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segunda-feira, 26/01/2026

Projeto amplia apoio para mães estudantes

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Chris Tonietto defende medidas essenciais para que mães possam perseguir seus sonhos

Em dezembro, a Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família aprovou um projeto de lei que estabelece novas diretrizes para apoiar estudantes grávidas, no pós-parto ou em fase de amamentação em instituições de ensino. O intuito é criar condições que possibilitem a continuidade dos estudos dessas alunas, evitando o abandono dos cursos.

O projeto modifica a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para tornar uma obrigação do governo brasileiro proporcionar as adaptações necessárias nas escolas e universidades para atender às necessidades dessas estudantes.

A proposta amplia o regime atual de estudos domiciliares previsto na Lei 6.202/75, que é aplicado a partir do oitavo mês de gravidez por três meses, com possibilidade de extensão, incluindo novas proteções:

  • Acompanhamento pedagógico individual, com plano de estudos e cronograma estabelecidos;
  • Fornecimento de materiais didáticos adequados pela instituição, inclusive em formato remoto quando possível;
  • Realização de provas e avaliações preferencialmente no calendário normal, desde que não prejudique a saúde da estudante e seja viável para a instituição.

Esses direitos também se estendem a estudantes que adotem uma criança ou obtenham guarda judicial para adoção, com um prazo de 120 dias, equivalente à licença-maternidade.

Medidas para universidades

Entre as ações previstas estão:

  • Criação de creches e brinquedotecas para os filhos de estudantes e servidores;
  • Espaços adequados para amamentação, troca de fraldas e retirada de leite;
  • Direito à circulação com os filhos nos ambientes universitários, assegurando respeito e evitando discriminação.

Além disso, estudantes de pós-graduação terão direito à prorrogação de prazos para defesa de dissertações e teses em caso de parto ou adoção.

A comissão validou o substitutivo apresentado pela relatora, deputada Chris Tonietto (PL-RJ), referente ao Projeto de Lei 1622/21, originado pela ex-deputada Tia Eron, e a outros projetos associados.

“Essas ações são fundamentais para que mães em todo o país possam buscar seus objetivos acadêmicos e profissionais, garantindo também os cuidados especiais necessários às crianças, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente”, destacou a relatora.

Próximos passos

A proposta seguirá para análises finais nas comissões de Educação, e de Constituição, Justiça e Cidadania. Para que se torne lei, deverá ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

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