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Brasil

Quem compartilhou a carta golpista de Flávio Bolsonaro?

Reprodução

Apenas um dos aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que estava ao seu lado durante o discurso após a derrota nas eleições, compartilhou a carta golpista em que ele se autointitulou “presidente eleito do Brasil”. Nenhum deles compartilhou a segunda versão do documento, na qual Flávio se proclamava “líder” do país.

O único que publicou a primeira carta foi o senador eleito pelo Mato Grosso, José Medeiros (PL). Nessa carta, o candidato derrotado na eleição presidencial dizia: “dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil”.

Medeiros não divulgou a segunda versão da carta, na qual Flávio Bolsonaro se definiu como “líder”. O senador estava próximo de Flávio durante sua primeira declaração depois do resultado das eleições, no último domingo, dia 25.

Já o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) não publicou a carta, mas comentou o assunto em sua conta no X: “Esquerda zoando o Flávio porque ele ‘se autodeclarou’ presidente… então tá liberado zoar quem se autodeclara alguma coisa? Bom saber”.

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Em uma entrevista compartilhada no Instagram, Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha de Flávio, falou sobre a segunda versão da carta e afirmou que aquela era a versão “definitiva”.

“Flávio, pelo número de votos que recebeu e pelo papel que desempenhou nas últimas eleições, é hoje a maior figura da direita no Brasil. No Twitter, que é sua manifestação oficial, ele se autodeclara líder, e isso é um fato, ele é líder no país”, afirmou, sem compartilhar o documento.

O presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar da Costa Neto, declarou na manhã desta quinta-feira que não gostou da carta divulgada no dia anterior, não a aprovou e não tinha conhecimento prévio da viagem de Flávio aos Estados Unidos.

Outros aliados do candidato derrotado, como Lucas Pavanato (PL), Guilherme Derrite (PP), Alfredo Gaspar (PL), Deltan Dallagnol (Novo), Douglas Ruas (PL) e Pablo Marçal (PRTB), não divulgaram a carta golpista.

Nenhum dos candidatos à Presidência que foram derrotados no primeiro turno e apoiaram Flávio contra Lula – Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) – mencionou a carta.

Flávio viajou para os Estados Unidos após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinar, a pedido da Polícia Federal, que entregasse seus passaportes.

A PF apontou risco concreto de fuga e justificou a medida pelo precedente envolvendo Willer Tomaz, advogado e amigo do senador, que está nos Estados Unidos enquanto é investigado. A determinação faz parte do inquérito no qual Flávio e Willer são investigados por lavagem de dinheiro.

Estadão Conteúdo

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