Carolina Alberti e Gustavo Setti
São Paulo, SP (FolhaPress)
O ex-jogador Robinho teve sua pena diminuída em 160 dias, após a Justiça de São Paulo aceitar um pedido feito pela sua defesa. Ele foi condenado a nove anos de prisão por estupro na Itália.
A decisão foi divulgada na quarta-feira (14) pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Robinho está detido no Centro de Ressocialização de Limeira, no interior do estado.
Segundo o advogado Mario Rossi Vale, Robinho teve direito à redução da pena porque estudou e trabalhou enquanto estava preso.
O ex-jogador, que atuou no Santos, está preso desde março de 2024. Ele foi condenado pelo estupro coletivo de uma mulher albanesa em uma boate em Milão, ocorrido em 2013, quando jogava pelo Milan.
Em novembro do ano passado, a pena de Robinho já havia sido reduzida em 69 dias, graças aos 11 cursos realizados, assim como à participação em 464 horas de aulas do ensino médio e à leitura de cinco livros.
Em 2014, Robinho admitiu ter tido relações sexuais com a vítima, mas negou que houve violência sexual.
Em 2020, mesmo após a condenação em primeira instância, ele havia acertado seu retorno ao Santos. Contudo, o clube cancelou o contrato poucos dias depois, devido à pressão da torcida e da imprensa sobre o caso.
Em 2022, a condenação foi confirmada pela terceira e última instância da Justiça italiana, fixando a pena em nove anos de prisão.
Robinho nunca foi preso na Itália porque estava no Brasil, país que não extradita seus cidadãos. Por isso, a Itália solicitou que o Brasil verificasse a possibilidade de o ex-jogador cumprir a pena aqui.
No Brasil, ele foi condenado pelos mesmos nove anos por estupro cometido na Itália. Desde março de 2024, está preso e, no dia 17 de novembro, foi transferido da Penitenciária II de Tremembé para o Centro de Ressocialização de Limeira.
