dos gigantes da internet e do entretenimento. Em alguns casos, até o ponto de escândalos ligados à manipulação eleitoral, como o do Facebook no famoso caso da Cambridge Analytica. A partir do momento em que uma tecnologia, que por natureza deveria ser neutra, passa a ditar o destino de uma nação, consegue cancelar a opinião de qualquer ser humano ou pode comercializar informações sensíveis e privadas, fica claro que ela precisa ser reinventada.

A Web 3.0 surge apoiada nesses alicerces. A nova fase da internet procura devolver a posse dos dados ao usuário, seja para criar identidades digitais, compartilhar arquivos de forma descentralizada, seja até para receber pagamentos pela atenção dada a anunciantes que se aproveitam dos conteúdos consumidos de maneira online para divulgar seus produtos. Em outras palavras, é uma abordagem em que o usuário está no centro, e não as grandes corporações, para que, dessa forma, a privacidade individual seja respeitada. Mas qual é a relação disso com o blockchain e com os criptoativos? Pode não parecer tão óbvio, mas os ativos digitais podem ser justamente a peça que faltava para possibilitar esse ambiente, funcionando como incentivo para as relações sociais. Os casos de uso são inúmeros: de navegadores na internet que pagam ao usuário ao impactá-lo com anúncios ao armazenamento descentralizado e às identidades digitais descentralizadas.

Mais do que isso, o block­chain, que é a tecnologia que “hospeda” os criptoativos, também é o berço dos NFTs, que são representações digitais de valor que podem ser utilizadas para a comercialização de propriedade digital. Dessa forma, a nova etapa da internet também se mostra apropriada para a movimentação de valores em ambientes de realidade virtual (também conhecidos como metaverso).

Por fim, a próxima fase da internet também é conhecida como “web semântica”, na qual o número de dados gerados será muito maior por causa do aumento das interações que será promovido pela Internet das Coisas (IoT) — aquela que possibilitará carros autônomos, geladeiras inteligentes e outras novidades tecnológicas que parecem ter saído de filmes de ficção científica. O uso de inteligência artificial permitirá uma compreensão muito maior do que acontece no ambiente digital. Esses fatores, somados, apontam para uma internet mais interativa e imersiva, com o potencial de trazer mudanças ainda mais profundas às relações humanas. Esse processo, gostemos ou não, já está a pleno vapor.  


1.0 → De 1990 a 2000

Em seus primórdios, a internet apresentava baixa velocidade de conexão, praticamente inviabilizando a interação de quem produzia o conteúdo com quem o acessava. Era o tempo da internet estática, disponível apenas para leitura e visualização


2.0 → De 2000 a 2020 

Novas plataformas e conexões mais rápidas permitem que os usuários também produzam conteúdo e interajam com quem está do outro lado: Facebook, YouTube, Twitter e outras redes sociais se tornam canais de distribuição de conteúdo e interação entre milhões de pessoas


3.0 → De 2020 aos próximos anos

É a era da descentralização das conexões: o usuário está no centro de tudo e sua privacidade deve ser respeitada, tirando o foco das grandes plataformas. Isso se aplica não só a mensagens como a pagamentos e outros serviços. Conexões ultrarrápidas permitem o avanço da Internet das Coisas, ampliando de forma exponencial as interações, customizadas com o uso de inteligência artificial 

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Telegram já foi alvo de bloqueio em 11 países e preocupa TSE nas eleições

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Em meio ao debate sobre o impacto das fake news no processo eleitoral, Justiça eleitoral avalia suspensão do serviço, que não tem representação no Brasil

Telegram: ao menos 11 países já bloquearam ou ainda bloqueiam a plataforma (NurPhoto / Colaborador/Getty Images)

No intuito de prevenir o impacto das fake news nas eleições, a Justiça Eleitoral brasileira estuda entrar em ação contra o aplicativo de mensagens Telegram, considerado por especialistas atualmente a fronteira digital mais fértil para a desinformação.

Ao menos 11 países já bloquearam ou ainda bloqueiam a plataforma – um deles é a Rússia, país de origem, onde o acesso ficou suspenso entre 2018 e 2020. Ao contrário das outras redes sociais ou aplicativos, a empresa não possui representação jurídica nem endereço no Brasil e jamais respondeu às tentativas de notificação feitas pelo Poder Judiciário desde 2018.

Nas últimas semanas, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, voltou por diversas vezes a tentar entrar em contato com o Telegram. A mais recente ocorreu em 16 de dezembro, quando o tribunal encaminhou um ofício ao diretor executivo do aplicativo, Pavel Durov, solicitando uma reunião para discutir formas de cooperação sobre o combate à disseminação de fake news. O e-mail jamais foi respondido.

Especialistas ouvidos pelo GLOBO apontam que há caminhos jurídicos para um eventual bloqueio do Telegram para além da discussão legislativa do tema e ressaltam que há possibilidade técnica para impedir o funcionamento do aplicativo, seja retirando a plataforma das lojas de aplicativos, como as da Apple e Google, ou por meio da infraestrutura, hipótese em que as operadoras de telefonia precisariam impedir o tráfego entre os celulares ou computadores no país e os servidores do Telegram. Ainda seria possível utilizar sistemas VPN (redes virtuais privadas) para burlar a proibição e simular uma conexão fora do Brasil, mas a avaliação é que poucos usuários lançariam mão da alternativa.

Veja, em reportagem exclusiva para assinantes, a análise de especialistas sobre a possibilidade de bloqueio do Telegram no Brasil. Entenda que caminhos jurídicos e legislativos podem ser tomados, qual o impacto de uma medida como essa e que países já bloquearam o aplicativo.

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Sony teme estratégia da Microsoft após compra da Activision Blizzard

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A fabricante do Playstation comentou a compra da Activision com a preocupação de que os jogos deixem de ser multiplataforma

Call of Duty: Black Ops Cold War, da Activision Blizzard, foi o segundo jogo mais jogado do PS5 ao longo de todo o ano de 2021. A mudança de comando poderia tirar esse trunfo das mãos da Sony (Anadolu Agency/Getty Images)

A Sony reagiu sobre a aquisição da Activision Blizzard pela Microsoft ao The Wall Sreet Journal com um comentário sobre o que isso pode significar para o futuro de jogos como Call of Duty nos consoles PlayStation.

Esperamos que a Microsoft cumpra os acordos contratuais e continue a garantir que os jogos da Activision sejam multiplataforma”, disse o representante da Sony ao jornal.

A preocupação com a manutenção dos jogos na biblioteca da Sony faz sentido. Com o vencimento dos contratos ao longo do tempo, a Microsoft estaria livre para tornar os grandes hits em jogos exclusivos para o Xbox e PC.

Olhando em retrospecto, quando a Microsoft comprou a Bethesda, por exemplo, ela respeitou os acordos comerciais existentes e manteve o jogo Deathloop como um exclusivo do PS5, como aponta o site The Verge. O mesmo vale para o Minecraft, da Mojang, que se mantém multiplataforma.

Contudo, as estratégias nesse momento podem se tornar diferentes, ainda que o passado indique mais ou menos a direção que a gigante do Vale do Silício possa tomar.

 

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EUA avaliam se computação em nuvem da Alibaba pode ser risco

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Foco da investigação é como a empresa armazena dados como informações pessoais e propriedade intelectual

Logo da Alibaba na bolsa de Nova York (Andrew Kelly/Reuters)

O governo dos Estados unidos está analisando os negócios de computação em nuvem do grupo chinês de comércio eletrônico Alibaba para determinar se eles representam um risco para a segurança nacional, disseram três fontes informadas sobre o assunto.

O foco da investigação é como a empresa chinesa armazena os dados de clientes dos EUA, incluindo informações pessoais e propriedade intelectual, e se o governo chinês pode ter acesso a eles, disseram as fontes.

Os reguladores podem optar por forçar a empresa a tomar medidas para reduzir o que consideram como risco ou proibir norte-americanos de usarem o serviço de computação em nuvem da Alibaba completamente.

A operação de processamento de dados da Alibaba nos EUA é pequena, com receita anual de menos de 50 milhões de dólares, de acordo com a empresa de pesquisa Gartner.

Um porta-voz do Departamento de Comércio disse que a agência não comenta a “existência ou inexistência de análises de transações”. A Embaixada da China em Washington não respondeu a um pedido de comentário.

A Alibaba não comentou o assunto. A empresa sinalizou preocupações sobre suas operações nos EUA em seu relatório anual mais recente, dizendo que as empresas norte-americanas que têm contratos com a companhia “podem ser proibidas de continuar fazendo negócios conosco, incluindo cumprir suas obrigações sob acordos envolvendo nossos… serviços de nuvem”.

A investigação sobre os negócios da Alibaba está sendo liderada por um pequeno gabinete do Departamento de Comércio conhecido como Escritório de Inteligência e Segurança.

O gabinete tem se concentrado particularmente sobre os provedores de computação em nuvem da China, disse uma das fontes.

Embora existam poucos casos públicos do governo chinês obrigando uma empresa de tecnologia a entregar dados confidenciais de clientes, acusações contra hackers chineses revelam o uso de servidores de centrais de processamento de dados para obtenção de acesso a informações privadas.

A Alibaba, o quarto maior provedor de serviços de computação em nuvem do mundo, de acordo com a empresa de pesquisa Canalys, tem cerca de 4 milhões de clientes e descreve a área como seu “segundo pilar de crescimento”. A empresa teve aumento de 50% na receita, para 9,2 bilhões de dólares, em 2020, embora a divisão seja responsável por apenas 8% das vendas totais.

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