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Brasil

RN cria comitê para monitorar aumento de casos de intoxicação por ciguatera

Foto: Reprodução/ EBC

UOL/FOLHAPRESS

O governo do Rio Grande do Norte montou um grupo para acompanhar os casos de intoxicação ocorridos por consumo de peixes contaminados no estado. A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informou que os registros da doença subiram mais de 60% neste ano.

O comitê foi formado após uma reunião entre representantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e do setor da pesca. A ciguatera é uma doença causada pela ingestão de peixes que têm uma toxina chamada ciguatoxina, produzida por microalgas marinhas encontradas em recifes de corais e outros ambientes do mar. Essa toxina afeta o sistema nervoso.

É importante saber que a toxina não desaparece com o cozimento, congelamento ou salga do peixe. Além disso, o peixe contaminado não apresenta cheiro, sabor ou aparência diferentes, o que dificulta sua identificação antes de ser consumido.

De acordo com a Sesap, o aumento das notificações de ciguatera em 2026 é preocupante. Até 11 de junho, foram registrados 141 casos no estado, enquanto em 2025 o total do ano foi de 88, mostrando um crescimento de 60,2%. Desde 2022, foram registrados 259 casos, com 113 confirmados e duas mortes.

No início deste mês, uma mulher de 72 anos em Natal precisou ser internada e colocada em ventilação mecânica após intoxicação causada por peixe. Ela passou mal aproximadamente 40 minutos depois de comer uma moqueca.

Embora a doença tenha baixa mortalidade, inferior a 1%, ela causa sintomas que podem durar semanas, meses ou até anos, resultando em grande desconforto, conforme informado pela Sesap.

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