O senador Flávio Bolsonaro esteve em Brasília durante a apuração das eleições do segundo turno, cercado por aliados próximos. Ele foi derrotado pelo presidente Lula, que conseguiu uma vitória histórica com uma vantagem de mais de 4 milhões de votos.
No discurso após o resultado, Flávio Bolsonaro não aceitou a derrota. Ele afirmou que não concorda com os resultados, anunciou que tentaria anular os votos e criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que estendeu o horário da votação em duas horas.
“O que aconteceu não foi normal e nem justo. Um ministro do STF, que já foi advogado do Lula, mudou as regras no meio da eleição, às 17h01”, disse o senador.
Estavam presentes ao lado de Flávio parlamentares do seu partido, o PL, e do partido Novo. Entre eles estavam o empresário Pablo Marçal, que concorreu à Prefeitura de São Paulo em 2024, a economista Daniella Marques, responsável pela campanha, e o advogado Frederick Wassef.
O governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), também estavam na cidade para acompanhar os resultados, mas não fizeram parte do grupo na foto.
A eleição teve problemas no horário de votação. Lula e Flávio Bolsonaro pediram que o horário fosse estendido até as 19h. A campanha do Lula fez o pedido após encontrar dificuldades no transporte em cidades como Salvador, e Flávio solicitou extensão nas regiões do Sul e Sudeste afetadas por chuvas intensas.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral mostraram que apenas 34,3 mil votos foram registrados depois das 17h, um número muito pequeno diante da diferença expressiva que garantiu a vitória do Lula. Por isso, a contestação apresentada por Flávio Bolsonaro foi difícil de sustentar.
No dia seguinte à votação, Flávio desistiu da ideia de anular a eleição, mas anunciou que tentará cancelar a candidatura de Lula e seu vice, Geraldo Alckmin, alegando abuso de poder econômico.


