O Programa de Residência em Clínica Médica (PRM-CM) do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) tem o objetivo de preparar médicos recém-formados e oferecer um atendimento de melhor qualidade para a população. Essa formação une conhecimento técnico com prática assistencial, aumentando a presença de profissionais qualificados no sistema público de saúde do Distrito Federal.
Os benefícios são visíveis no aumento da eficiência dos tratamentos, na melhor organização do cuidado e no fortalecimento do atendimento hospitalar. Larissa de Freitas Oliveira, supervisora do programa, destaca que o investimento é fundamental para formar especialistas dedicados à excelência e ao Sistema Único de Saúde (SUS).
A residência dura dois anos e é necessária para avançar em especialidades como cardiologia, endocrinologia e nefrologia. Os médicos residentes atuam em setores como enfermarias, emergência, Unidade de Cuidados Intermediários e ambulatórios variados, além de participarem de rodízios em outras unidades, incluindo o Instituto do Coração e o setor de pneumologia do Hospital Regional da Asa Norte (Hran).
Atualmente, 30 residentes, divididos entre o primeiro e segundo ano, atuam em todas as áreas clínicas do hospital, fortalecendo as equipes e garantindo um acompanhamento cuidadoso dos pacientes, além de trazer atualização científica constante para a unidade.
Segundo Leila Villas Boas, preceptora do programa, a residência oferece um treinamento prático muito importante, pois a graduação médica nem sempre proporciona experiência suficiente para lidar com casos complexos. A supervisão constante ajuda no desenvolvimento das habilidades clínicas.
Além dos atendimentos, os residentes assistem a aulas regulares, participam de cursos de infectologia e reanimação cardiopulmonar e desenvolvem trabalhos finais que podem ser publicados. Para o residente Yan Porto, a diversidade de experiências no hospital é um ponto forte.
Ana Carolina Carvas, que está no segundo ano, ressalta que a residência também promove o crescimento pessoal, ajudando a desenvolver competências como trabalho em equipe, respeito à hierarquia, comunicação e empatia.
Próximo de finalizar o programa, Pedro Girotto compartilha o impacto da experiência na sua carreira: ele alcançou uma das maiores notas do país em cardiologia no Exame Nacional de Residência e atribui grande parte do seu sucesso ao aprendizado no HRT. Ele destaca que cuidar dos pacientes vai além de prescrever remédios, envolve orientar, explicar tratamentos e acompanhar cada fase do processo.
Este foi o primeiro programa de residência do HRT, criado na década de 1970, e se tornou a base da formação médica na unidade. Com o tempo, foi ampliado e estruturado, atraindo profissionais de várias regiões do Brasil, consolidando-se como referência em formação clínica na rede pública.
Um dos responsáveis por essa estruturação foi o médico Jairo Zapata, que formou várias gerações de especialistas. Em homenagem ao seu trabalho, a enfermaria de clínica médica recebeu seu nome como Enfermaria Professor Dr. Jairo Martinez Zapata.
Jairo Zapata acredita que essa oportunidade de ensino deveria ser mais acessível para todos os médicos recém-formados, com maior oferta de vagas no setor público. Ele reforça que, embora os residentes estejam em aprendizado, a orientação qualificada garante um atendimento de qualidade excepcional aos pacientes do SUS.
Informações fornecidas pela Secretaria de Saúde (SES-DF).

