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sexta-feira, 13/03/2026




Projeto facilita ressarcimento à Previdência por agressores em casos de violência doméstica

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Em Brasília

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que simplifica o processo para que agressores devolvam os valores pagos pela Previdência Social em benefícios concedidos às vítimas de violência doméstica e familiar, como o auxílio por incapacidade temporária.

A Lei 13.846/19 já permite que a Previdência Social mova ações judiciais contra agressores para reaver esses valores desde 2019. Com a nova proposta, o dever do agressor de indenizar a Previdência será automático na sentença condenatória, dispensando a necessidade de uma ação regressiva separada.

Assim, o juiz poderá determinar o pagamento direto à Previdência na sentença. Caso isso não aconteça, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) terá até cinco anos, a partir da data da despesa previdenciária, para iniciar uma ação judicial contra o agressor.

De acordo com o texto aprovado, o imóvel residencial da família não poderá ser penhorado para garantir o pagamento da indenização.

O projeto, inicialmente apresentado pela ex-senadora Marta Suplicy (SP), já foi incorporado na Lei Maria da Penha pela Lei 13.846/19, reforçando a obrigação de condenados por violência doméstica de ressarcirem a Previdência Social.




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