Pular para o conteúdo
Dólar R$ 5,08 ▼ 0,57% Euro R$ 5,87 ▼ 0,00% Libra R$ 6,84 ▼ 0,18% Bitcoin R$ 333.134 ▲ 0,34%
Saúde

Primeira cirurgia com enxerto ósseo no quadril é feita em Brasília

Foto: Divulgação

Uma mulher de 74 anos passou pela primeira cirurgia de transplante de osso no quadril feita no Distrito Federal. A operação complexa reconstruiu quase toda a parte direita da bacia depois que uma fratura perto de uma prótese de quadril não foi identificada a tempo, causando a perda de grande parte do osso.

A cirurgia, que durou cerca de oito horas, foi feita na MEO – Medicina Esportiva e Ortopedia. O ortopedista Abner Alberti liderou o procedimento, com a ajuda dos cirurgiões Diogo Souto, Anderson Freitas e Eduardo Duarte, e da equipe do médico Rafael Prinz, que coordenou a ligação com o banco de tecidos do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Rio de Janeiro.

Para reconstruir a área danificada, foi usado um grande pedaço de osso vindo de um doador, criando uma nova base para colocar uma prótese de quadril.

Fratura

A paciente tinha recebido uma prótese de quadril oito anos antes e mantinha uma vida ativa. Após tropeçar, ela fez exames, mas a fratura ao redor da prótese não foi percebida, sendo confundida com uma lesão muscular.

Com isso, ela continuou usando a perna normalmente, fazendo fisioterapia e exercícios. Com o tempo, a prótese foi se deslocando para dentro da pelve, causando desgaste no osso da bacia.

Quando o problema foi finalmente notado, grande parte do osso já estava muito comprometida. Abner Alberti explicou que a prótese estava muito próxima de vasos, nervos e órgãos da pelve.

Diante da gravidade da perda óssea, a equipe decidiu fazer a reconstrução com o enxerto de osso, o que permitiu criar a sustentação necessária para colocar a nova prótese.

Reconstrução

A preparação para a cirurgia começou antes da entrada na sala de operação. O enxerto passou por exames e a equipe usou modelos 3D para planejar a reconstrução da bacia.

Com base na anatomia da paciente, foram planejados os cortes no enxerto, a colocação dos parafusos e a posição da prótese. Essa estratégia ajudou a antecipar etapas dessa cirurgia tecnicamente difícil.

O tecido veio do Banco de Tecidos do Into. Antes de ser usado, ele passou por vários processos, testes e ficou armazenado sob condições específicas.

Diferente dos transplantes de órgãos, o enxerto ósseo não precisa que a paciente tome remédios para evitar rejeição para sempre. Espera-se que o corpo dela incorpore o osso transplantado durante a recuperação.

Recuperação

Após a operação, a paciente teve uma boa evolução inicial. No primeiro exame depois da cirurgia, ela estava sem dores fortes e usava apenas analgésicos simples.

Agora, a equipe vai acompanhar como o enxerto vai se integrar ao osso da paciente. A reabilitação, com apoio gradual, deve começar só depois que a reconstrução estiver firme.

Se tudo correr bem, a paciente deve começar a dar os primeiros passos cerca de três meses após a cirurgia, podendo usar uma esteira especial que reduz o peso sobre as pernas durante a recuperação.

Esse tipo de procedimento é uma opção para casos raros e muito complexos que envolvem perda grande de osso ao redor de próteses de quadril. Além do cirurgião principal, várias outras pessoas especializadas participaram de diferentes fases, desde a preparação do enxerto e o planejamento em 3D até a cirurgia e o cuidado após a operação.

Publicidade
Boletim Imprensa Pública

Comece o dia bem informado

O essencial do DF, do Entorno e do Brasil, de graça, no seu e-mail.