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Relator do Orçamento de 2020 sobe previsão de receitas em R$ 7 bilhões

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Texto original do Poder Executivo estimava receitas totais em R$ 3,680 trilhões; Orçamento ainda precisa ser aprovado por Congresso

Congresso: segundo o relator, a equipe econômica subestimou o total de dividendos que as estatais poderão repassar no próximo ano (Antonio Scorza/Getty Images)

São Paulo — O relator da receita na proposta orçamentária para 2020 (PLN 22/19), senador Zequinha Marinho (PSC-PA), elevou em R$ 7 bilhões a estimativa das receitas totais da União. A medida abre espaço para aumentar despesas até o limite do teto de gastos. A Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional deve votar o parecer nesta semana.

Segundo o relator, a equipe econômica subestimou o total de dividendos que as estatais poderão repassar no próximo ano. Na versão do Poder Executivo, os dividendos foram estimados em R$ 6,5 bilhões. Até novembro deste ano, porém, foram repassados R$ 19,6 bilhões. Assim, para 2020 o relator avaliou que podem chegar a R$ 13,5 bilhões.

Ao encaminhar na semana passada uma mudança na proposta orçamentária para 2020, a equipe econômica destacou que a soma das despesas fixadas havia ficado abaixo do limite constitucional.

“Em relação ao teto de gastos, foi possível apurar espaço não utilizado de R$ 6,9 bilhões, o qual poderá ser empenhado caso o Congresso Nacional estabeleça fontes de receitas adicionais”, informou o Ministério da Economia.

O texto original do Poder Executivo estimava as receitas totais em R$ 3,680 trilhões. Com o ajuste proposto por Zequinha Marinho, o montante vai a R$ 3,687 trilhões.

Já as despesas foram fixadas em R$ 3,559 bilhões e ainda serão objeto de análise na CMO por 16 relatores setoriais e pelo relator-geral, deputado Domingos Neto (PSD-CE).

Subsídios

Zequinha Marinho destacou ainda que a proposta orçamentária enviada pelo Poder Executivo contraria a Lei de Diretrizes Orçamentárias (13.898/19) para 2020 no trecho que trata de benefícios tributários e renúncias fiscais.

O texto prevê que os subsídios totais somarão R$ 330,6 bilhões, o equivalente a 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

“A propósito, a elevação nominal de R$ 24,2 bilhões dos gastos tributários vai de encontro às diretrizes orçamentárias para 2020, que exigem o encaminhamento, pelo presidente da República, de plano de revisão dos benefícios tributários com redução anual equivalente a 0,5 ponto percentual do PIB até 2022”, anotou o relator.

Tramitação

Pelo cronograma atualizado da CMO, o relatório da receita deverá ser votado pelo colegiado nesta terça-feira (3), mesmo dia para a divulgação do relatório preliminar do relator-geral, Domingos Neto.

Os 16 relatórios setoriais da despesa estão previstos para o dia 11, e a votação do texto final na CMO, para até o dia 17. Em seguida a proposta orçamentária será encaminhada para análise do Congresso Nacional.

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Com mais 9 mortes, DF chega a 98 óbitos por Covid-19; infectados são 6.638

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Ao todo, 104 pessoas morreram na capital, seis são moradoras do Entorno. São 390 novos contaminados em relação à noite de sábado (23).

Testagem rápida de coronavírus no DF — Foto: Renato Alves/Agência Brasília

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) confirmou mais nove mortes de moradores da capital pelo novo coronavírus neste domingo (24). Com os casos, o total de óbitos chega a 98 (veja lista no final da reportagem).

Ao todo, 104 pessoas morreram por conta da Covid-19 na capital. No entanto, seis são moradoras do Entorno e, segundo a SES-DF, devem ser contabilizadas nas estatísticas de Goiás.

O número de infectados pela doença também subiu e chegou a 6.638 neste domingo. São 390 a mais que o total contabilizado até a noite de sexta-feira (22).

As nove vítimas confirmadas neste domingo são:

  1. Homem, de 67 anos, morador de Sobradinho. Deu entrada no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) em 13 de maio e faleceu na última sexta-feira (22). Segundo a SES-DF, tinha diabetes, pneumopatia e hipertensão arterial sistêmica.
  2. Homem, de 67 anos, morador de Ceilândia. Deu entrada em um hospital particular em 13 de maio e faleceu neste sábado (23). Segundo a SES-DF, tinha diabetes e hipertensão arterial sistêmica.
  3. Homem, de 45 anos, morador de Samambaia. Deu entrada no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) em 6 de maio e faleceu neste sábado (23). Segundo a SES-DF, tinha diabetes.
  4. Mulher, de 35 anos, moradora de Ceilândia. Deu entrada no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) em na sexta-feira (22) e faleceu no mesmo dia. Segundo a SES-DF, tinha câncer.
  5. Mulher, de 45 anos, moradora do Guará. Deu entrada em um hospital particular em 15 de maio e faleceu neste domingo (24). Segundo a SES-DF, tinha pneumopatia, cardiovascular, diabetes, imunossupressão.
  6. Mulher, de 67 anos, moradora do Plano Piloto. Deu entrada em um hospital particular em 13 de maio e faleceu na última sexta-feira (22). Segundo a SES-DF, a paciente não tinha comorbidades.
  7. Homem, de 70 anos, morador de Ceilândia. Deu entrada no Hospital Regional de Ceilândia (HRC) e depois transferido em 17 de maio para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e faleceu em 24/05. Segundo a SES-DF, tinha hipertensão arterial sistêmica.
  8. Mulher, de 74 anos, morador no Guará. Deu entrada no Hran em 19 de maio e faleceu neste domingo (24). Segundo a SES-DF, tinha mal de parkinson.
  9. Homem, de 66 anos, morador de Samambaia. Deu entrada no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) em 4 de maio e faleceu neste domingo (24). Segundo a SES-DF, tinha diabetes, hipertensão arterial sistêmica, obesidade.

Já entre os seis moradores do Entorno que morreram na capital, estão: dois do Novo Gama, dois de Águas Lindas, um de Valparaíso e um da Cidade Ocidental.

Perfil de infectados

Segundo boletim do governo do DF, dos 6.248 casos, 6.638 estão recuperados. A maioria dos pacientes é homem (54,2%) e tem entre 30 e 39 anos. Veja abaixo os casos por faixa etária:

  • Menor de 19 anos: 326
  • De 20 a 29 anos: 1,1 mil
  • De 30 a 39 anos: 1,9 mil
  • De 40 a 49 anos: 1,53 mil
  • De 50 a 59 anos: 894
  • Mais de 60 anos: 879

A região com o maior número de infectados é o Plano Piloto, seguido do sistema penitenciário, na sequência vem Ceilândia. Veja abaixo:

Por região

  • Plano Piloto: 673
  • Sistema penitenciário: 667
  • Ceilândia: 575
  • Samambaia: 390
  • Taguatinga: 388
  • Águas Claras: 370

Mortes por Covid-19 no DF

  1. 23 de março: mulher de 61 anos
  2. 29 de março: homem de 77 anos
  3. 31 de março: homem de 73 anos
  4. 1º de abril: homem de 82 anos
  5. 2 de abril: homem de 50 anos
  6. 2 de abril: mulher de 77 anos
  7. 3 de abril: mulher de 61 anos
  8. 3 de abril: homem de 67 anos
  9. 3 de abril: mulher de 61 anos
  10. 4 de abril: homem de 84 anos
  11. 5 de abril: homem de 37 anos
  12. 5 de abril: homem de 49 anos
  13. 8 de abril: mulher de 81 anos
  14. 9 de abril: mulher de 76 anos
  15. 12 de abril: homem de 78 anos
  16. 12 de abril: homem de 94 anos
  17. 13 de abril: homem de 54 anos
  18. 14 de abril: mulher de 73 anos
  19. 14 de abril: mulher de 79 anos
  20. 15 de abril: homem de 69 anos
  21. 15 de abril: homem de 87 anos
  22. 15 de abril: mulher de 57 anos
  23. 16 de abril: mulher de 84 anos
  24. 17 de abril: mulher de 60 anos
  25. 18 de abril: mulher de 89 anos
  26. 22 de abril: homem de 101 anos
  27. 22 de abril: homem de 85 anos
  28. 25 de abril: mulher de 63 anos
  29. 26 de abril: mulher de 67 anos
  30. 29 de abril: homem de 63 anos
  31. 30 de abril: mulher 85 anos
  32. 1º de maio: jovem de 22 anos
  33. 2 de maio: homem de 67 anos
  34. 4 de maio: homem de 53 anos
  35. 6 de maio: homem de 68 anos
  36. 8 de maio: mulher de 73 anos
  37. 9 de maio: homem de 75 anos
  38. 9 de maio: homem de 34 anos
  39. 10 de maio: mulher de 67 anos
  40. 10 de maio: mulher de 71 anos
  41. 10 de maio: mulher de 90 anos
  42. 9 de maio: mulher de 92 anos
  43. 10 de maio: homem de 72 anos
  44. 10 de maio: mulher de 89 anos
  45. 11 de maio: homem de 72 anos
  46. 12 de maio: mulher de 80 anos
  47. 12 de maio: homem de 52 anos
  48. 13 de maio: mulher de 92 anos
  49. 13 de maio: homem de 38 anos
  50. 13 de maio: homem de 45 anos
  51. 14 de maio: homem de 84 anos
  52. 14 de maio: mulher de 63 anos
  53. 14 de maio: homem de 70 anos
  54. 14 de maio: homem de 84 anos
  55. 16 de maio: mulher de 84 anos
  56. 16 de maio: mulher de 73 anos
  57. 16 de maio: homem de 82 anos
  58. 17 de maio: homem de 45 anos
  59. 17 de maio: mulher de 85 anos
  60. 17 de maio: mulher de 87 anos
  61. 17 de maio: mulher de 56 anos
  62. 17 de maio: homem de 71 anos
  63. 18 de maio: homem de 58 anos
  64. 18 de maio: mulher de 46 anos
  65. 19 de maio: homem de 76 anos
  66. 19 de maio: homem de 32 anos
  67. 19 de maio: mulher de 86 anos
  68. 19 de maio: homem de 89 anos
  69. 19 de maio: homem de 66 anos
  70. 19 de maio: homem de 77 anos
  71. 19 de maio: mulher de 90 anos
  72. 19 de maio: mulher de 87 anos
  73. 19 de maio: homem de 57 anos
  74. 20 de maio: homem de 55 anos
  75. 20 de maio: homem de 55 anos
  76. 20 de maio: mulher de 56 anos
  77. 20 de maio: homem de 78 anos
  78. 21 de maio: homem de 90 anos
  79. 21 de maio: homem de 25 anos
  80. 21 de maio: homem de 91 anos
  81. 21 de maio: mulher de 69 anos
  82. 21 de maio: homem de 91 anos
  83. 21 de maio: mulher de 69 anos
  84. 21 de maio: homem de 69 anos
  85. 22 de maio: homem de 41 anos
  86. 22 de maio: homem de 65 anos
  87. 22 de maio: homem de 67 anos
  88. 22 de maio: mulher de 35 anos
  89. 22 de maio: mulher de 67 anos
  90. 23 de maio: mulher de 90 anos
  91. 23 de maio: homem de 80 anos
  92. 23 de maio: homem de 82 anos
  93. 23 de maio: homem de 67 anos
  94. 23 de maio: homem de 45 anos
  95. 24 de maio: mulher de 45 anos
  96. 24 de maio: homem de 70 anos
  97. 24 de maio: mulher de 74 anos
  98. 24 de maio: homem de 66 anos
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Pagamentos do auxílio de R$ 408 e programa Prato Cheio começam nesta segunda no DF; veja cronograma

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Distribuição de cartões ocorrerá em agências e postos de mobilidade do BRB. Ordem de entrega depende da primeira letra do nome do beneficiário.

Sede do Banco de Brasília (BRB), em imagem de arquivo — Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Começa nesta segunda-feira (25) o pagamento de benefícios dos programas Renda Emergencial e Prato Cheio, criados pelo governo do Distrito Federal para ajudar famílias de baixa renda durante a pandemia do novo coronavírus.

O prazo para cadastro de beneficiários acabou no domingo e, a partir desta segunda, as pessoas que têm direito ao benefício poderão buscar os cartões para pagamento do auxílio. A distribuição vai até sexta-feira (29) e é organizada pela primeira letra do nome do beneficiário. Veja cronograma abaixo:

  • Segunda-feira (25): beneficiários com nomes iniciados pelas letras A, B e C.
  • Terça (26): nomes iniciados pelas letras D, E, F, G e H.
  • Quarta (27): nomes iniciados com I, J, K e L.
  • Quinta (28): nomes com iniciais em M, N e O.
  • Sexta (29): nomes iniciados pelas letras P, Q, R, S, T, U, V, W, X, Y e Z.

A distribuição dos cartões vai ocorrer nas 57 agências e três postos de mobilidade do Banco de Brasília (BRB). Segundo a instituição, durante toda esta semana, as agências vão abrir mais cedo, das 8h às 16h.

A retirada deve ocorrer na agência ou posto indicado na finalização do cadastro do beneficiário. Segundo o BRB, o endereço pode ser consultado no site ou no SMS enviado ao telefone indicado pelo usuário. Para pegar o cartão, é necessário apresentar documento com foto e CPF.

Só poderão retirar os cartões os beneficiários que fizerem agendamento prévio pelo site ou pelo telefone (61) 3029-8499. O GDF afirma que a medida tem o objetivo de evitar filas e aglomerações, especialmente em função da pandemia da Covid-19.

Benefícios

O programa Renda Emergencial vai pagar auxílio de R$ 408 a famílias com renda média de até meio salário mínimo (R$ 522,50) por pessoa. A iniciativa tem duração de dois meses. Para ser beneficiário, é necessário:

  • Estar inscrito em sistema eletrônico vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Social do DF (Sedes) e operacionalizado pelo Banco Regional de Brasília (BRB);
  • Estar em situação de baixa renda;
  • Residir no Distrito Federal;
  • Ter idade igual ou superior a 16 anos;
  • Não ser beneficiário de outros programas sociais, como Bolsa Família, DF sem Miséria, Bolsa Alfa, BPC e Auxílio Emergencial do governo federal.

Já o programa Prato Cheio vai pagar R$ 250 para a compra de alimentos, sendo R$ 160 para cesta básica e R$ 90 para pão e leite. O auxílio só poderá ser usado em estabelecimentos de produtos alimentícios. Os beneficiários são:

  • Famílias que solicitaram cesta de alimentos no Centro de Referência de Assistência Social (Cras);
  • O solicitante deve morar no Distrito Federal e ter idade igual ou superior a 16 anos.

No caso do Prato Cheio, os beneficiários podem estar inscritos em outros programas sociais.

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Secretário de Saúde explica medidas de combate à Covid-19 a distritais

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Deputados não ficaram satisfeitos com explicações sobre UTIs, materiais adquiridos pelo governo e fornecimento de EPIs para equipes de Saúde

Distrito Federal, Covid-19

No dia em que o Distrito Federal chegou a 79 mortes pelo novo coronavírus, deputados distritais se reuniram com o secretário de Saúde, Francisco Araújo, para tratar das medidas adotadas pelo Executivo local no enfrentamento da pandemia de Covid-19.

O encontro, presencial, ocorreu na sede da Câmara Legislativa, na tarde desta quinta-feira (21/05). Todos os participantes usavam máscaras de proteção facial. Francisco Araújo chegou e saiu do prédio sem falar com a impressa. Parlamentares que participaram da reunião se mostraram insatisfeitos, ao final da conversa.

Os distritais apresentaram ao secretário reclamações de servidores da área de Saúde – os mais afetados dentre os profissionais que estão na linha de frente de combate à doença. Eram denúncias sobre baixa qualidade do equipamento de trabalho, como as máscaras faciais distribuídas pela Secretaria de Saúde, bem como queixas de falta de estrutura e de equipamentos de proteção individual (EPIs).

Conforme o relato dos deputados, o secretário respondeu que os materiais comprados pelo GDF vêm sendo testados e estão dentro do padrão. Contudo, reconheceu dificuldades para a aquisição de equipamentos. O secretário destacou que todo o investimento feito agora pelo Executivo para o combate ao coronavírus ficará para o sistema de saúde do DF, passada a pandemia.

Outro ponto abordado foi a montagem de leitos em unidades de terapia intensiva (UTIs) para os pacientes com coronavírus. Segundo o planejamento do governo, 827 leitos particulares estão sendo contratados pelo governo. Porém, Francisco Araújo não teria informado aos deputados em que pé está a liberação dos novos leitos aos pacientes.

“As resposta não foram suficientes. Eles disseram que os materiais que vêm sendo adquiridos foram testados, mas cadê os dados, a assinatura do servidor atestando que os materiais estão sendo comprados com qualidade”, questionou Jorge Vianna (Podemos).

“O secretário negou que haja falta de material, mas eu mesmo vi, na UPA de Samambaia, um capote sendo reutilizado por falta de material. Eu avisei para que, se morrer algum servidor, ele será responsabilizado, pois os servidores estão desprotegidos”, ressaltou.

De acordo com boletim sobre o avanço do coronavírus no DF divulgado nesta quinta-feira (21/05) pela Secretaria de Saúde, já eram 587 profissionais da área acometidos pela doença, sendo que três servidores morreram em decorrência da Covid-19.

Médica, a deputada Arlete Sampaio, reclamou de falta de transparência do governo: “Fica claro que está tendo uma falta de transparência nas informações. Para tudo ele tem uma resposta, mas elas nunca são satisfatórias”. A distrital também reclamou da falta de informações sobre o funcionamento do Hospital São Vicente de Paula durante a pandemia e das medidas adotadas para o controle da doença no sistema prisional.

Líder do governo na CLDF, o deputado Claudio Abrantes (PDT) também participou do encontro. O presidente da Casa, Rafael Prudente (MDB), não compareceu.

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Teleatendimento em saúde: pessoas em instituições de acolhimento terão consulta virtual no DF

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Rede Convida’ quer evitar corrida de pacientes aos hospitais, UPAs e UBS. Atendimento é gratuito e começa na próxima semana; veja como ser voluntário.

Telemedicina permite a análise online de exames — Foto: TV Globo/ Reprodução

Em tempos de pandemia do novo coronavírus, o governo do Distrito Federal lançou uma plataforma virtual de teleatendimento em saúde. Chamada de “Rede Convida”, ela será direcionada às pessoas que estão em instituições de acolhimento e os primeiros atendimentos serão realizados na próxima semana, segundo o GDF.

A plataforma, idealizada pela médica Natália Polidorio e desenvolvida pelo Instituto Glória, pretende oferecer atendimento a distância, evitando a corrida de pacientes a hospitais, unidades de pronto atendimento (UPAs) e unidades básicas de saúde (UBS).

“A Rede Convida, tem como objetivo e como sonho levar a medicina aonde é difícil de chegar”, explica Natália Polidorio. Por meio da plataforma virtual, vai ser possível gerenciar e agendar consultas, registrar prontuários e prescrições médicas.

Plataforma de teleatendimento chamda Rede Convida para pessoas em instituições de acolhimento no DF — Foto: Rede Convida/Divulgação

Plataforma de teleatendimento chamda Rede Convida para pessoas em instituições de acolhimento no DF — Foto: Rede Convida/Divulgação.

De acordo com a médica, 250 profissionais e estudantes da área de saúde estão inscritos para trabalhar. Mas o projeto busca mais voluntários (veja mais abaixo como participar).

“Contamos com o apoio de médicos, psicólogos e outros profissionais de saúde, pra que doem o tempo deles, que é algo tão precioso, pra ajudar os que estão mais vulneráveis.”

Instituições de acolhimento

Plataforma Rede Convida para pessoas localizadas em instituições de acolhimento — Foto: Rede Convida/Divulgação

Plataforma Rede Convida para pessoas localizadas em instituições de acolhimento — Foto: Rede Convida/Divulgação

Segundo o GDF, serão atendidas pessoas de instituições de acolhimento, especialmente, em regime de internação – como casas de longa permanência para idosos, crianças e mulheres em situação de vulnerabilidade. O cadastramento dos pacientes é realizado pelas instituições na plataforma da Rede Convida.

“As organizações poderão solicitar os profissionais de saúde conforme a necessidade.”

De acordo, com o secretário de projetos especiais do DF Everardo Gueiros, a iniciativa vai abranger cinco instituições de acolhimento:

  • Unidade de Acolhimento para Idosos (Unai)
  • Unidade de Acolhimento para Família (Unaf)
  • Unidade de Acolhimento para Mulheres (Unam)
  • Unidade de Internação Provisória São Sebastião (UIPSS)
  • Casa Abrigo

Segundo a coordenadora do projeto Rede Convida Cristina Castro, os servidores das instituições estão sendo treinados para fazer a “intermediação” entre as casas de acolhimento e a plataforma.

Como ser voluntário

Plataforma Rede Convida conta com 250 voluntários da área da saúde — Foto: Rede Convida/Divulgação

Plataforma Rede Convida conta com 250 voluntários da área da saúde — Foto: Rede Convida/Divulgação

A médica Natália Polidorio explica que o projeto é composto por profissionais e estudantes de medicina, psicologia, enfermagem, fisioterapia e odontologia. Para ser voluntariado, basta entrar no site da Rede Convida e realizar o cadastramento.

Em seguida, explicam os organizadores, uma equipe técnica vai avaliar a inscrição do profissional ou estudante de saúde dando permissão ou não para que a pessoa faça parte do grupo de atendimento.

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Secretário pede demissão de Ministério por discordar de uso da cloroquina

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Após pressão da cúpula do governo, ministério orientou uso da cloroquina em casos leves de Covid-19

Coronavírus: governo recomenda uso da cloroquina para tratamento de coronavírus desde os primeiros sintomas (Yuichiro Chino/Getty Images)

Um dos poucos indicados pelo ex-ministro da Saúde Nelson Teich, o secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos, Antonio Carlos Campos de Carvalho, deixou a pasta nesta sexta-feira depois de pedir demissão por não concordar com o documento do ministério que orienta o uso da cloroquina em casos leves de Covid-19.

Carvalho pediu demissão na segunda-feira por discordar do documento com diretrizes para uso da cloroquina em casos leves, exigido pelo presidente Jair Bolsonaro e que levou à queda de Teich.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o secretário, médico, biofísico e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, afirmou que a decisão foi precipitada, poderia trazer riscos à saúde dos pacientes e aconteceu sem critérios científicos.

“Não participei (da elaboração do documento) e nem participaria. No momento em que o ministro pede para sair e as coisas começam a se agravar, com interferência direta em decisões que não se baseavam em critérios científicos, não dava para continuar”, disse Carvalho ao jornal.

A secretaria da qual Carvalho era titular é a responsável pelo acompanhamento de estudos e a avaliação da introdução de novos medicamentos no Sistema Único de Saúde.

O documento apresentado na terça-feira – primeiro como sendo um novo protocolo, depois como “orientações” do ministério – foi apresentado em um modelo diferente do que costumam ser os protocolos do ministério e sem assinatura de médicos e secretários da pasta.

Na quinta-feira, depois da discussão sobre a falta de assinaturas no documento, o ministério divulgou uma nota em que dizia que as orientações vinham sendo discutidas pelo seu corpo técnico. “Para deixar clara a participação e o envolvimento de todas as secretarias, os titulares das pastas assinaram o documento ainda na quarta-feira”, diz a nota.

O documento a seguir vem com os nomes, não assinaturas, dos secretários do ministério. No caso da Secretaria de Ciência e Tecnologia, assina Vania Cristina Canuto Santos, como secretária substituta. Foi colocado no documento também o nome de Wanderson Kleber de Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde, que está de férias.

Dos demais cinco secretários que assinam o documento, outros quatro são também substitutos. Na sua maioria, servidores da pasta que estão interinamente nos postos. A exceção é o secretário-executivo, Antonio Élcio Franco Filho, que é militar sem ligações com a área da Saúde.

O documento divulgado, apesar de ter sido apresentado pelo presidente como um protocolo, não tem o valor legal como tal, pois este tipo de documento precisa indicar medicamentos com eficácia comprovada cientificamente e tem um rito legal, inclusive com a publicação de uma portaria ministerial, e que precisa ser obrigatoriamente seguido pelo SUS.

A solução encontrada pelo ministério foi um documento com “orientações”, sem valor vinculante, seguindo o que autoriza o Conselho Federal de Medicina e que precisa da autorização do paciente para ser adotado.

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Coronavírus: quase 40% dos leitos de UTI da rede pública estão ocupados

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Na rede privada, a taxa de ocupação chega a 43% dos 162 leitos disponíveis

Atualmente, há 252 leitos de UTI na rede pública do DF

A rede pública de saúde do Distrito Federal começa a sentir os impactos do crescimento diário de casos do novo coronavírus. Atualmente, há 252 leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) para pacientes com a covid-19. Levantamento mais recente da Secretaria de Saúde, divulgado nessa quarta-feira (20/5), mostra que há 97 estão ocupados, ou seja, 38% do total.
Ao todo, a capital tem 320 pessoas hospitalizadas devido ao coronavírus. Desses, 178 estão em enfermarias. Apesar da quantidade de internações, a Secretaria de Saúde considera que apenas 92 pacientes têm quadro clínico considerado grave. Até o momento, 73 moradores do DF morreram por complicações da covid-19.
Para que não ocorra a sobrecarga de atendimentos nas unidades, a Secretaria de Saúde trabalha para ampliar a quantidade de leitos. No sábado (16/5), o Hospital de Base abriu mais 20 vagas de UTI, ampliando a capacidade de 232 para 252. Além disso, a expectativa é de que o  Hospital da Polícia Militar receba 86 leitos de UTI e 20 de retaguarda.
“A contratação de novos servidores e a manutenção de equipamentos, doações de outros e aquisições proporcionaram

a reabertura de novos leitos. Por isso, a SES conseguiu em pouco tempo ampliar o número de leitos de 172 para 252”, informou a pasta, por meio de nota oficial.
Além do suporte público, na rede privada há 162 leitos, em 17 hospitais, exclusivos para o tratamento de pessoas com coronavírus. Dados dessa quarta mostram que 70 estão ocupados, representando uma taxa de 43%.

Hospitais de campanha

A Secretaria de Saúde informou que o hospital de campanha no Mané Garrincha está pronto e conta com 173 leitos de enfermaria adulto. Além disso, tem mais 20 com suporte avançado e quatro de emergência ainda serão estruturados na unidade.
De acordo com a pasta, o hospital de campanha é referenciado pelo Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e obedecerá o fluxo da unidade. Portanto, os pacientes que necessitam de enfermaria de retaguarda serão transferidos de acordo com demanda estabelecida pela direção do Hran.
Além da unidade do Mané Garrincha, mais dois hospitais de campanha devem ser inaugurados na capital. Um deles ficará no Complexo Penitenciário da Papuda e terá 40 leitos, sendo 30 de retaguarda e 10 com suporte respiratório. O outro será em Ceilândia, que se tornará um hospital materno-infantil após a pandemia.
A unidade de Ceilândia será construída na QNN 27, no terreno ao lado da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA). A área total do hospital de campanha é de 2 mil m² construídos mais a urbanização ao redor. Serão 60 leitos no total, sendo 40 de enfermaria e 20 de UTI.

Casos

O Distrito Federal ultrapassou os 5 mil casos confirmados de coronavírus. Levantamento divulgado nessa quarta pela Secretaria de Saúde mostra que há 5.271 diagnosticados positivos na capital. Com 552 infectados, o Plano Piloto continua sendo a região administrativa com mais notificações. Em seguida estão Ceilândia (432) e Águas Claras (326).
Leitos de UTI para pacientes com coronavírus na rede pública de saúde do DF:
Hospital de Base – 65
Hospital Regional da Asa Norte (Hran) – 20
Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal (Ucin) – 12
Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) – 71
Hospital Universitário de Brasília (HUB) – 12
Hospital da Criança de Brasília (HCB) – 10
UPA do Núcleo Bandeirante – 42
Leitos contratados na rede privada – 20
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