Uma ação da Polícia Civil do Distrito Federal prendeu um grupo suspeito de vender drogas na capital e cidades próximas. A operação, chamada Drible Sujo, revelou que os líderes da quadrilha usavam apelidos de jogadores famosos de futebol para se identificar.
As investigações feitas pela 5ª Delegacia mostraram que dois dos chefes usavam os nomes Neymar e Lionel Messi como codinomes para proteger as comunicações e manter a organização secreta.
A organização funcionava como um time de futebol, com os membros chamados de “atletas” numerados (Atleta 1, Atleta 2, Atleta 3), responsáveis principalmente pelo transporte, guarda e venda das drogas em várias áreas do Distrito Federal.
Organização bem estruturada
O grupo estava estruturado com funções claras: alguns cuidavam do abastecimento das drogas, outros do transporte e armazenamento, e ainda outros da distribuição das substâncias nas ruas.
Havia também um setor financeiro que usava contas de terceiros para dificultar o rastreamento do dinheiro gerado pelo tráfico.
Com as provas coletadas, a Justiça autorizou 23 prisões preventivas e 28 buscas em diferentes locais.
Ações em várias regiões
As operações ocorreram ao mesmo tempo em diversos bairros do Distrito Federal, como Samambaia, Ceilândia, Cruzeiro, Guará, Taguatinga, Candangolândia, Brazlândia e Gama, e em cidades próximas, como Valparaíso de Goiás, Luziânia e Cidade Ocidental.
Durante as buscas, a polícia apreendeu drogas, armas, dinheiro, celulares, documentos e outros materiais importantes para a investigação.
Mobilização policial
Mais de 150 agentes do Departamento de Polícia Circunscricional participaram da ação, com o apoio da Divisão de Operações Especiais e da Seção de Operações com Cães.
Novas informações sobre prisões e apreensões devem ser divulgadas conforme a operação avança.
