A taxa de desemprego no Brasil registrou queda, alcançando 5,2% no trimestre encerrado em setembro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse índice representa uma diminuição de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, encerrado em junho, quando a taxa foi de 5,4%.
A redução é significativa e marca um recorde para o período desde o início da série histórica em 2012. Segundo o IBGE, o número de pessoas desocupadas diminuiu em 4%, o que equivale a 234 mil pessoas a menos sem trabalho em comparação ao trimestre anterior. Em relação ao ano anterior, houve uma queda de 6,9% no desemprego.
Por outro lado, a população ocupada atingiu o maior patamar já registrado na série histórica, com aumento de 0,6% no trimestre e 1,2% no ano. O nível de ocupação, que é a proporção de pessoas com trabalho entre a população em idade ativa, subiu para 59%, um crescimento de 0,2 ponto percentual no período.
O IBGE também apontou que a população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas cresceu 5,2% no trimestre, embora tenha recuado 5,4% no ano. A quantidade de pessoas fora da força de trabalho permaneceu estável no trimestre e teve um ligeiro aumento de 0,8% ao longo do ano.
A taxa de informalidade econômica, que mede o percentual de trabalhadores sem carteira assinada ou em trabalhos informais, foi de 37,5% no trimestre encerrado em setembro, um leve aumento em relação aos 37,4% do trimestre anterior, mas uma pequena redução comparada aos 37,8% registrados no mesmo período do ano anterior.
Esses dados indicam uma melhora gradual no mercado de trabalho brasileiro, com redução do desemprego e aumento da ocupação, apesar do leve crescimento na subocupação por horas. A pesquisa reafirma tendências importantes para a economia e para as políticas públicas de emprego no país.
Fonte: Metrópoles

