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quinta-feira, 05/02/2026

Projeto criminaliza violência obstétrica com punição de até 15 anos

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Em Brasília

José Guimarães apresenta proposta para criminalizar violência obstétrica, com penas que podem chegar até 15 anos de prisão.

A iniciativa busca alterar o Código Penal para estabelecer punições específicas para profissionais de saúde que causem danos físicos ou mentais a mulheres durante a gravidez, parto ou pós-parto.

O projeto também define normas para um atendimento humanizado no pré-natal e no parto, garantindo direitos importantes às gestantes, como o direito a um plano de parto, escolha da cesariana a partir da 39ª semana, presença de acompanhante e métodos eficazes para alívio da dor.

Atualmente, sem uma lei específica, casos de violência obstétrica são tratados como lesão corporal, maus-tratos ou homicídio culposo, dificultando a responsabilização criminal efetiva.

Penas previstas

  • Violência física: detenção de 1 a 3 anos e multa.
  • Lesão grave: reclusão de 2 a 6 anos.
  • Lesão gravíssima ou aborto: reclusão de 3 a 8 anos.
  • Morte: reclusão de 5 a 15 anos.
  • Violência psicológica: detenção de 1 a 2 anos e multa por ameaça, humilhação ou constrangimento.

José Guimarães destaca que a criminalização é fundamental para proteger os direitos humanos da mulher e do bebê, além de promover a saúde materna e neonatal.

O projeto será avaliado por comissões específicas da Câmara dos Deputados antes de seguir para votação no plenário.

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