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segunda-feira, 09/03/2026




Queda nas bolsas e alta do petróleo com conflito no Oriente Médio

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As bolsas de valores caíram bastante nesta segunda-feira (9), enquanto o preço do petróleo subiu cerca de 30%, chegando perto de 120 dólares por barril, devido à guerra no Oriente Médio que já dura duas semanas sem sinais de trégua.

Com o medo dos efeitos da guerra na economia global, os mercados asiáticos tiveram perdas maiores que na semana passada.

A bolsa de Seul, que estava indo bem no começo do conflito graças às empresas de tecnologia, caiu 5,96%, e Tóquio recuou 5,2% na segunda-feira.

Na Europa, as bolsas também caíram: Paris caiu 2,59%, Frankfurt 2,47%, Londres 1,57%, Madri 2,87% e Milão 2,71%.

Outras bolsas em Hong Kong, Xangai, Taipé, Sydney, Singapura, Manila e Wellington fecharam em queda no mesmo dia.

Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street tiveram queda de mais de 2% na última semana, enquanto o dólar subiu de valor por ser considerado um investimento seguro.

No mercado de petróleo, o impacto da guerra é ainda maior. Às 6h30 GMT (3h30 em Brasília), o barril do West Texas Intermediate (WTI), que é a principal referência nos EUA, subiu 15,51%, chegando a 104,96 dólares, tendo chegado a uma alta de 30%, a 119,48 dólares por barril.

O Brent do Mar do Norte, referência europeia, subiu 17,42%, a 108,82 dólares por barril, depois de ultrapassar 119 dólares.

O preço do gás no mercado futuro do TTF holandês, referência na Europa, também subiu 30%, chegando a 69,50 euros (quase 80 dólares).

Nos últimos dias, ataques atingiram campos de petróleo no sul do Iraque e na região curda do norte do país, causando corte na produção.

Os Emirados Árabes Unidos e Kuwait também reduziram a produção após ataques do Irã em seus territórios.

Os países do G7 estão pensando em usar suas reservas estratégicas de petróleo para tentar conter a alta dos preços. Uma fonte do governo francês confirmou que isso será discutido em uma videoconferência dos ministros das Finanças.

A Agência Internacional de Energia (AIE) pede que seus membros tenham reservas de petróleo suficientes para 90 dias de importação.

“Imposto sobre a economia global”

O tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo e gás consumidos no mundo, está parado desde o começo da guerra, em 28 de fevereiro.

Há o medo de que os preços altos da energia durem muito tempo, o que poderia causar uma inflação que afetaria a economia mundial.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou o aumento do preço do petróleo, dizendo que é importante acabar com a ameaça nuclear do Irã.

“O aumento temporário dos preços do petróleo, que vai cair rápido depois que a ameaça nuclear do Irã for eliminada, é um preço pequeno a pagar pela segurança e paz dos EUA e do mundo”, escreveu Trump em sua rede social Truth Social. “APENAS OS TOLOS PENSARIAM O CONTRÁRIO!”, completou Trump.

Analistas, porém, avisam que o impacto na economia global pode ser muito forte.

“O choque está afetando toda a cadeia produtiva”, disse Stephen Innes, da SPI Asset Management. Ele afirmou que “o petróleo acima de 100 dólares não é só uma alta nas commodities. É como se fosse um imposto para a economia do mundo”.




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