No domingo, a Federação PSOL-Rede junto com o deputado estadual Hilton Coelho acionaram o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia para solicitar a prisão imediata do prefeito de Salvador, Bruno Reis, e reforçaram o pedido de prisão do secretário de Mobilidade, Paulo Souza, ou de seu substituto.
Os autores usaram como base uma decisão recente do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que prorrogou a votação até as 19h. O pedido foi feito no processo aberto pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV). Também solicitaram que as autoridades garantam a saída rápida e gratuita dos veículos de transporte, com operação semelhante aos dias úteis, e pediram que as polícias Federal e Civil, com apoio do Procon-BA, fiscalizem essa ação.
Foi solicitado ainda o aumento da multa por descumprimento, que atualmente é de R$ 1 milhão por hora, para R$ 2 milhões por hora.
Ronaldo Mansur, presidente do PSOL Bahia, criticou duramente a situação dizendo que foi uma injustiça contra o povo baiano. Ele também rejeitou a justificativa do prefeito de que a retirada dos adesivos eleitorais atrasou a operação.
Abaixo assinado por impeachment
A mobilização também gerou um abaixo assinado na plataforma Change.org, organizado por Hilton Coelho e o vereador Hamilton Assis, ambos do PSOL. Até o momento, a petição reuniu 161.778 assinaturas confirmadas.
O pedido é para que a Câmara Municipal abra um processo de impeachment para apurar as decisões e falhas relacionadas à paralisação dos ônibus e ao atraso no restabelecimento do serviço. Caso sejam comprovadas irregularidades político-administrativas, o mandato do prefeito poderá ser cassado, garantindo o direito de defesa e contraditório.


