O Programa DNA do Brasil, integrado ao Programa Saúde na Escola (PSE), começou suas atividades em Ceilândia, no Distrito Federal, com foco em promover a saúde preventiva e acompanhar de forma completa crianças e adolescentes das escolas públicas.
A ação é realizada pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), em conjunto com o Instituto para o Desenvolvimento da Criança e do Adolescente pela Cultura e Esporte (Idecace). O atendimento é coordenado pelo Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU das Artes), na QNN 13, que funciona como base para as ações na comunidade.
Uma equipe móvel visita as escolas públicas locais, oferecendo serviços para estudantes de 5 a 18 anos. Dentre os atendimentos realizados estão triagens de enfermagem, avaliações odontológicas simples e atividades educativas sobre cuidados com a higiene, alimentação, auto cuidado e prevenção de doenças. O objetivo é promover um cuidado contínuo e orientar as famílias.
O time é formado por profissionais de diferentes áreas, como dentista, enfermeiro, psicólogo, assistente social e pedagogo. Além da saúde física, esses profissionais identificam necessidades emocionais, sociais e escolares, encaminhando para a rede pública de saúde e serviços de assistência social quando necessário.
Segundo a secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani, esta ação reforça a importância da colaboração entre educação, saúde e assistência social. “Quando o governo e a sociedade trabalham juntos, ampliamos o acesso a políticas públicas e garantimos uma rede de proteção mais eficaz para nossas crianças e adolescentes”, ressalta.
O presidente do Idecace, Wilson Cardoso, destaca o acompanhamento individual de cada estudante. “Para uma boa educação, é fundamental conhecer as necessidades e potenciais de cada criança e jovem. O método do DNA do Brasil ajuda a identificar vulnerabilidades e fortalecer a rede de proteção continuamente”, explica.
Um diferencial do programa é o uso de tecnologia nas avaliações odontológicas, como o scanner intraoral, que permite atendimentos rápidos e seguros, com emissão de relatórios digitais. O coordenador do projeto, Samuel Suaid, comenta: “Com ferramentas modernas, aumentamos a qualidade do diagnóstico e oferecemos um cuidado mais humano e eficiente”.
As informações coletadas são armazenadas na Plataforma DNA do Brasil, um sistema que monitora os dados e ajuda a avaliar os resultados ao longo do tempo. Até agora, mais de 350 mil crianças e jovens em vários estados brasileiros já foram beneficiados pelo programa.
