Autoridades prenderam cinco integrantes de um grupo suspeito de usar inteligência artificial para enganar pessoas por meio de falsas campanhas de doação na internet. A ação, que envolveu a 16ª Delegacia de Polícia em Planaltina, revelou que o golpe movimentou cerca de R$ 10 milhões.
Os criminosos criavam vídeos com deepfake e utilizavam imagens de personalidades conhecidas, incluindo o cantor Gusttavo Lima e os padres Marcelo Rossi, Fábio de Melo e Frei Gilson, para convencer usuários a realizar pequenas doações, geralmente de R$ 30 a R$ 50, ampliando assim o número de vítimas.
A operação, realizada em vários estados, resultou na prisão de cinco suspeitos em Planaltina (DF), Planaltina de Goiás, Uberlândia (MG) e Joinville (SC). Os investigados respondem por estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Além disso, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e medidas judiciais para bloqueio de bens e valores.
Foi constatado que uma única empresa associada ao grupo recebeu mais de 215 mil transações financeiras entre outubro e novembro de 2025, totalizando quase R$ 10 milhões. As doações eram direcionadas para contas controladas pela quadrilha, que induzia internautas a depósitos por meio de páginas falsas que simulavam campanhas beneficentes legítimas.
Na estrutura do grupo, havia divisão clara de funções, incluindo desenvolvimento tecnológico, gerenciamento das redes sociais, formalização empresarial e movimentação dos recursos obtidos ilegalmente. Durante as investigações, foram encontrados vastos arquivos digitais relacionados às fraudes, abrangendo vídeos, roteiros, códigos e bancos de dados.
Veículos de luxo foram apreendidos e ativos em criptomoedas avaliados em cerca de US$ 400 mil foram identificados. As autoridades seguem trabalhando para identificar outras vítimas e desmantelar completamente o esquema, além de garantir que os recursos sejam recuperados para reparar os prejuízos causados.


