Candidato do Missão afirma que sua campanha recebeu aviso sobre abertura de processo de filiação durante a madrugada; episódio ocorre em meio a suspeitas de alterações partidárias sem autorização no sistema eleitoral
O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, afirmou ter sido alvo de uma tentativa de filiação sem autorização ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Segundo o relato, integrantes de sua campanha receberam, por volta das 2h30 desta sexta-feira (14), um e-mail informando sobre a abertura de um processo para incluí-lo nos quadros da legenda.
A filiação, no entanto, ainda dependeria de uma etapa de confirmação. De acordo com as informações divulgadas, seria necessário acessar um link encaminhado por e-mail para concluir o procedimento. Somente depois dessa confirmação os dados seriam enviados ao sistema da Justiça Eleitoral.
O caso veio à tona após outro episódio envolvendo filiações partidárias consideradas irregulares. Na quinta-feira (13), o senador Flávio Bolsonaro (PL) apareceu no sistema eleitoral como filiado ao Missão, situação que provocou questionamentos e levou o partido a afirmar que não havia realizado a mudança de forma intencional.
Diante da sequência de ocorrências, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou a suspensão do processamento de novas filiações pelo sistema Filia. A medida foi adotada para impedir novas alterações enquanto as circunstâncias dos registros são analisadas.
As suspeitas não ficaram restritas aos nomes de Flávio Bolsonaro e Renan Santos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também teve seus dados associados a tentativas de mudança partidária sem autorização. Segundo relatos divulgados pela imprensa, houve iniciativas para filiá-lo ao Missão e à Democracia Cristã, mas os procedimentos foram interrompidos antes de serem efetivados no sistema do TSE.
Os episódios colocaram em discussão a segurança dos mecanismos utilizados para registrar filiações partidárias, especialmente em um período de preparação para as eleições de 2026. As ocorrências deverão ser analisadas pelas autoridades eleitorais para identificar a origem das solicitações e eventuais responsabilidades.
