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sábado, 17/01/2026

Projeto contra facções será votado nesta quarta no Plenário

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Marina Ramos / Câmara dos Deputados

O Colégio de Líderes, em reunião conduzida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), programou para esta quarta-feira (12) a votação do projeto de lei que visa combater facções criminosas (PL 5582/25).

As discussões continuam concentradas em dois pontos principais do parecer do deputado Guilherme Derrite (PL-SP): a modificação das competências da Polícia Federal (PF) e a equiparação das ações de facções criminosas ao terrorismo.

Críticas ao relator

Derrite foi apontado por membros da oposição por ter alterado significativamente o projeto, sendo acusado de promover um ataque sem precedentes à Polícia Federal. Um dos críticos afirmou: “O ataque à Polícia Federal é muito grande e cria uma confusão entre Justiça federal e estadual”.

Lindbergh também condenou a proposta, destacando que o projeto inclui uma espécie de proteção a parlamentares, o que ele considerou inaceitável em uma legislação voltada ao combate às facções criminosas. Ele citou a Operação Carbono Oculto, ressaltando que essa investigação poderia não ter ocorrido sob esse novo formato.

Outro ponto contestado foram as tentativas de inserir proteções indevidas a atividades parlamentares no texto, o que gerou questionamentos sobre o verdadeiro objetivo da mudança.

Elogios ao relator

Por outro lado, Luizinho defendeu o trabalho do relator, afirmando que as discussões políticas sobre o projeto estão equivocadas, pois todos desejam combater o crime. Ele demonstrou otimismo quanto à possibilidade de se chegar a um consenso que atenda aos interesses do governo e da população: “Vamos virar a página da política e focar no que realmente importa”.

O líder acredita que Derrite compreenderá a relevância das questões relativas à Polícia Federal e a necessidade de preservar a soberania do país.

Também o líder do MDB, deputado Isnaldo Bulhões (AL), manifestou apoio ao relator, destacando sua integridade e capacidade democrática.

Expectativa para votação

Guimarães mencionou que o texto ainda pode passar por ajustes até amanhã, para então ser submetido à votação no Plenário.

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