Nossa rede

Mundo

Presidente da Câmara dos Comuns do Reino Unido anuncia sua renúncia

Publicado

dia

John Bercow disse que deixará o cargo durante a suspensão do Parlamento se houver novas eleições; caso contrário, ele permanecerá até o dia 31 de outubro

Brexit: os deputados votarão nesta noite pela segunda vez se aceitam a antecipação eleitoral proposta por Johnson (Parliament TV/Reuters)

Londres — O presidente da Câmara dos Comuns, John Bercow, anunciou nesta segunda-feira que renunciará ao cargo no dia 31 de outubro, data prevista, por enquanto, para que o Reino Unido deixe a União Europeia.

Em discurso em diante dos deputados, Bercow disse que, caso o Parlamento vote a favor da convocação de eleições antecipadas, deixará as suas responsabilidades quando as câmaras ficarem suspensas.

O presidente da Câmara dos Comuns ganhou relevância no processo do Brexit por, em diversas ocasiões, ter facilitado que as convenções parlamentares fossem desafiadas para propor leis que iam de encontro a interesses do Governo.

Na semana passada, permitiu que deputados trabalhistas e conservadores apresentassem uma legislação projetada para bloquear uma saída sem acordo da União Europeia, uma lei que entrou em vigor hoje, depois de ter sido sancionada pela rainha Elizabeth II.

Bercow foi eleito deputado do Partido Conservador na Câmara dos Comuns em 1997 e deixou a legenda após ter sido designado presidente da Câmera, em 2009, para manter uma posição de neutralidade.

No discurso de hoje, revelou ter prometido à esposa e aos filhos no começo da legislatura que esta seria a última. Nos últimos dias, a imprensa britânica especulou a possibilidade que o primeiro-ministro, o conservador Boris Johnson, tentasse bloquear a reeleição de Bercow como membro do Parlamento caso houvesse antecipação das eleições.

“Se a câmera votar nesta noite por eleições antecipadas, o meu período como presidente e deputado concluirá quando fechar o ciclo parlamentar. Se a câmera não votar (por eleições), decidi que o menos disruptivo e mais democrático seria renunciar ao término da sessão de quinta-feira, 31 de outubro”, detalhou.

Os deputados votarão nesta noite pela segunda vez se aceitam a antecipação eleitoral proposta por Johnson, que precisa do apoio de dois terços da câmera. A oposição já vetou uma proposta similar na semana passada, e a expectativa é de que hoje volte a recusar.

Após anunciar a renúncia, Bercow foi ovacionado, e os deputados das bancadas da oposição se colocaram de pé, mas apenas poucos conservadores fizeram o mesmo.

“Este foi, deixem-me dizer de forma explícita, o maior privilégio e honra da minha vida profissional, pelo que estarei eternamente agradecido”, afirmou.

Comentário

Mundo

Sob ameaça de intervenção militar, Maduro não vai à assembleia da ONU

Publicado

dia

Presidente disse que quer ficar “bem seguro e tranquilo” em seu país

O ditador venezuelano Nicolás Maduro decidiu, nesta quinta-feira (12), que não vai comparecer à Assembleia Geral das Organizações das Nações Unidas (ONU), marcada para acontecer no dia 24 de setembro, em Nova York. Em um evento com jovens em Caracas, o chavista disse que, esse ano, vai preferir ficar na Venezuela, “bem seguro e tranquilo”.

Ele também anunciou que o governo dele vai ser representado pela vice, Delcy Rodríguez, e pelo ministro das Relações Exteriores, Jorge Arreaza. “Eu fui no ano passado, esse ano não vou. Esse ano quero ficar com vocês, trabalhando na Venezuela, bem seguro e tranquilo”, declarou.

Maduro justificou a ausência dizendo que, ao longo de setembro, terá uma agenda “surpreendente” e “intensa” para defender a Venezuela. Ele também disse que seus representantes levarão à ONU assinaturas de cidadãos venezuelanos rejeitando as sanções impostas pelos Estados Unidos.

Na quarta-feira (11), 12 dos 19 países que integram o TIAR (Tratato Interamericano de Assistência Recíproca), aprovaram uma convocação para discutir ações militares da Venezuela na fronteira com a Colômbia.

O TIAR prevê a defesa mútua dos países-membros em caso de ataques externos. Entre os países que apoiaram a sugestão proposta pelo autoproclamado presidente interino venezuelano, Juan Guaidó, estão os Estados Unidos, o Brasil e a Colômbia.

Guaidó e estes países, tentarão classificar como uma ação belicosa as movimentações do Exército venezuelano na fronteira com a Colômbia, o que possibilitaria uma intervenção militar na Venezuela.

Nesta quinta-feira (12), em Washington, nos Estados Unidos, o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Ernesto Araújo, disse que a ativação do TIAR não significa ação militar na Venezuela e que o tratado não é simplesmente militar, mas um acordo para ação coletiva diante de ameaças à segurança.

O TIAR é de 1947 e nunca foi evocado depois da Guerra Fria. O encontro dos membros do grupo deve acontecer no dia 23 de setembro.

Ver mais

Mundo

FMI confirma que negociará com Argentina novo pacote de ajuda

Publicado

dia

Os mercados entraram em crise em agosto depois que o candidato presidencial peronista de centro-esquerda, Alberto Fernández, surgiu como o favorito absoluto para vencer as eleições de 27 de outubro, nas quais o atual presidente, o liberal Mauricio Macri, tentará renovar seu mandato.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) informou nesta quinta-feira, 12, que receberá o ministro da Fazenda da Argentina, Hernán Lacunza, este mês em Washington para negociar um novo pacote de ajuda financeira. A economia argentina sente os efeitos da recessão e da incerteza eleitoral. “A situação continua muito difícil”, disse o porta-voz do FMI, Gerry Rice, destacando o crescimento da inflação e da pobreza no país.

“A complexidade das condições do mercado e a persistente incerteza política tornam a situação ainda mais difícil. Isso deverá estar no centro das discussões, quando o ministro vier este mês”, disse o porta-voz, sem dar uma data precisa. Rice lembrou que, desde meados de agosto, a Argentina sofre uma nova crise de confiança “que afeta gravemente a estabilidade macroeconômica” do país.

Os mercados entraram em crise em agosto depois que o candidato presidencial peronista de centro-esquerda, Alberto Fernández, surgiu como o favorito absoluto para vencer as eleições de 27 de outubro, nas quais o atual presidente, o liberal Mauricio Macri, tentará renovar seu mandato.

“Nosso compromisso com a Argentina continua sendo forte”, disse Rice. “O objetivo do FMI é tentar ajudar as autoridades argentinas a estabilizar a difícil situação e fazer com que a confiança volte para que o país retome o caminho do crescimento”, afirmou.

Após as eleições primárias de 11 de agosto, que apontaram Fernández como favorito para a votação de outubro, a moeda, a bolsa e a dívida sofreram duros golpes. Logo em seguida, o governo da Argentina pediu ao FMI que reestruture o crédito de US$ 57 bilhões concedido no ano passado em troca de um plano de austeridad

Os primeiros pagamentos estão programados para 2021 e os mercados e os economistas apostam em um default. Nesta quinta-feira, porém, Rice saiu em defesa do FMI, que vem sendo criticado por ter concedido o maior crédito da história da entidade a um país cuja capacidade de honrar suas dívidas está seriamente comprometida. “Quando nos esforçamos para ajudar um país, jamais o fazemos sem riscos”, afirmou o porta-voz do FMI. “E os riscos são grandes quando a situação já é frágil.”

Alertas

O porta-voz lembrou que, em 2018, a Argentina pediu ajuda ao FMI quando a crise já estava instalada no país. “Em termos de avaliação de riscos, nos esforçamos para ser transparentes, documentar os riscos”, disse Rice, convidando os jornalistas para ver os alertas do órgão sobre numerosos problemas que afetam a economia da Argentina.

Nos relatórios mais recentes, “os riscos, incluindo fatores internos e externos, foram destacados como suscetíveis de serem agravados por reações negativas dos mercados e por incertezas políticas”, segundo os alertas do FMI. (Com agências internacionais).

 

Ver mais

Mundo

Duque diz estar satisfeito com explicação de Guaidó sobre fotos polêmicas

Publicado

dia

Líder autodeclarado da Venezuela disse que não conhecia os narcotraficantes que tiraram fotos com ele no último dia 22 de fevereiro

Iván Duque: presidente da Colômbia disse estar satisfeito com resposta de Guaidó (Courtesy of Colombian Presidency/Reuters)

Barranquilla – O presidente da Colômbia, Iván Duque, disse nesta sexta-feira, 13, que está satisfeito com as explicações dadas pelo líder da oposição na Venezuela, Juan Guaidó, após a divulgação de fotos e vídeos em que o deputado aparece ao lado de dois líderes de um grupo paramilitar colombiano.

“O que Juan Guaidó fez é titânico. Por isso, além das explicações que ele deu, que me parecem satisfatórias, o que precisamos reiterar todos os dias é nosso apoio irrestrito ao povo da Venezuela, para que eles recuperem rápido sua liberdade”, disse Duque.

Em entrevista à “Blu Rádio”, Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países, entre eles o Brasil e a própria Colômbia, disse que não conhecia os paramilitares que tiraram fotos com ele no último dia 22 de fevereiro.

Na ocasião, Guiadó tinha ido à cidade de Cúcuta, na fronteira da Colômbia com a Venezuela, para coordenar a operação de entrada de ajuda humanitária no país, movimento que foi bloqueado pelo governo de Nicolás Maduro.

“Foram centenas de fotos nesse dia e depois que chegamos ao evento beneficente, milhares. É difícil discriminar alguém que pede uma foto”, disse Guaidó.

O líder da oposição afirmou que a divulgação das fotos é mais uma tentativa do chavismo de tentar esconder a crise vivida pela população venezuelana.

As imagens foram primeiro divulgadas por Wilfredo Cañizares, diretor da Fundação Progresso no Norte de Santander. Segundo ele, as pessoas que aparecem ao lado de Guaidó são Albeiro Lobo Quintero, conhecido como Brother, e John Jairo Durán Contreras, que tem apelido de Menor.

Os dois, presos em junho, são líderes do grupo paramilitar Los Rastrojos, que atua na fronteira entre os dois países.

 

Ver mais
Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade