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Recadastramento encontra indícios de irregularidade em 300 taxistas do DF

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Trezentos dos 3,4 mil permissionários respondem a ações administrativas por falhas nos requisitos legais previstos para prestar o serviço no Distrito Federal. Além disso, a categoria tem dificuldades para se adaptar à concorrência dos aplicativos

O último recadastramento da frota de táxis do DF foi realizado em 2016 devido a mudanças na legislação federal que regulamenta a atividade
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

Dos 3,4 mil táxis autorizados a rodar no Distrito Federal, 300 são alvo de processos administrativos pelo descumprimento de requisitos legais para oferecer o serviço, previstos na Lei nº 5.323/2014. As análises tramitam há mais de dois anos. Embora a pasta não detalhe quais dos 12 itens foram descumpridos pelos motoristas sob avaliação, o texto prevê que taxistas apresentem certidão negativa criminal, atestado médico que certifique condições físicas e mentais e comprovante de habilitação. A autorização também não pode ser concedida para servidores públicos.

O último recadastramento da frota de táxis do DF foi realizado em 2016 devido a mudanças na legislação federal que regulamenta a atividade. As novas regras determinaram que o serviço seria prestado via autorização e não permissão — dispensando, assim, a necessidade de licitação.
Todos os 300 processos em tramitação, segundo a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob), foram abertos por problemas detectados, exclusivamente, no recadastramento de 2016. Passados mais de dois anos, no entanto, os motoristas que descumpriram parte dos requisitos não tiveram as autorizações cassadas, e não há prazo para que as análises sejam concluídas, segundo a Semob. A pasta destacou que a abertura dos processos não significa a revogação das autorizações, mas a avaliação das possíveis irregularidades.

A falta de certidão negativa criminal, por exemplo, gerou problemas no passado. Em 2015, um taxista foi preso após estuprar uma passageira. Ele confessou o crime, além de admitir o uso de drogas. À época, ele conseguiu autorização para exercer a atividade mesmo com dois processos de execução penal na ficha.

De acordo com a Semob, não há previsão para abertura de autorizações ou para novo recadastramento. Atualmente, porém, está em andamento, em fase de cadastro dos contemplados, o processo para a liberação de 200 autorizações para táxis adaptados.

Orientação

O presidente do Sindicato dos Permissionários de Táxis e Motoristas Auxiliares do DF (Sinpetaxi), Sued Silvio, diz que, à época do recadastramento, a entidade auxiliou motoristas a apresentarem os documentos necessários. “Em alguns casos, orientamos sobre o que era preciso e sugerimos a alguns, como os que eram servidores públicos, que passassem a autorização para frente”, lembra. Segundo ele, no entanto, nenhum dos taxistas alvo de processo administrativo procurou o sindicato para pedir auxílio. “A gente não tinha conhecimento desse número. Trabalhamos para ajudar e mudar algumas exigências na legislação, como o pedido de certidão de débitos com o GDF”, diz Sued.

Categoria em crise

As avaliações ocorrem em um momento em que a categoria, antes hegemônica, enfrenta declínio e dificuldades com a concorrência, com elevado número de motoristas de transporte por aplicativo na capital. O Sinpetaxi estima que a queda na receita mensal, nos últimos anos, chegue a 60%. “Hoje, estamos em uma situação de desespero, mas estamos buscando meios para mudar o jogo, para permanecemos nele. Estamos estudando aplicativos, pedindo apoio do governo e oferecendo o que temos de diferencial, como a segurança por ser um veículo caracterizado”, argumenta o presidente do Sinpetaxi, Sued Sílvio.

Taxista há 13 anos, Jamal Mohammad, 41, viu a remuneração mensal cair de R$ 3,5 mil para R$ 1,5 mil. “Há muitos carros da Uber, 99 Pop e Cabify nas ruas, com um preço que não conseguimos alcançar. Fiz mudanças para tentar atrair a clientela, como a implementação de wi-fi a bordo e bancos de couro. Também tento dar descontos. Mas nada disso tem funcionado”, lamenta. “Ainda há o problema do transporte pirata, que também nos tira muitos clientes. Sem a fiscalização, eles fazem a festa e nos prejudicam”, completa.

No ramo há 21 anos, Celino Dias, 61, acrescenta que falta fiscalização a motoristas dos três aplicativos em funcionamento em Brasília. “No aeroporto, onde há boas corridas, a concorrência é ainda mais injusta. Muitos motoristas saem dos carros e oferecem o serviço na área de desembarque. É ilegal, mas ninguém responde por isso. Como podemos concorrer dessa forma?”, questiona.

Alternativas

O especialista em transporte e professor da Universidade de Brasília (UnB) Pastor Willy Gonzales Taco avalia que os taxistas não conseguiram ter a dimensão das mudanças que se aproximavam e não souberam se adaptar a elas.  “Os aplicativos são realidade consolidada. Os taxistas não perceberam que, para algumas mudanças, não adianta fechar os olhos. É preciso se atualizar. Faltaram também líderes que soubessem preparar a categoria para as mudanças e apresentar o novo panorama.”

Ele destaca que há uma questão clara de mercado no declínio dos táxis. “Em um momento de crise como o que Brasil vive, as pessoas querem bom atendimento e economia. Com os aplicativos, elas conseguem, às vezes, desconto de até 50% e se sentem valorizadas. Isso mudou a relação com os táxis”, analisa. 

Para o professor, no entanto, há medidas que podem ajudar os taxistas a se reerguer. “Internacionalmente, isso começou. Eles precisam buscar nichos, novos mercados. No exterior, há serviços que oferecem várias formas de transporte, como ônibus, metrô, bicicleta e também o táxi. Outra opção é focar em certas necessidades específicas, como táxis voltados para deficientes e idosos”, sugere.

As exigências

Confira os requisitos necessários para autorização de táxis, de acordo com a Lei nº 5.323, que regulamenta a prestação do serviço:
» Estar habilitado para conduzir veículo nas categorias B, C, D ou E;
» Apresentar comprovante de residência;
» Ser proprietário ou titular de contrato de arrendamento mercantil do veículo;
» Apresentar atestado médico que comprove condições físicas e mentais para o exercício da atividade de taxista;
» Apresentar, a cada ano, certidão negativa expedida pelo Distribuidor Criminal do domicílio do interessado;
» Comprovar regularidade fiscal com o Distrito Federal, com a Seguridade Social e com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), quando for o caso, observadas as normas para emissão da certidão e inexistência de débitos inadimplidos perante a Justiça do Trabalho;
» Não ser detentor de outorga de permissão ou autorização de serviço público de qualquer natureza;
» Não ter cargo público no serviço público do Distrito Federal, União, estado ou município;
» Estar habilitado em curso de relações humanas, direção defensiva, primeiros socorros, mecânica e elétrica básicas de veículo, promovido por entidade reconhecida pelo respectivo órgão competente;
» Manter o veículo com as características exigidas pela autoridade de trânsito;
» Possuir certificação específica para exercer a profissão, emitida pelo órgão competente da localidade da prestação de serviço;
» Estar inscrito como segurado do regime geral de previdência social.
Fonte:Correio Braziliense
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Quer vender comida e bebida no Zoológico? Confira o edital

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Objetivo é oferecer aos visitantes maior variedade de produtos alimentícios. Contrato tem validade até março de 2022

A Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB) divulga novo edital de chamamento para uso de área pública. Desta vez, serão convocados até quatro ambulantes para a venda de comida e bebida não alcoólica durante o período de 27 de janeiro a 6 de março de 2022.

Contrato tem validade até março de 2022 e interessados poderão vender alimentos da culinária regional brasileira e internacional, além de sanduíches, pastéis, crepes, sorvetes, entre outros | Foto Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Contrato tem validade até março de 2022 e interessados poderão vender alimentos da culinária regional brasileira e internacional, além de sanduíches, pastéis, crepes, sorvetes, entre outros | Foto Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
Segundo o documento, os interessados poderão servir até duas especialidades das listadas, como: culinária regional (acarajé, vatapá, tapioca, cuscuz, cocada); culinária internacional (comida italiana, chinesa, japonesa, árabe); sanduíches (hamburgueria); pastéis; creperia; alimentação vegana e produtos naturais; e sorvetes, picolés e açaí.

Os interessados devem entregar, presencialmente, as propostas e os documentos exigidos no edital até o dia 19 de janeiro, no Setor de Protocolo da FJZB, localizado na Avenida das Nações, Via L4 Sul, Brasília/DF.

Confira a íntegra do edital.

*Com informações do Jardim Zoológico de Brasília

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Parque Ecológico Águas Claras fechado nesta terça-feira (18)

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Atividades serão retomadas normalmente na quarta-feira (19)

O Instituto Brasília Ambiental informa que o Parque Ecológico Águas Claras permanecerá fechado, nesta terça-feira (18), para realização de serviços de poda e roçagem.

O fechamento, durante todo o dia, é necessário para evitar riscos de acidentes com os frequentadores. A unidade retoma suas atividades normalmente na quarta-feira (19), das 6h às 22h.

O Parque Ecológico Águas Claras fica na Avenida Castanheiras, atrás da Residência Oficial de Águas Claras, entre as quadras 301, 104, 105 e 106.

*Com informações do Brasília Ambiental

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Mais 23 pontos de testagem disponíveis para a população

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Farmacêuticos passam por treinamento para iniciar testagem nesta terça (18). Confira locais

A partir desta terça-feira (18), a população do Distrito Federal vai contar com mais 23 pontos para fazer o teste de covid-19, além das unidades básicas de saúde (UBSs) e locais de ampla testagem. Os testes disponibilizados pela Secretaria de Saúde poderão ser feitos gratuitamente em drogarias espalhadas pelo DF (veja os locais ao final do texto)

A partir desta terça-feira (18), a população do Distrito Federal vai contar com mais 23 pontos para fazer o teste de covid-19, além das unidades básicas de saúde (UBSs) e locais de ampla testagem. Os testes disponibilizados pela Secretaria de Saúde poderão ser feitos gratuitamente em drogarias espalhadas pelo DF (veja os locais ao final do texto).

Cada novo ponto de testagem receberá, inicialmente, 500 kits do teste rápido de antígeno (TR-Ag) e fará o controle do seu estoque. Quando for necessário, solicitará reabastecimento pela Secretaria de Saúde | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

A ação é uma parceria da pasta com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF (Fecomércio-DF) que, junto ao Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos (Sincofarma), selecionou os estabelecimentos de testagem. Cada um deles receberá, inicialmente, 500 kits do teste rápido de antígeno (TR-Ag) e fará o controle do seu estoque. Quando for necessário, solicitará reabastecimento pela secretaria.

“A liberação de novo quantitativo de testes está condicionada à comprovação, pela farmácia, da notificação no sistema de todos os testes realizados, independentemente de o resultado ser positivo ou negativo”, explica Fabiano dos Anjos, diretor de Vigilância Epidemiológica.

Nesta segunda (17), foram treinados farmacêuticos que vão atuar nesta iniciativa inédita no Distrito Federal | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

Nesta segunda-feira (17), profissionais da saúde treinaram os farmacêuticos que vão atuar nesta iniciativa inédita no DF. Durante o treinamento, foram orientados quanto à utilização do sistema e-SUS, no qual são registradas as informações do exame, como data de realização, resultado, lote e data de validade.

O uso da plataforma pelas drogarias parceiras atende à determinação do Ministério da Saúde (MS), que pede a notificação de todos os testes realizados, ressalta o diretor de Vigilância Epidemiológica. “A partir das informações coletadas e disponibilizadas no sistema, é possível avaliar de maneira mais sensível o comportamento epidemiológico da transmissão da covid-19 no DF”, afirma Fabiano.

De acordo com André Godoy, diretor da Vigilância Sanitária, nem todas as drogarias que se inscreveram para a testagem da secretaria atendiam aos requisitos sanitários e documentais para fazer os testes. “O estabelecimento precisa ter uma sala com circulação de ar e espaço para evitar filas e aglomerações”, explica o gestor.

As farmácias que participam da ação têm liberação para aplicar os testes de covid-19 por 60 dias, prazo que pode ser prorrogado, conforme o cenário epidemiológico. “Os pontos foram liberados de maneira emergencial e provisória. A Vigilância Sanitária vai fiscalizar os locais para mitigar os riscos de transmissão”, informa André.

Critérios e locais de testagem

As farmácias particulares que farão os testes disponibilizados pela Secretaria de Saúde seguem os mesmos critérios de público-alvo dos outros pontos de testagem do órgão: quem está sintomático ou teve contato com casos confirmados da doença. São sintomas, por exemplo, tosse, febre, dor de garganta, falta de ar e perda de olfato ou paladar.

Os testes serão realizados de segunda a sexta, das 10 às 19h. Conheça os pontos:

Farmácias Descontão
– Avenida das Castanheiras, Lotes 820 Lojas 6/7, Águas Claras
– QSC 19 Chácara 26 Conjunto H Lote 7A, Taguatinga
– QNN 17 Conjunto H Lojas 2/3/4, Ceilândia

Drogaria São Rafael
– Quadra 36 Lote 10, Gama

Drogaria Brasil
– CL 214 Lote B Loja 2, Santa Maria

Drogaria Colorado
– Rua da Praça, Lote 17 Loja A, Vila Planalto

Drogaria Drogacenter
– QNE 16, Lote 1 Loja 1, Taguatinga Norte
– Rua 4 A, Chácara 1 Lote 13 Loja 1, Vicente Pires
– Rua Copaíba, Lotes 10 a 12, Águas Claras
– QNM 18 conjunto G Lote 1, Ceilândia
– Rua 5, Chácara 102, Lote 32, Vicente Pires
– QNO 17, Conjunto I, Lote 3, Loja 6, Ceilândia Norte
– QD 203, Lotes 28/29, Recanto das Emas
– QS.412, Conjunto A, Lote 2, Samambaia Norte
– QC 8, Lote 4, Loja 1, Taguatinga Centro
– CLSW 104, Bloco A, Loja 58, Sudoeste
– ST SHD Bloco N, Lojas 9 a 12, Planaltina
– Avenida Central, Lote 470, Loja 1, Núcleo Bandeirante
– Quadra 12, Comércio Local 1A, Sobradinho
– QN 7, Conjunto 6, Lotes 20 e 22, Riacho Fundo
– Quadra 23, Conjunto 17, Lote 1, Paranoá
– SIA Trecho 10, S/N, Lote 10, Lojas 56, 58 e 60, Zona Industrial Guará
– QNO 6, Conjunto B, Lote 58, Loja 3, Ceilândia

*Com informações da Secretaria de Saúde

 

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Covid-19: População enfrenta problemas para realizar testes no DF

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Alguns pacientes não conseguiram realizar testes na rede privada, nesta sexta-feira (14/1) por conta da falta de insumos

(crédito: MARIO TAMA / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)

Na semana em que a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) alertou sobre o risco de desabastecimento de insumos para testes de covid-19, a população do Distrito Federal começou a apresentar problemas para conseguir realizar a testagem. De acordo com informações , alguns pacientes precisaram remarcar os testes agendados para esta sexta-feira (14/1) e sábado (15/1) em laboratórios por conta da falta de insumos.

Na quarta-feira (12/1), a Abramed divulgou uma nota que alertava sobre a possível falta de insumos por conta do aumento de casos pela variante ômicron que tem demandado um aumento na produção global de testes, tanto de PCR, quanto de antígeno. De acordo com a associação, caso os estoques não sejam recompostos rapidamente, isso poderia acarretar na falta de oferta de exames.

A Abramed ainda recomenda que os laboratórios deem prioridade à testagem de pacientes graves, hospitalizados e cirúrgicos, pessoas no grupo de risco, gestantes, trabalhadores da saúde e outros profissionais essenciais.

Laboratórios do Distrito Federal precisaram reorganizar o estoque por conta da demanda e têm seguido as recomendações da Abramed. O Grupo Sabin informou em nota que, até o momento, tem mantido o atendimento aos clientes com uma gestão diária de insumos para evitar a descontinuidade da oferta de exames de covid-19 nas regiões em que atua, com priorização do atendimento aos casos graves e pacientes hospitalizados. O grupo espera o restabelecimento da cadeia de fornecimento nos próximos dias para manter atendimento.

O Laboratório Exame informou que, em decorrência do aumento no número de casos e na procura por testes RT-PCR, precisou reorganizar seu estoque frente à demanda global pelos insumos necessários ao processamento desses testes, para priorizar o atendimento dos pacientes internados e dos profissionais da área de saúde e de serviços essenciais.

Rede pública de saúde

Na rede pública, a grande demanda pelos testes traz transtornos a quem precisa enfrentar as longas filas nos locais de atendimento. A Secretaria de Saúde (SES-DF) informou que não há falta de testes na capital federal. De acordo com a pasta, a rede pública de saúde conta com 812.387 testes rápidos para detecção de covid-19.

Em nota, foi informado que a testagem acontece em todas as 176 Unidades Básicas de Saúde (UBS) do DF e em dois pontos estratégicos, no Aeroporto de Brasília e na Rodoviária do Plano Piloto. A testagem ampliada ocorre na UBS 1 da Asa Sul.

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Seis UBSs, cinco UPAs, 8 mil servidores e quase 50 mil cirurgias no ano

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Números grandiosos de 2021 mostram investimento em pessoal e infraestrutura para melhorar o atendimento

Novas unidades de saúde, cerca de 8 mil novas contratações e quase 50 mil cirurgias feitas. O ano de 2021, o segundo seguido impactado pela pandemia de coronavírus (covid-19), foi de muitas entregas na área da saúde. Prova disso são as cinco unidades de pronto atendimento (UPAs) construídas e já funcionando, as seis unidades básicas de saúde (UBSs) inauguradas e a ampliação de hospitais.

A começar pela atenção primária, que é a porta de entrada do atendimento à população, foram seis UBSs entregues apenas este ano. Juntas, essas unidades somam investimentos de R$ 22,5 milhões e impactam mais de 122 mil pessoas. Esse importante apoio no atendimento se espalhou por todo o DF nas seguintes localidades: UBS 01 Jardins Mangueiral; UBS 05 Riacho Fundo II; UBS 03 Paranoá Parque; UBS 07 Buritizinho (Sobradinho II); UBS 15 de Ceilândia e UBS 08 de Planaltina.

A começar pela atenção primária, que é a porta de entrada do atendimento à população, o GDF entregou seis UBSs em 2021| Foto: Divulgação / Novacap.

Em uma parceria com a parceria privada, o Governo do Distrito Federal ergueu um hospital modular acoplado ao Hospital Regional de Samambaia (HRSam). Inaugurado com 102 leitos, o espaço foi destinado, em um primeiro momento, ao tratamento de pacientes com covid-19 para, agora, ser incorporado no atendimento do HRSam. O investimento na unidade foi de R$ 14,4 milhões.

Durante a pandemia, o GDF construiu ainda três hospitais de campanha, com 100 leitos cada, para pacientes com covid-19. Com investimento de R$ 38,4 milhões, essas unidades foram essenciais em momentos mais graves da doença e começaram a ser desmontadas no fim do ano passado, com o arrefecimento do número de casos.

“Quanto mais você aproxima os equipamentos de saúde à população, mais você evita que as pessoas procurem hospitais de alta complexidade sem necessidade, e isso desafoga toda a rede. O balanço do ano são essas entregas, que havia muito tempo não eram feitas, e a contratação de recursos humanos, que foi uma fortaleza”, destaca o secretário de Saúde, Manoel Pafiadache.

“Desde o início do governo, temos nos dedicado a entregar essas obras, e entregar a nona UBS desde 2019 e a décima em dezembro, sendo que seis foram concluídas em 2021, é de grande satisfação para mostrar o esforço feito para além da pandemia”, acrescenta o secretário adjunto de Assistência à Saúde, Fernando Erick Damasceno.

UPAs

Considerado o meio do caminho entre as UBSs e os hospitais, as UPAs também movimentaram o ano. Foram cinco entregues: Ceilândia, Paranoá, Gama, Riacho Fundo II e Planaltina. Com investimento de R$ 36,2 milhões, essas unidades, juntas, vão atender 22,5 mil pessoas por mês pelas mãos dos mais de 700 profissionais contratados para essas unidades.

Contratações e compras

A Secretaria de Saúde e o Iges-DF nomearam e contrataram profissionais para todas as áreas; pela Saúde, 255 médicos, 211 enfermeiros, 279 especialistas e 45 técnicos | Foto: Paulo H Carvalho/Agência Brasília.

Para que essas novas unidades e as reformadas pudessem funcionar plenamente, a Secretaria de Saúde (SES) e o Instituto de Gestão Estratégica (Iges-DF) nomearam e contrataram profissionais para todas as áreas. Pela Saúde, foram nomeados 266 médicos, 594 enfermeiros, 325 especialistas em saúde e 46 técnicos em saúde. Somam-se a esses profissionais os mil novos servidores – 500 agentes comunitários e 500 agentes de vigilância ambiental – contratados de forma temporária.

Responsável pelas UPAs, Hospital de Base e Hospital de Santa Maria, o Iges-DF também reforçou o corpo de funcionários com 1.371 novos profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros.

“De 1º de janeiro até 12 de novembro, fizemos muitas contratações de profissionais para atuar no Hospital de Base, Hospital Regional de Santa Maria e nas UPAs. Em um ano de pandemia, essas contratações são de grande importância não só para garantir atendimento na área da saúde, mais também para reduzir o desemprego no DF”, garante o presidente do Iges-DF, Gislei Morais.

Além dos novos espaços e mais profissionais que chegaram à rede de saúde, as prateleiras de medicamentos foram abastecidas. Em uma das aquisições, foram destinados R$ 184,6 milhões para compra de medicamentos, materiais e insumos para laboratórios, cirurgias, reagentes, órtese e prótese.

Ainda sobre o ano, a Saúde executou 49.643 procedimentos cirúrgicos, entre cirurgias eletivas e de urgência. São ações trabalhadas e organizadas com o remanejamento dos leitos na rede pública, em outros tempos mais demandados para o tratamento de pacientes com covid-19 e ,agora, à disposição das cirurgias.

Mais equipamentos

Outra grande conquista para a área é o funcionamento do PET-CT, o supertomógrafo para o tratamento de câncer. Esse equipamento, que produz imagens digitalizadas em alta definição de todo organismo humano, estava parado há muitos anos, num caixote abandonado nos corredores do Hospital de Base. Com investimentos de R$ 5,6 milhões, entrou em funcionamento em 2021. O novo equipamento garante pelo menos 2,6 mil exames por ano.

“Inauguramos o Núcleo de Medicina Nuclear do Hospital de Base e, com isso, foi possível colocar o PET-CT em funcionamento, que estava há oito anos encaixotado no corredor do ambulatório do Hospital de Base. Esse é o primeiro PET-CT instalado na rede de saúde pública do DF”, explica o presidente do Iges-DF.

Além deste supertomógrafo, a rede ganhou um mamógrafo, instalado no Centro Especializado em Saúde da Mulher (Cesmu). O equipamento – o 11º desse tipo em toda a rede – tem capacidade para processar 120 exames por semana.

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Brasília

Programa do GDF leva tenista para torneio internacional

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Beneficiado pelo programa Compete Brasília, adolescente de 15 anos viaja para Colômbia, Equador e Peru

Enzo Alcoforado: “Acredito que esse projeto muda a vida e coloca o esporte do DF um passo à frente no Brasil” | Foto: Divulgação/SEL

Mais um esportista da capital federal embarcou para um desafio profissional por meio do programa Compete Brasília. O tenista Enzo Alcoforado, de 13 anos, participa do circuito internacional da modalidade promovido pela Confederação Sul-Americana de Tênis (Cosat) em três países da América do Sul. Nesta semana, acompanhado pelos responsáveis, o esportista compareceu à Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) para retirar as passagens aéreas.

A primeira parada será em Cali, na Colômbia, onde ele compete no período deste sábado (15) ao dia 22. Em seguida, o jovem segue para Guaiaquil, no Equador, para enfrentar novos embates até o dia 29. Por fim, conclui o roteiro esportivo em Chosica, província próxima a Lima (Peru) para participar das últimas partidas do circuito, que termina em 5 de fevereiro.

1.233
esportistas olímpicos e paralímpicos de alto rendimento foram beneficiados pelo programa Compete Brasília em 2021
Enzo, que treina no Clube Nipo, entra nas disputas individuais da categoria Sub-14. Entre participações, já marcou presença em etapas do Orange Bowl, um dos mais conceituados da modalidade.

“Sou eternamente grato ao Compete Brasília e tudo que tem feito por mim”, diz o adolescente. “Mudou a minha vida. Graças ao programa, eu consigo viajar para torneios fortes e de alto rendimento, dos quais não teria condições financeiras de participar. Com isso, tenho condições de jogar mais e mais torneios e automaticamente ganhando mais experiência, o que me torna um jogador melhor. Acredito que esse projeto muda a vida e coloca o esporte do DF um passo à frente no Brasil.”

Em 2021, o programa Compete Brasília concedeu passagens terrestres e aéreas a 1.233 esportistas olímpicos e paralímpicos de alto rendimento. “Esse é um dos nossos programas mais importantes, porque apoia diretamente os atletas em competições e torneios”, afirma a secretária de Esporte e Lazer, Giselle Ferreira. “Em 2022, vamos repetir e melhorar o sucesso do ano anterior, que ficou marcado pelo retorno das competições esportivas”.

*Com informações da Secretaria de Esporte e Lazer

 

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