O presidente da Câmara Municipal de Rio Verde, Idelson Mendes, foi preso preventivamente nesta quinta-feira (5) devido a suspeitas de envolvimento em um esquema fraudulento investigado pelo Ministério Público de Goiás. A prisão aconteceu durante a execução de mandados judiciais no município de Rio Verde, localizado no sudoeste do estado.
Esta ação faz parte da quarta fase da Operação Regra Três, liderada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – regional Sul (Gaeco Sul). Além de Idelson Mendes, outros servidores públicos também foram alvos dos mandados, incluindo o delegado Dannilo Proto, que já estava preso desde a primeira fase da investigação, acusado de fraudar uma licitação para contratar uma instituição de ensino.
Conforme o Ministério Público de Goiás, nesta fase a investigação foi ampliada, envolvendo uma organização criminosa que pode atuar em outros municípios, como Santa Helena de Goiás e Iporá.
O foco do esquema era facilitar a realização de um concurso público para a Câmara Municipal de Rio Verde, buscando obter vantagem financeira indevida a partir das taxas de inscrição pagas pelos candidatos.
As investigações mostram que os suspeitos criaram e usaram documentos falsos para dar aparência de legalidade ao processo de contratação da empresa organizadora do concurso. Há suspeitas de que advogados contratados pela Câmara tenham orientado estes procedimentos, mesmo com possível conflito de interesses, pois também representariam a empresa beneficiada.
O Ministério Público continua as apurações para identificar todos os responsáveis e esclarecer a extensão dos prejuízos causados aos cofres públicos e aos participantes do concurso.
