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segunda-feira, 27/07/2026

Queda das ações do Google e Tesla após balanço do 2º trimestre

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FOLHAPRESS

As ações da Alphabet, empresa controladora do Google, e da Tesla sofreram quedas significativas na Bolsa de Nova York nesta quinta-feira (23), após a divulgação dos resultados financeiros do segundo trimestre. Ambas registraram suas maiores quedas diárias em mais de um ano.

A Alphabet viu suas ações caírem 7,13%, a maior queda desde maio de 2025, enquanto a Tesla teve uma desvalorização de 14,53%, a maior desde março de 2025. O índice Nasdaq, que é focado em empresas de tecnologia, também registrou perda de 2,15% no dia.

Essas quedas impactaram negativamente o setor de serviços de comunicação e o setor de consumo discricionário, com forte influência da Tesla. Além disso, o Índice de Volatilidade, que mede o medo no mercado de Wall Street, alcançou o nível mais alto em quase um mês durante o pregão.

A forte queda nas ações ocorreu mesmo com a Alphabet apresentando bons números, incluindo aumento de receita e lucro. Porém, a empresa teve uma queima de caixa de quase US$ 6 bilhões, a primeira em muitos anos, resultando em um fluxo de caixa livre negativo de US$ 5,9 bilhões (aproximadamente R$ 29,8 bilhões). Além disso, a empresa aumentou sua previsão de gastos para o ano, que agora deve ficar entre US$ 195 bilhões e US$ 205 bilhões (de R$ 986,2 bilhões a R$ 1 trilhão). Esses elevados investimentos em infraestrutura para inteligência artificial têm preocupado os investidores.

Matt Miskin, co-estrategista-chefe de investimentos da Manulife John Hancock Investments, comentou: “Os números no geral são bons, mas muitas empresas tiveram algum fator que fez as ações caírem. Qualquer sinal de problema e as ações são vendidas rapidamente.”

No caso da Tesla, houve a primeira queima de caixa em dois anos e uma queda considerável no lucro líquido ajustado, que caiu 17% em relação ao ano anterior, para US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 6 bilhões), muito abaixo das expectativas de US$ 1,9 bilhão (R$ 9,9 bilhões). Isso aconteceu apesar da Tesla ter entregue um número recorde de 480.126 veículos no trimestre.

Os resultados mostram que a Tesla precisou oferecer grandes descontos para atrair compradores novamente, depois de enfrentar uma queda nas vendas no ano passado. Essa queda ocorreu principalmente por causa da postura de Elon Musk em relação aos cortes de gastos do governo americano durante a administração do ex-presidente Donald Trump, o que afastou alguns consumidores.

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